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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Homem deverá pagar pensão vitalícia por infectar ex-namorada com HIV

Ele deverá pagar ainda uma indenização de R$ 50 mil, por danos morais

Um homem em Santa Catarina foi condenado pela Justiça do Estado por infectar a ex-namorada com o vírus HIV. Ele deverá pagar a ela pensão vitalícia no valor de um salário mínimo e uma indenização de R$ 50 mil, por danos morais.

As informações foram divulgadas no site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina nesta segunda-feira, 25. A 6ª Câmara de Direito Civil do TJ confirmou a condenação que havia sido imposta a ele.

Segundo o processo, o homem sabia que tinha o vírus e não revelou para a antiga namorada ao reatarem o namoro. Tempos depois, desconfiada, a mulher questionou o companheiro sobre a doença.

Ele negou, mas exames confirmaram o HIV. Apesar de condenado criminalmente, o homem alegou que a namorada assumiu o risco ao ter relações sem camisinha, e que ambos mantinham vida sexual ativa fora da relação.

O desembargador Alexandre d’Ivanenko, relator do acórdão, afirmou que não há provas da afirmação do homem quanto à vida supostamente promíscua da vítima. Ele também ressaltou a diminuição da capacidade laboral da vítima, que era técnica de enfermagem e poderia colocar em risco sua saúde e a de outros, o que justifica a pensão vitalícia.

“Impende registrar que a experiência comum (art. 355 do CPC) tem demonstrado que as pessoas que se submetem a um relacionamento prolongado, baseado na confiança mútua, tendem a substituir o preservativo por outro método contraceptivo, justo porque a preocupação não é mais contrair doenças venéreas do companheiro e sim prevenir o risco de gravidez. Nessa linha, não se pode atribuir à apelada conduta culposa pelo não uso contínuo do preservativo.”


Estadão Conteúdo

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Ministério da Saúde começa distribuição de teste oral de HIV

Imagem do Google.com
O Ministério da Saúde anunciou ontem(6) que começou a distribuir o teste oral para diagnóstico de aids à rede pública de Saúde do país. Para o exame é extraído, com uma haste, um fluido entre a gengiva e o começo da mucosa da bochecha. O resultado sai em até 30 minutos. Segundo a pasta, os testes estarão disponíveis em todo o país no decorrer do ano.

A vantagem apontada pelo Ministério da Saúde para este tipo de exame é que, diferentemente dos testes rápidos já disponíveis, este dispensa a coleta de sangue. Cerca de 14 mil pessoas já fizeram o teste em um projeto-piloto chamado Viva Melhor Sabendo, parceria do ministério com 60 organizações da sociedade civil. A abordagem foi feita nas populações com maior incidência de aids, como transexuais, homossexuais, pessoas que usam drogas e profissionais do sexo, em bares, parques e outros locais de concentração LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis). Foram distribuídos 140 mil testes, em janeiro, para organizações não governamentais (ONGs). Entre os testados, 381 deram positivo para Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, na sigla em inglês).

O governo estima que das cerca de 750 mil pessoas que vivem com HIV-aids no Brasil, 150 mil não saibam que são portadoras do vírus. Para o Ministério da Saúde, o número de testes positivos nas ações das ONGs mostra índice maior em relação aos dados da população em geral. Enquanto a taxa de prevalência do HIV na população geral do Brasil é 0,4%, na população de travestis é 12%. Já nos grupos de transexuais, gays e profissionais do sexo masculino a prevalência é 5% em média.

Quando o resultado dá positivo para HIV, a pessoa é encaminhada à rede de serviço de referência previamente organizada para diagnóstico e tratamento em cada município-sede do projeto. Depois de iniciado o tratamento, em até seis meses a carga viral fica indetectável, o que impede novas transmissões do vírus.

Segundo o Ministério da Saúde, a população brasileira terá no carnaval deste ano 120 milhões de preservativos disponíveis gratuitamente. A ação faz parte da campanha “Partiu teste”, voltada principalmente para os jovens, com base no tripé camisinha + teste + medicamento.


Portal do NE10.com

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pesquisadores erradicam o HIV de células humanas em laboratório

Por mais avançados que estejam os tratamentos contra a Aids, a ciência só poderá comemorar o fim dessa guerra quando conseguir eliminar o HIV do organismo infectado. 

Até agora, isso só havia ocorrido em tecidos de roedores. Um artigo publicado na edição de ontem da revista Pnas, porém, deu um passo adiante ao ANUNCIAR a limpeza total de células humanas cultivadas em laboratório. “Estamos no caminho certo para encontrar a cura do HIV/Aids”, comemora o virologista Kamel Khalili, principal autor do estudo. Mas ele esclarece: “Ainda serão necessários muitos e muitos anos antes que possamos começar a fazer testes clínicos”.

Além de erradicar o vírus das células, a equipe de pesquisadores da Universidade de Temple (EUA) conseguiu evitar que elas fossem reinfectadas. A tecnologia não apenas varre o HIV, mas constrói uma barreira protetora, impedindo que o patógeno volte a depositar seu material genético mesmo se entrar em contato com a célula novamente. Isso abre outra possibilidade de pesquisa: o método poderá ser utilizado na fabricação de ferramentas preventivas, como vacinas. “As terapias atuais transformaram a Aids em uma doença crônica, mas a raiz do problema, o vírus, é apenas suprimida. Se você quer curar uma doença viral, elimine o vírus”, diz Khalili, que é diretor do Centro de Neurovirologia e NeuroAids da FACULDADE de Medicina de Temple.

Há 15 anos, a terapia antirretroviral mudou o panorama da Aids no mundo desenvolvido. Já não se morre mais da doença, mas, para isso, é preciso tomar os medicamentos sem interrupção. Caso contrário, o vírus volta a agir. “Apesar do sucesso, mesmo quando a replicação do HIV está controlada, a permanência do vírus no organismo traz consequências à saúde, fazendo com que os pacientes sofram mais de doenças geralmente associadas ao envelhecimento, como cardiomiopatia, problemas ósseos e neurocognitivos”, diz Khalili, acrescentando que essas enfermidades geralmente são exacerbadas pela toxicidade das drogas que controlam o HIV.


Correio Braziliense

sexta-feira, 11 de julho de 2014

OMS alerta sobre acesso a antirretrovirais a homens que fazem sexo com homens


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou hoje (11) que homens que fazem sexo com homens tenham acesso a medicamentos antirretrovirais na tentativa de prevenir novas infecções pelo HIV. 

A chamada profilaxia pré-exposição é uma opção para pessoas que não são soropositivas, mas que apresentam grande risco de contrair o HIV.

O método consiste em tomar um único comprimido (geralmente, uma combinação de dois antirretrovirais) todos os dias. Quando adotada de forma consistente, a estratégia pode reduzir em até 92% novas infecções entre grupos de risco.
“Pela primeira vez, a OMS recomenda fortemente que homens que fazem sexo com homens considerem tomar medicamentos antirretrovirais como um método adicional de prevenção à infecção por HIV, juntamente ao uso de preservativo”, informou o órgão.

Por meio de nota, a organização destacou que os índices de infecção por HIV entre homens que fazem sexo com homens permanecem altos em quase todo o mundo e que novas opções de prevenção se fazem urgentemente necessárias.

A estimativa é que a profilaxia pré-exposição poderia reduzir entre 20% e 25% a incidência da doença nesse público, chegando a evitar até 1 milhão de novas infecções entre o grupo nos próximos dez anos.

Segundo a entidade, estudos indicam que homens que fazem sexo com homens têm 19 vezes mais chance de contrair o HIV do que a população em geral, enquanto o risco entre mulheres profissionais do sexo é 14 vezes maior do que entre as demais mulheres. Já mulheres transgêneros (homens que se identificam como mulheres) têm quase 50 vezes mais chance de contrair o HIV do que os demais adultos. Para usuários de drogas, o risco também chega a ser quase 50 vezes maior que a população em geral.

“Falhas no provimento de serviços adequados relacionados ao HIV para grupos-chave – homens que fazem sexo com homens, presidiários, usuários de drogas, profissionais do sexo e pessoas transgênero – ameaçam o progresso global na resposta ao HIV”, alertou a organização.

Essas pessoas, segundo a OMS, apresentam maior risco de contrair infecção por HIV e, ainda assim, têm menos acesso à prevenção, aos testes rápidos e ao tratamento. “Em muitos países, elas são deixadas de lado por políticas nacionais de HIV, enquanto leis discriminatórias e políticas são as principais barreiras para o acesso”, acrescenta na nota.


Agência Brasil

quinta-feira, 6 de março de 2014

Bebê pode ter sido curada do HIV após tratamento nas primeiras horas

Uma menina nascida com o vírus da aids mantém-se sem sinais da infecção 11 meses depois de ter sido submetida a tratamento com antirretrovirais. É o segundo caso conhecido no mundo, segundo as agências de notícias internacionais.

Nascida no subúrbio de Los Angeles, nos Estados Unidos, em abril do ano passado, a menina recebeu tratamento com antirretrovirais quatro horas depois de ter nascido. Quase um ano depois, não tem sinais da infecção e os médicos estão otimistas, apesar de não afastarem a possibilidade de o HIV voltar ou estar oculto nos tecidos, dizem as agências.

Trata-se do segundo caso idêntico no mundo, depois de, no ano passado, ter sido anunciado que um bebê norte-americano recebeu tratamento nas primeiras horas de vida. Agora com 3 anos, a menina parece estar livre do vírus.

O caso mais recente, apresentado hoje (6) durante uma conferência científica em Boston, é recebido pelos médicos com otimismo, sobretudo pela rapidez do desaparecimento do vírus.

“O que é mais notável em relação a este bebê é a rapidez com que o vírus desapareceu, os testes de DNA estavam negativos quando tinha seis dias e continuaram negativos despois”, disse Yvonne Bryson, professora de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia.


Agência Brasil 
Com informações da Agência Lusa

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Consulta quer sugestões para tratamento de infecção por HIV em crianças

O Ministério da Saúde publicou hoje (7) no Diário Oficial da União consulta pública que busca sugestões para o tratamento da infecção por HIV em crianças e adolescentes. 

O texto, intitulado Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, ficará disponível para consulta por um período de 30 dias no endereço eletrônico www.saude.gov.br/consultapublica.

As contribuições deverão estar fundamentadas em estudos clínicos feitos no Brasil ou no exterior, com material científico que dê suporte às proposições. O envio é feito por meio do formulário disponível no site da consulta pública. Os arquivos dos textos e das fontes bibliográficas devem, se possível, ser enviados como anexos.

Segundo o ministério, o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde, vai coordenar a avaliação das proposições recebidas e a elaboração da versão final do protocolo.


Agência Brasil 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

TESTE CASEIRO PARA DETECTAR HIV PODE AJUDAR A COMBATER EPIDEMIAdiariodigital.sapo.pt


http://estadao.br.msn.com/

diariodigital.sapo.pt
Testes caseiros para detectar HIV podem ser uma alternativa para auxiliar no controle da epidemia de aids. Ainda hoje, o estigma e o medo impedem pessoas de comparecer a um centro de saúde para fazer o exame.

A conclusão é de uma revisão de estudos publicada ontem (02), pela revista PloS Medicine. O trabalho, feito na Universidade McGill, no Canadá, levou em conta 21 pesquisas anteriores que avaliaram a estratégia do autoteste em sete países. Ao todo, 12.402 indivíduos participaram.

O autoteste, que é feito em casa e detecta a doença pela saliva, teve alta aceitabilidade, índice que variou de 74% a 96%. Entre 61% e 91% dos voluntários declararam preferir o teste caseiro ao feito em unidades de saúde.

O que facilitou a preferência tanto pelo autoteste supervisionado quanto pelo não supervisionado, segundo o estudo, foi "privacidade, anonimato, economia de tempo e conveniência".

Uma das autoras, Nitika Pant Pai, cita que mesmo na América no Norte a discriminação contra o diagnóstico de HIV ainda é excessivo. "Tanto é que 40% dos pacientes com HIV dos EUA aparecem nos hospitais com uma infecção avançada", diz.

terça-feira, 17 de abril de 2012

ANTIRRETROVIRAIS PREVENTIVOS REDUZEM PROPAGAÇÃO DA AIDS

Da AFP
imagem: hivempauta.wordpress.com


Oferecer tratamento antirretroviral de forma preventiva a pessoas com alto risco de se infectar com o vírus da Aids é viável e reduz significativamente a propagação da infecção, revela um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos. Os autores do estudo, publicado na revista Annals of Internal Medicine, com data de 17 de abril, analisaram o custo/benefício da combinação de antirretrovirais tenofovir-emtricitabina, apresentado como um comprimido da marca Truvada. A eficácia preventiva deste coquetel ficou em evidência após testes clínicos publicados em 2010 na revista New England Journal of Medicine.

A Truvada reduziu o risco de infecção pelo vírus responsável pela Aids, o HIV, em 44% entre os participantes que o tomaram de forma mais ou menos cotidiana, segundo os pesquisadores da Universidade de Stanford, Califórnia. Entre os que tomaram a medicação todos os dias sem exceção, o risco de contágio reduziu-se em 73%, segundo o teste clínico.

Os pesquisadores analisaram posteriormente a rentabilidade de prescrever o Truvada diariamente a grandes populações, usando uma técnica conhecida como profilaxis pré-exposição ao HIV. Os cientistas desenvolveram um modelo econômico centrado em homossexuais com vários parceiros, grupo que representa mais da metade das novas infecções por Aids a cada ano nos Estados Unidos.

Os especialistas levaram em conta os 26 dólares diários de Truvada (cerca de 10.000 dólares anuais), assim como os gastos com visitas médicas e monitoramento da função renal afetada por estes antirretrovirais e de revisão periódica da Aids e outras doenças de transmissão sexual.

sábado, 3 de março de 2012

PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA TUBERCULOSE JÁ SALVARAM QUASE 1 MILHÃO DE SOROPOSITIVOS

Da Agência Brasil

imagem: acupunturaweb.blogspot.com

Cerca de 910 mil soropositivos em todo o mundo foram salvos nos últimos anos apenas com a melhoria das ações de proteção contra a tuberculose, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (2) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A tuberculose é a principal causa de morte entre pessoas com o vírus HIV. Como o vírus da aids enfraquece o sistema imunológico, os soropositivos acabam ficando mais expostos à tuberculose. Por isso, é comum que pessoas infectadas pelo HIV também sofram de tuberculose.

Dados indicam que o número de soropositivos que fizeram exames para detectar a tubeculose passou de 200 mil em 2005 para 2,3 milhões em 2010. Já o total de pacientes com tuberculose que se submeteram ao teste de detecção do HIV passou de 470 mil para 2,2 milhões no mesmo período.



domingo, 5 de junho de 2011

Trinta anos após descoberta, Aids mata 500 pernambucanos anualmente



Veronica Almeida
 Em 1981, L.C.G. era um menino de 3 anos. Reinaldo estudava jornalismo no Recife. O adolescente Fábio ainda não tinha iniciado o ensino médio e já sonhava em viver na Suíça. O tempo passou para os três e para a doença que mudou a trajetória deles. 
Trinta anos depois da descoberta da aids, eles são a prova de como lidar com o HIV transformou-se ao longo de 30 anos do ponto de vista terapêutico, mas permanece difícil. Embora tenha se tornado controlável, a síndrome mata por ano 500 pernambucanos, mortalidade alta, apoiada no preconceito e na vulnerabilidade dos que são vítimas da pobreza e escravizados por drogas como o crack, que leva ao sexo sem proteção e à prostituição.
O rótulo de câncer gay, derrubado dois anos depois da descoberta da doença, ainda reforça a discriminação.
“Fiquei sem saída, sem saber o que fazer na vida”, diz L.C.G., da nova geração de doentes. Aos 33 anos, ele descobriu a infecção quando tinha 29, ao fazer exames para cirurgia. Para ele, “aids é a pior coisa do mundo”. Além de dificuldade de adaptação ao tratamento, foi vítima de preconceito. Chegou a mudar de bairro para fugir do constrangimento. “Fui humilhado no local de trabalho e até na Previdência Social”, conta.
Quando descobriu-se portador do vírus, resolveu expor a questão ao chefe, pois precisaria, num primeiro momento, ausentar-se seguidamente para exames médicos e laboratoriais. Mas surpreendeu-se , semanas depois, quando a informação vazou para os demais colegas e, posteriormente, com a demissão. O choque foi maior porque ele trabalhava numa instituição religiosa.
Sentir-se sem saída também aconteceu com o jornalista Reinaldo, na época vivendo no Rio de Janeiro. Mas isso foi bem antes, em 1985, quando nem o AZT era usado no combate ao vírus.
“O impacto foi grande. Não sabia o que fazer. Via-me como um personagem de desenho animado jogado contra a parede”, descreve. A vontade de viver, no entanto, foi mais forte. Aprendeu a segurar as náuseas para tomar até 35 comprimidos, mudou a alimentação, foi um dos primeiros a experimentar o coquetel dos anos 90 e se entregou à luta por direitos.
Vivendo há 26 anos com a doença, Reinaldo, 51 anos, acredita que a não adesão ao tratamento, responsável pela morte de muitos, tem relação direta com o estigma. “Há pessoas que escondem de si e dos outros que têm aids, é como se fosse um suicídio”. O preconceito com a aids é ligado à sexualidade, a associação com a homossexualidade, a vida promíscua e ao uso de droga.

Fábio Correia atuava no setor hoteleiro quando ficou doente
Foto: Bernardo Soares/JC Imagem
Vencer limitações tem sido constante na vida de Fábio Correia, 44 anos, que atuava no setor hoteleiro. Embora com menor tempo de doença (adoeceu na década passada), sofre sequelas neurológicas. “No início, temia que minha mãe sofresse rejeição”. Ele ensina que diante da doença o melhor é aceitar e saber viver com ela. Sem condições de voltar ao trabalho, Fábio encontrou no trabalho voluntário uma nova missão para a sua rotina.

Leia mais no JC deste domingo (4)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cientistas apontam novo alvo para a vacina contra a Aids


Da Redação do G1

Uma pesquisa norte-americana publicada pela revista científica “PLoS One” sugere um novo alvo para a vacina contra a Aids. Segundo cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, um filamento do HIV chamado em inglês de V3 loop pode ser o alvo ideal para a vacina.

Os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico que atacam esse filamento conseguem oferecer proteção contra vários subtipos do vírus. Esse é considerado um pré-requisito para qualquer vacina contra Aids, uma vez que os vírus passam por mutações muito rapidamente. Há hoje milhões de diferentes estirpes agrupadas em diversos subtipos genéticos, ou “clados”.

Os cientistas fizeram um anticorpo monoclonal – um preparado de milhões de anticorpos idênticos, retirados de um ser humano positivo para um clado específico do HIV. Em seguida, injetaram os anticorpos em macacos expostos a um clado diferente do vírus. Os pesquisadores já sabiam que os anticorpos se agarrariam a uma porção do V3 loop dos vírus, mas não tinham certeza se isso protegeria os macacos da infecção – o que aconteceu.

“Estudos anteriores mostraram que tais anticorpos conseguem proteger macacos da infecção dentro de um clado; mas à medida que mais clados do vírus da Aids evoluem, não estava claro se tais anticorpos poderiam atravessar para diferentes clados e evitar a infecção. Agora temos uma resposta”, afirmou a Dra. Ruth Ruprecht, autora da pesquisa.

Para transformar a descoberta numa vacina, os cientistas terão de encontrar uma maneira de focar as respostas do sistema imunológico na pequena parte do V3 loop que é compartilhado por vírus de diferentes clados. Assim, o próprio organismo conseguiria gerar os anticorpos contra o vírus.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Duzentos mil preservativos devem ser distribuídos durante pré-carnaval em Caruaru

Do JC Online
Núcleo SJCC/Caruaru

O dias antes do Carnaval é sinônimo de muito trabalho para algumas pessoas. É assim para as equipes do Centro de Orientação e Apoio ao Soropositivo (Coas) que na semana pré carnavalesca realizam ações de orientação sobre o perigo das doenças sexualmente transmissíveis.

Em Caruaru, Agreste de Pernambuco, as atividades já foram intesificadas. Estão sendo realizadas palestras em escolas do ensino médio e superior, além de distribuição de panfletos educativos e de preservativos nos blocos carnavalescos da cidade fazem parte das ações do COAS

Durante as ações também serão distribuídos gratuitamente 200 mil preservativos. “ Apesar de Caruaru não ter tradição de comemorar o carnaval, o COAS participa dos eventos que estão previstos para este período, como por exemplo, o Bloco Mulher de Todos os Dias que acontece neste sábado, 26, na rua 3 de maio”, afirma Karla Fabiana, coordenadora do COAS.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Gravatá realiza ação de combate a AIDS

Do JC Online
Núcleo SJCC/Caruaru

A Secretaria de Saúde de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, prepara para esta sexta-feira (28), a partir das 8h, um trabalho de orientação e combate à Aids. As ações têm início no bairro Maria Auxiliadora e seguirão para outras comunidades.
Na ocasião, serão realizadas palestras, trabalhos de conscientização à população, haverá coleta de material para exames de HIV e distribuição de preservativos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ONU aponta corrupção em recursos contra aids

Auditoria revela que o que prometia ser o maior plano de ajuda à saúde nos países pobres está corroído pela corrupção. Parte substancial do dinheiro internacional destinado à compra de remédios nunca chega às vítimas da aids, tuberculose ou malária. O relatório dos auditores do Fundo Global concluiu que, em alguns dos programas, até dois terços dos recursos simplesmente desaparecem ao chegar aos países beneficiados.

Os auditores não sabem ainda dizer quanto a corrupção movimentaria dentro do sistema. Por enquanto, investigaram apenas 20 países que receberam recursos e já ficou claro que o desvio de doações para países como Haiti, Zâmbia ou Mali chegaria a mais de US$ 50 milhões.

O Fundo Global foi criado em parte como uma iniciativa do Brasil para garantir recursos para compra de remédios para o tratamento da aids, tuberculose e malária. Com a promessa de receber US$ 21 7 bilhões, a entidade com sede em Genebra se transformou no maior programa de saúde do mundo, apoiada por celebridades e governos. Bill Clinton, Bono, Carla Bruni e Bill Gates são alguns dos incentivadores da ideia.

Mas a constatação é que uma parte significativa do dinheiro é justificada com documentos falsificados e uma contabilidade pouco clara. Para os investigadores, isso provaria o desvio de recursos e até o uso dos remédios para a venda no mercado negro. Por enquanto, os auditores apenas investigaram uma fração do que o fundo já enviou aos países pobres desde 2002. Em oito anos, a entidade já financiou programas de saúde no valor de US$ 10 bilhões, alguns no Brasil.

O que os auditores encontraram até agora os surpreendeu: 67% do dinheiro para um programa contra a aids na Mauritânia foi alvo de um uso "duvidoso". Na Zâmbia, US$ 3,5 milhões enviados até hoje não foram justificados. No Haiti, US$ 1,2 milhão foi usado sem justificativa e não há garantias de que dinheiro tenha um fim adequado.


No Mali, há suspeitas de corrupção em programas contra malária e tuberculose: US$ 4 milhões, 36% do dinheiro enviado pelo fundo, foram usados sem que o governo obtivesse comprovantes para justificá-los. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado

sábado, 8 de janeiro de 2011

Risco de contrair HIV em transfusão é maior no Brasil

Uma pesquisa feita em três hemocentros brasileiros no período entre 2007 e 2008 indica que o risco de contrair HIV em transfusões de sangue no Brasil é 20 vezes maior do que nos Estados Unidos. O trabalho, feito por estimativa, calcula que 1 em cada 100 mil bolsas de sangue do País pode estar contaminada pelo vírus causador da Aids. Nos EUA, a relação é de 1 para cada 2 milhões de bolsas.

Embora muito mais elevados do que norte-americanos e de alguns países europeus, os índices brasileiros melhoraram. Versão anterior da pesquisa, de 2006, indicava que 1 em cada 60 mil bolsas poderia estar contaminada pelo HIV. “Precisamos avançar na segurança. Mas não há dúvida de que muito já foi feito”, afirma a coordenadora do trabalho, Ester Sabino, da Fundação Pró-Sangue de São Paulo. Com números atuais, entre 30 e 60 pessoas por ano podem ser contaminadas por sangue doado. Na versão de 2006, a estimativa era de que entre 50 e 100 pessoas pudessem se infectar.

Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, em inglês), o estudo coordenado por Ester foi feito a partir da análise de bolsas de sangue coletadas nos hemocentros de São Paulo, Minas e Pernambuco. Durante a apresentação do trabalho, em Congresso da Associação Americana de Bancos de Sangue, Ester classificou como “alto” o risco residual para HIV durante transfusões no Brasil.

Uma das alternativas para melhorar a segurança é a introdução de rotina do uso de um teste batizado de NAT, que identifica traços do vírus no sangue e não de anticorpos, como exames tradicionais. Ester calcula que, com o início do exame, o risco de infecção por HIV passaria de 1 a cada 100 mil para 1 em cada 250 mil. “O exame, sozinho, não basta”, diz.

O coordenador da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, afirmou que até o início do segundo semestre estarão em funcionamento pelo menos oito plataformas para realização de exames NAT. Mas Genovez contesta os índices apresentados no trabalho: “Eles estão mais para um oráculo. Foram feitos por estatística, não podem ser considerados fato.” Genovez cita um levantamento feito em 130 mil bolsas de sangue coletadas em hemocentros de Santa Catarina, São Paulo, Rio e Pernambuco, no qual o vírus não foi identificado em nenhuma amostra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado publicado por JC ONLINE