terça-feira, 12 de novembro de 2013

Comerciante é atropelado e morto por motorista bêbado


Em menos de 24 horas, dois atropelamentos provocados por motoristas que dirigiam embriagados no Grande Recife. Ontem, por volta das 6h, o comerciante Luiz de Andrade, 55 anos, fazia seu costumeiro cooper por recomendação médica quando foi atingido pelo Monza conduzido pelo vigia Paulo Araújo, 54 anos. A vítima caminhava no canteiro central da Avenida dom Helder Camara, a 300 metros de casa, no Ibura. 

O corpo foi jogado a cerca de cinco metros de distância. Morreu na hora. O motorista foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ele admitiu ter tomado duas cervejas, com mais dois amigos, logo depois de ter largado do trabalho, ainda na madrugada. Para a polícia, aparentava ter ingerido mais. Ele foi levado ainda ontem ao Cotel. O sepultamento de seu Luiz está marcado para hoje, às 10h, no Cemitério Memorial Guararapes, em Jaboatão.

“Ele, de fato, assumiu que bebeu, embora tenha dito também que ingeriu apenas duas cervejas, algo que não conseguimos confirmar. Acreditamos que tenha sido muito mais do que isso porque ele apresentava sinais de embriguez, como hálito de álcool e dificuldade na fala. Há dois meios de provas nesse sentido: a testemunhal e a confessional”, explicou o delegado plantonista de Boa Viagem, Joedilson Teixeira da Silva. O motorista disse que seguia para casa, no bairro de Areias, mas havia levado um amigo na UR-2. O veículo foi periciado ontem pelo IC. A velocidade do carro será detalhada no laudo.

O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas foi preso em flagrante porque confessou ter bebido, mas negou que estivesse embriagado. À polícia, testemunhas disseram que ele estava bêbado. Com o choque, o para-brisa do veículo foi quebrado. “Vi algumas pessoas atravessando a rua e freei, mas, imediatamente, os estilhaços bateram no meu rosto. Não estava embriagado. Estava consciente. Mesmo assim, sinto muito”, afirmou o motorista Paulo Oliveira. “Um vizinho deu a notícia e disse que meu pai tinha sido atropelado por um homem embriagado”, contou o filho da vítima, Gilberto da Silva, 34.

Em caso de embriaguez do motorista e morte da vítima, o condutor é detido e pode ser encaminhado ao presídio se o crime for doloso. Nos casos sem óbito, o condutor responde a processo criminal dependendo da quantidade de álcool ingerida. Desde o ano passado, quando a nova Lei Seca entrou em vigor, vídeos, fotos e prova testemunhal podem ser usados para comprovar o estado de embriaguez do motorista. “É importante destacar que a prova testemunhal é válida. Caso o condutor não queira fazer o teste do bafômetro, pode ser levado para a delegacia”, disse o coronel André Cavalcanti, coordenador  da Operação Lei Seca no estado.


Diario de Pernambuco

Nenhum comentário: