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sábado, 18 de outubro de 2014

Câncer de mama é mais agressivo no Norte e Nordeste

Embora registrem menor número de casos de câncer de mama, as Regiões Norte e Nordeste são as que têm a maior incidência de tumores mais agressivos, revela estudo inédito divulgado pela Sociedade Brasileira de Mastologia, por ocasião do Dia Internacional Contra o Câncer de Mama, celebrado neste domingo (19).

Durante dois anos, os pesquisadores analisaram as características dos tumores de mama de 5.687 mulheres em todas as regiões do País. Eles foram divididos em cinco tipos, de acordo com o grau de agressividade, sendo o luminal A o menos agressivo e com maiores chances de cura e o triplo negativo o mais agressivo e com menos possibilidades de tratamento.

O estudo mostrou que no Sul e Sudeste a incidência do tumor triplo negativo é de aproximadamente 14%, enquanto no Norte o índice sobe para 20,3% e no Nordeste e Centro-Oeste, vai para 17,4%. Já os tumores do tipo luminal A representam 30,8% dos casos relatados na Região Sul e 28,8% no Sudeste. A frequência desse tipo de câncer cai para 24,1% no Nordeste, 25,3% no Norte e 25,9% no Centro-Oeste.

Segundo Filomena Carvalho, professora associada do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP e uma das autoras do estudo, as diferenças nas incidências dos diversos tipos de tumores, de acordo com a região do Brasil, mostram que o aparecimento de determinado câncer tem a interferência de questões raciais e ambientais. "Outros estudos internacionais já mostraram que mulheres afrodescendentes tendem a apresentar tumores de mama mais agressivos. No Norte e Nordeste, a taxa de população negra é maior. O calor também pode ser um fator que influencia nas mutações genéticas", diz ela, que integra a SBM e liderou o estudo ao lado do pesquisador Carlos Bacchi, diretor do laboratório Bacchi, de Botucatu.

Moradora de Salvador, a farmacêutica Isabele Maiara de Oliveira e Silva, de 34 anos, descobriu o câncer de mama há pouco mais de um mês. Por causa da agressividade da doença, ela foi submetida à cirurgia de retirada do tumor e da mama 20 dias depois. Embora ainda esteja aguardando os resultados da biopsia, a principal hipótese é de que ela tenha o tumor do tipo triplo negativo.

"Eu fazia ultrassom da mama todos os anos. Só não fazia mamografia porque, pela idade, ainda não tinha indicação. De um ano para o outro, esse tumor surgiu e, quando descobri, já tinha dois centímetros. Ele crescia muito rápido", conta ela, que agora terá de passar por quimioterapia e radioterapia.

A analista de sistemas Denise Guedes Marques Amadeu, de 49 anos, de São Paulo, passou, há cinco anos, por processo similar ao de Isabele. "Tive de fazer a cirurgia, químio e radio. A sorte foi que descobri o tumor logo no começo, e o tratamento foi iniciado rapidamente", conta ela. Denise teve um tumor do tipo luminal A, o que tem as maiores chances de cura. "É bom as pessoas saberem que o diagnóstico de câncer de mama não é uma sentença de morte. E mesmo o trauma da retirada da mama pode ser minimizado com a cirurgia de reconstrução", diz.

Prevenção

Para Filomena Carvalho, o estudo das diferenças geográficas dos tumores é importante para o estabelecimento de políticas públicas de prevenção e diagnóstico mais eficazes para cada contexto. "Embora a gente não saiba com certeza as causas dessas diferenças, elas devem nortear toda a estratégia de prevenção. No caso de regiões com maior incidência de tumores mais agressivos, o diagnóstico precoce é ainda mais importante", defende.


Agência Estado

terça-feira, 14 de maio de 2013

Com 87% de possibilidade de sofrer de câncer, Angelina Jolie retira os seios


Da Agência EFE

A atriz Angelina Jolie declarou nesta terça-feira (14) que foi submetida a uma dupla mastectomia preventiva - cirurgia de retirada dos seios - após a descoberta de uma mutação genética que aumentaria a probabilidade da estrela ter um câncer de mama e de ovário. "Minha mãe lutou contra o câncer durante quase uma década e morreu aos 56 anos. Ela viveu o tempo suficiente para ver o primeiro de seus netos e pegá-lo em seus braços. Mas, meus outros filhos nunca terão a oportunidade de conhecê-la e nem a experiência de saber o quanto carinhosa e amável ela era".

Assim começa o editorial "My Choice Medical", escrito por Angelina Jolie e publicado hoje no jornal "The New York Times", no qual a atriz torna pública a operação que reduz as possibilidades da atriz sofrer um câncer de mama similar ao que causou a morte de sua mãe. No artigo, a atriz americana também assegurou que, ao falar de sua mãe com seus próprios filhos, os mesmos perguntavam se ela poderia sofrer o mesmo. "Eu sempre disse para não se preocuparem, mas a verdade é que tenho um gene defeituoso, o BRCA1, que aumenta drasticamente meu risco de desenvolver um câncer de mama e de ovário".

Segundo os médicos da atriz, casada com o também ator Brad Pitt, com quem tem seis filhos - três biológicos e três adotados -, estimaram que Jolie tinha 87% de possibilidades de sofrer de câncer de mama e 50% de ovário, "embora o risco seja diferente para cada mulher". "Ao saber disso, decidi tomar essa iniciativa e reduzir o risco ao mínimo (...). Comecei pelos meus peitos, já que o risco de sofrer um câncer de mama era superior ao de ter um câncer de ovário e a cirurgia é mais complexa", ressaltou a atriz californiana, de 37 anos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

CÂNCER DE MAMA


http://www.lairribeiro.com.br

dalarmibellydance.blogspot.com


Em nosso organismo, ocorrem milhares de divisões celulares por segundo. Nesse processo, muitas células acabam se dividindo mal e dando origem a células defeituosas, com algum grau de malignidade. Quando o sistema imune está funcionando bem e dá conta de destruir todas as células defeituosas que surgem no organismo, nos mantemos saudáveis. Porém, quando isso não acontece e as células defeituosas começam a crescer indiscriminadamente, temos um tumor. Mas isso ainda não caracteriza um câncer.

Se o tumor for constituído por células defeituosas, cujo crescimento anormal tenha um limite, trata-se de um tumor benigno. Já se o crescimento celular não puder ser controlado e, além disso, as células tiverem a habilidade de sair do lugar em que se formou o tumor, fixando-se e crescendo em outros tecidos, trata-se de câncer ou de um tumor maligno.

Na mama, a maioria dos tumores origina-se nos ductos (carcinoma ductal), mas, também, podem formar-se nos lóbulos mamários (carcinoma lobular) ou em tecidos não-glandulares das mamas (sarcoma), o que é raro. Uma vez detectado um tumor maligno, deve-se retirá-lo para aliviar os mecanismos de defesa do corpo e facilitar a cura, pois, retirando-o, reduz-se a quantidade de células a serem destruídas pelo sistema imune. 

Quanto mais rápido se fizer isso, melhor. Contudo, em mulher que ainda menstrue, o ideal é esperar para fazer a operação na fase secretora do ciclo menstrual (após a ovulação), pois, nessa fase, os níveis de progesterona no organismo favorecem a recuperação pós-cirúrgica e diminuem a reincidência do problema. Não há razão para mulheres férteis serem operadas às pressas. Programar a operação para a segunda metade do ciclo menstrual não vai representar avanço significativo em uma doença que está se desenvolvendo no organismo há seis ou sete anos, pelo menos.

domingo, 18 de março de 2012

REPOSIÇÃO HORMONAL X CÂNCER DE MAMA: MAIS LENHA NA FOGUEIRA

O Globo
cantinhodaenfermeiraregina.blogspot.com
WASHINGTON — Durante a última década, grandes estudos de coorte (estudos observacionais em que os indivíduos são classificados segundo graus de exposição a uma doença, para depois se avaliar sua incidência) relacionaram a reposição hormonal ao aumento do risco de câncer de mama.

Ainda há dúvidas, também, sobre como a terapia com estrogêneo apenas e a com estrogêneo e progesterona influenciam o desenvolvimento da doença. Enquanto isso, milhares de pessoas no mundo inteiro recorrem ao método para aliviar sintomas da menopausa. Um novo estudo, feito nos Estados Unidos, botou mais lenha na fogueira: sustenta que a terapia só com estrogêneo pode ajudar a combater o câncer de mama.

Para comparar os efeitos do estrogêneo isoladadamente e deste hormônio associado à progesterona sobre o risco de câncer de mama, os pesquisadores Rowan T. Chlebowski, do Instituto de Pesquisa Biomédica de Los Angeles e Garnet Anderson, do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, em Washington, observaram dados de dois ensaios clínicos conduzidos pela Iniciativa de Saúde da Mulher, órgão ligado aos Institutos Nacionais de Saúde.
 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CÂNCER DE MAMA É TEMA DE DEBATE INTERNACIONAL NO RECIFE EM MARÇO

Do G1 PE
imagem: atencaopolicialpe.blogspot.com
Recife receberá um debate sobre aspectos relevantes à prevenção, diagnóstico e os recentes avanços no tratamento do câncer de mama. O Recife Breast Cancer Symposium acontece no próximo dia 10 de março, no bairro do Pina, na Zona Sul da capital pernambucana.


O evento é promovido pelo Instituto de Diagnóstico e Tratamento Oncológico - Real Onco, sob a coordenação dos médicos oncologistas Rubens Barros Costa e Ricardo Barros Costa.

Será discutida a prevenção da doença por meio do uso de medicamentos em mulheres de alto risco. Haverá abordagem dos novos estudos na área, revisão da literatura que dá suporte ao uso de medicações e a análise dos projetos de pesquisa ainda não concluídos.