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terça-feira, 1 de maio de 2012

AYRTON SENNA: HÁ 18 ANOS, A MORTE ANTES DA CURVA

Da Revista Veja
imagem: veja.abril.com.br

As imagens ficarão gravadas como um raio na memória dos brasileiros. Na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino, no autódromo de Ímola, na Itália, Ayrton Senna passa direto pela curva Tamburello, a 300 quilômetros por hora, e espatifa-se no muro de concreto. À 1h40 da tarde, hora do Brasil, um boletim médico do hospital Maggiore de Bolonha, para onde o piloto foi levado de helicóptero, anunciou a morte cerebral de Ayrton Senna. Não havia mais nada a fazer. Ayrton Senna da Silva, 34 anos, tricampeão mundial de Fórmula 1, 41 vitórias em Grandes Prêmios, 65 pole-positions, um dos maiores fenômenos de todos os tempos no automobilismo, estava morto.

Ninguém simboliza melhor a comoção que tomou conto do mundo que a imagem de Alan Prost chorando num dos boxes de Ímola. Não era o choro de um torcedor, mas de um rival, o maior de todos em dez anos de brigas dentro e fora das pistas, um alter ego de Ayrton Senna na Fórmula 1. Na manhã de domingo, minutos antes de entrar pela última vez no cockpit de sua Williams, Senna encontrou-se com o ex-adversário, deu-lhe um tapinha nas costas e comentou: "Prost, você faz falta." Horas mais tarde, cercado pelos jornalistas, o francês não conseguiu retribuir a gentileza. "Estou consternado demais para falar", limitou-se a dizer, com lágrimas nos olhos.

Foi o triste epílogo de um final de semana em que a morte passeou pelo circuito de Ímola. Na sexta-feira, o carro do brasileiro Rubens Barrichello espatifou-se. Barrichello só não morreu porque o choque foi amortecido pelos pneus. Nos treinos de sábado, o carro do austríaco Roland Ratzenberger se desintegrou no muro de concreto depois de passar reto numa curva. O piloto chegou morto ao hospital, vítima de comoção cerebral. Esse foi o quadro de presságios que antecedeu o acidente com Senna. O piloto brasileiro manteve a liderança do Grande Prêmio por exatos 21 minutos. Às 9h40, vinte e cinco horas depois da morte de Ratzenberger, a Williams de Senna sumiu repentinamente da pista. "Eu vi a traseira do seu carro bater no solo violentamente", contou o alemão Michael Schumacher, que ia colado em Senna na entrada da curva. "Em seguida, ele perdeu completamente o controle."

O Williams era apontado como o melhor carro do mundo e, nesta temporada, tinha também o melhor piloto do mundo. Como foi possível um acidente como esse? O que existe por enquanto são especulações. De todas elas, a mais provável aponta para uma combinação de dois fatores: a pista ruim com um defeito mecânico. Schumacher diz que o carro pulou duas vezes antes de sair da pista. O ex-campeão Niki Lauda afirma que o problema foi mecânico, provavelmente uma quebra na suspensão, mesma opinião do brasileiro Nelson Piquet. Uma outra explicação está nos pneus. Como a corrida estava começando depois de uma parada provocada por um acidente na largada, os pneus ainda não teriam atingido a temperatura e a pressão adequadas para manter o carro na pista. Senna pisou fundo e foi jogado para fora.

quarta-feira, 21 de março de 2012

AYRTON SENNA DA SILVA – UM ÍDOLO BRASILEIRO


imagem: inatitude.wordpress.com

“Hoje, se vivo estivesse, Senna completaria 52 anos de vida, de luz, de equilíbrio e serenidade. Por um momento parei pra pensar em como ele me fazia cancelar quaisquer compromissos, atividades ou até mesmo o meu sagrado sono para vê-lo correr. O tema da vitória ainda me emociona! Meus compromissos em dias de corridas? Era com o Ayrton Senna!

As manhãs de domingo e as corridas já não são as mesmas, não paro mais para assisti-las. A sensação que eu tenho e talvez alguns de vocês também a tenham é a de que há um certo joguinho de interesses, de cartas marcadas, são sempre os mesmos campeões do início ao fim de cada temporada. Os ídolos não se renovam, já não nos fazem palpitar o coração, já não nos despertam a paixão.


Depois dele, busquei no futebol alguém, algum time que me despertasse o interesse, até consegui, mais já estou descontente, estou descrente e perdendo o entusiasmo com o futebol brasileiro. E com a seleção, então...
Não sou uma pessoa pessimista, mais infelizmente, a sensação que eu tenho é a de que o Brasil está carente de ídolos. Quando falo em ídolos, me refiro ao lado pessoal e profissional, me refiro ao conjunto da obra e não a partes fragmentadas. Gustavo Kuerten com sua raquete até conseguiu contagiar alguns, por um certo período de tempo.

Mais Senna, bem, Senna era um homem diferenciado”...   Walkíria Araújo.

Vídeo do You Tube