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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O exame de toque, sem preconceito e sem mistério

O exame de toque gera muito desconforto em alguns homens. Por uma questão cultural, há a crença de que isso afetaria a masculinidade deles. 
As consequências desse preconceito enraizado são sérias, fazendo com que muitos homens deixem de cuidar de sua saúde, não fazendo o exame.



CÂNCER DE PRÓSTATA
Este é o segundo tipo de câncer que mais afeta os homens e o mais frequente nos que já passaram dos 50 anos. A boa notícia é que ele tem cura, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para que os homens se previnam da doença e não sejam vítimas dela.

O ideal é que o homem tenha consciência de que o diagnóstico antecipado é a melhor maneira de evitar futuras complicações, antes mesmo de perceber os primeiros sintomas do câncer, até porque no estágio inicial ele raramente apresenta sinais. Quando o câncer de próstata é diagnosticado e tratado no início, a chance de cura pode ser de até 90% dos casos.

O exame de toque deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos de idade para quem tem algum caso na família. Nos demais deve ser feito a partir dos 45 anos.

COMO É FEITO O EXAME
O exame de toque retal dura no máximo 15 segundos e é indolor. O médico urologista introduz o dedo indicador, protegido com o uso de uma luva cirúrgica, no ânus do paciente para tocar a parte anterior do reto – final do intestino, onde está a próstata, logo abaixo da bexiga.

A glândula normal costuma ter o tamanho de uma azeitona. Se o médico perceber um aumento, endurecimento ou nódulos na glândula pode recomendar outros exames (de sangue e ultrassom) para investigar se a alteração é um tumor ou não.

Muitos homens optam por não fazer o exame de toque, apenas o PSA (exame de sangue), mas ele não consegue detectar o câncer em estágio inicial, apenas se ele estiver mais avançado. Isso porque o PSA não é específico para detectar o câncer e, sim, o tamanho da próstata, que pode aumentar por diversos motivos como relações sexuais ou inflamação.

Então, se você não quer ser vítima dessa doença, marque sua consulta com um urologista e faça o exame de toque frequentemente. São apenas alguns segundos que podem salvar sua vida e evitar um sofrimento ainda maior.

Blog Andrologia

sábado, 18 de outubro de 2014

Câncer de mama é mais agressivo no Norte e Nordeste

Embora registrem menor número de casos de câncer de mama, as Regiões Norte e Nordeste são as que têm a maior incidência de tumores mais agressivos, revela estudo inédito divulgado pela Sociedade Brasileira de Mastologia, por ocasião do Dia Internacional Contra o Câncer de Mama, celebrado neste domingo (19).

Durante dois anos, os pesquisadores analisaram as características dos tumores de mama de 5.687 mulheres em todas as regiões do País. Eles foram divididos em cinco tipos, de acordo com o grau de agressividade, sendo o luminal A o menos agressivo e com maiores chances de cura e o triplo negativo o mais agressivo e com menos possibilidades de tratamento.

O estudo mostrou que no Sul e Sudeste a incidência do tumor triplo negativo é de aproximadamente 14%, enquanto no Norte o índice sobe para 20,3% e no Nordeste e Centro-Oeste, vai para 17,4%. Já os tumores do tipo luminal A representam 30,8% dos casos relatados na Região Sul e 28,8% no Sudeste. A frequência desse tipo de câncer cai para 24,1% no Nordeste, 25,3% no Norte e 25,9% no Centro-Oeste.

Segundo Filomena Carvalho, professora associada do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP e uma das autoras do estudo, as diferenças nas incidências dos diversos tipos de tumores, de acordo com a região do Brasil, mostram que o aparecimento de determinado câncer tem a interferência de questões raciais e ambientais. "Outros estudos internacionais já mostraram que mulheres afrodescendentes tendem a apresentar tumores de mama mais agressivos. No Norte e Nordeste, a taxa de população negra é maior. O calor também pode ser um fator que influencia nas mutações genéticas", diz ela, que integra a SBM e liderou o estudo ao lado do pesquisador Carlos Bacchi, diretor do laboratório Bacchi, de Botucatu.

Moradora de Salvador, a farmacêutica Isabele Maiara de Oliveira e Silva, de 34 anos, descobriu o câncer de mama há pouco mais de um mês. Por causa da agressividade da doença, ela foi submetida à cirurgia de retirada do tumor e da mama 20 dias depois. Embora ainda esteja aguardando os resultados da biopsia, a principal hipótese é de que ela tenha o tumor do tipo triplo negativo.

"Eu fazia ultrassom da mama todos os anos. Só não fazia mamografia porque, pela idade, ainda não tinha indicação. De um ano para o outro, esse tumor surgiu e, quando descobri, já tinha dois centímetros. Ele crescia muito rápido", conta ela, que agora terá de passar por quimioterapia e radioterapia.

A analista de sistemas Denise Guedes Marques Amadeu, de 49 anos, de São Paulo, passou, há cinco anos, por processo similar ao de Isabele. "Tive de fazer a cirurgia, químio e radio. A sorte foi que descobri o tumor logo no começo, e o tratamento foi iniciado rapidamente", conta ela. Denise teve um tumor do tipo luminal A, o que tem as maiores chances de cura. "É bom as pessoas saberem que o diagnóstico de câncer de mama não é uma sentença de morte. E mesmo o trauma da retirada da mama pode ser minimizado com a cirurgia de reconstrução", diz.

Prevenção

Para Filomena Carvalho, o estudo das diferenças geográficas dos tumores é importante para o estabelecimento de políticas públicas de prevenção e diagnóstico mais eficazes para cada contexto. "Embora a gente não saiba com certeza as causas dessas diferenças, elas devem nortear toda a estratégia de prevenção. No caso de regiões com maior incidência de tumores mais agressivos, o diagnóstico precoce é ainda mais importante", defende.


Agência Estado

terça-feira, 17 de abril de 2012

ANTIRRETROVIRAIS PREVENTIVOS REDUZEM PROPAGAÇÃO DA AIDS

Da AFP
imagem: hivempauta.wordpress.com


Oferecer tratamento antirretroviral de forma preventiva a pessoas com alto risco de se infectar com o vírus da Aids é viável e reduz significativamente a propagação da infecção, revela um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos. Os autores do estudo, publicado na revista Annals of Internal Medicine, com data de 17 de abril, analisaram o custo/benefício da combinação de antirretrovirais tenofovir-emtricitabina, apresentado como um comprimido da marca Truvada. A eficácia preventiva deste coquetel ficou em evidência após testes clínicos publicados em 2010 na revista New England Journal of Medicine.

A Truvada reduziu o risco de infecção pelo vírus responsável pela Aids, o HIV, em 44% entre os participantes que o tomaram de forma mais ou menos cotidiana, segundo os pesquisadores da Universidade de Stanford, Califórnia. Entre os que tomaram a medicação todos os dias sem exceção, o risco de contágio reduziu-se em 73%, segundo o teste clínico.

Os pesquisadores analisaram posteriormente a rentabilidade de prescrever o Truvada diariamente a grandes populações, usando uma técnica conhecida como profilaxis pré-exposição ao HIV. Os cientistas desenvolveram um modelo econômico centrado em homossexuais com vários parceiros, grupo que representa mais da metade das novas infecções por Aids a cada ano nos Estados Unidos.

Os especialistas levaram em conta os 26 dólares diários de Truvada (cerca de 10.000 dólares anuais), assim como os gastos com visitas médicas e monitoramento da função renal afetada por estes antirretrovirais e de revisão periódica da Aids e outras doenças de transmissão sexual.

terça-feira, 13 de março de 2012

O PERIGO DE NÃO VACINAR AS CRIANÇAS

Da Revista Veja
imagem: bebe.abril.com.br
Antes de ser erradicada com o uso maciço de vacinas, no final dos anos 1970, a varíola matou 300 milhões de pessoas, contando apenas o século XX. O sarampo, uma doença altamente contagiosa, foi responsável por cerca de 2,6 milhões de mortes por ano, antes de 1980, época em que começaram as intensas campanhas de vacinação. Já os casos de poliomielite, doença que pode causar paralisia infantil, apresentaram uma queda de 99% desde 1988, quando, mais uma vez, a prevenção com vacina teve início.

Criadas em 1796, pelo médico britânico Edward Jenner, as vacinas deram início a uma revolução na medicina preventiva – tornando possível evitar a ocorrência de doenças letais e contagiosas. Há quem, no entanto, na contramão de todas as evidências científicas, opte por não vacinar seus filhos. A lamentável ideia encontrou abrigo entre um grupo de pais, grande parte da classe média alta, que vem optando por não imunizar os filhos para doenças que deixaram de ser comuns, como o sarampo e a difteria.

Alguns por acreditarem em teorias exóticas e fraudulentas, outros por medo de que a vacina prejudique a saúde da criança e outros ainda, por questões ideológicas, pensam resistir ao que seria uma imposição criada pela indústria farmacêutica. Por um motivo ou outro, a irresponsabilidade pode colocar em risco não só a saúde da criança, mas de todos à sua volta, alertam especialistas.



sexta-feira, 2 de março de 2012

PESQUISADORES BRASILEIROS DESENVOLVEM MÉTODO DE PREVISÃO DE ENCHENTES

Da Agência Brasil
imagem: amambainoticias.com.br
BRASÍLIA - Pesquisadores da equipe do cientista Antonio Donato Nobre, professor visitante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), desenvolveram um modelo matemático que ajuda a prever a ocorrência de enchentes e o percurso que tomará o rio em caso de enxurradas.

"Conseguimos encontrar uma relação matemática que descreve uma propriedade física da paisagem, da topografia, que liga com a hidrologia", disse Nobre, ao falar sobre o modelo matemático Hand (sigla em inglês para altura acima da drenagem mais próxima da topografia).



O método, chamado de Paisagem Inteligente, permite o entendimento da dinâmica da água do rio em caso de enchente. Com o processamento matemático, os computadores, que dispõem de imagens do revelo captadas por ônibus espacial, desenham maquetes digitais e, assim, permitem a visualização nas zonas próximas dos percursos da água, que podem ser afetadas com uma eventual enchente.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CÂNCER DE MAMA É TEMA DE DEBATE INTERNACIONAL NO RECIFE EM MARÇO

Do G1 PE
imagem: atencaopolicialpe.blogspot.com
Recife receberá um debate sobre aspectos relevantes à prevenção, diagnóstico e os recentes avanços no tratamento do câncer de mama. O Recife Breast Cancer Symposium acontece no próximo dia 10 de março, no bairro do Pina, na Zona Sul da capital pernambucana.


O evento é promovido pelo Instituto de Diagnóstico e Tratamento Oncológico - Real Onco, sob a coordenação dos médicos oncologistas Rubens Barros Costa e Ricardo Barros Costa.

Será discutida a prevenção da doença por meio do uso de medicamentos em mulheres de alto risco. Haverá abordagem dos novos estudos na área, revisão da literatura que dá suporte ao uso de medicações e a análise dos projetos de pesquisa ainda não concluídos.