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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Vacinação de sarampo é prorrogada em Vitória e mais 15 cidades de Pernambuco

Do G1 PE

As crianças que ainda não se vacinaram contra o sarampo podem participar da campanha até esta sexta-feira (13). A Secretaria Estadual de Saúde (SES) decidiu ampliar o prazo de vacinação para que seja atingida a meta de imunizar 95% do público total, que é de 244.351 crianças. Até agora, já foram vacinadas 89,15% das crianças do estado que têm entre seis meses e cinco anos de idade.

São 16 municípios com prioridade de vacinação em Pernambuco: Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Ipojuca, Moreno, Vitória de Santo Antão, Escada, Sirinhaém, Caruaru, São Joaquim do Monte, Garanhuns, Petrolina, Condado e Goiana. As cidades têm prioridade porque nos últimos três meses, tiveram casos confirmados de sarampo.

Vale ressaltar que as crianças com seis meses de vida só serão vacinadas nesses locais. Nos demais municípios, a aplicação da vacina continua obedecendo a faixa etária habitual definida pelo Ministério da Saúde - após um ano de vida da criança. A orientação aos pais e responsáveis dos municípios prioritários é levar o cartão de vacinação das crianças.

Sarampo em Pernambuco

Os casos de sarampo confirmados no estado apresentam o vírus do sarampo do genótipo D8, tipo viral que está circulando em países como Inglaterra e Estados Unidos, lugares onde a incidência da doença é elevada. Atualmente, em Pernambuco, há 114 confirmações de sarampo. Em Moreno, Região Metropolitana do Recife, um óbito foi confirmado, de uma criança de sete meses. Ela apresentava outros problemas de saúde associados, como desnutrição e baixa imunidade. O restante dos casos, os pacientes – maioria crianças – eram quadros clínicos de baixa gravidade.

terça-feira, 13 de março de 2012

O PERIGO DE NÃO VACINAR AS CRIANÇAS

Da Revista Veja
imagem: bebe.abril.com.br
Antes de ser erradicada com o uso maciço de vacinas, no final dos anos 1970, a varíola matou 300 milhões de pessoas, contando apenas o século XX. O sarampo, uma doença altamente contagiosa, foi responsável por cerca de 2,6 milhões de mortes por ano, antes de 1980, época em que começaram as intensas campanhas de vacinação. Já os casos de poliomielite, doença que pode causar paralisia infantil, apresentaram uma queda de 99% desde 1988, quando, mais uma vez, a prevenção com vacina teve início.

Criadas em 1796, pelo médico britânico Edward Jenner, as vacinas deram início a uma revolução na medicina preventiva – tornando possível evitar a ocorrência de doenças letais e contagiosas. Há quem, no entanto, na contramão de todas as evidências científicas, opte por não vacinar seus filhos. A lamentável ideia encontrou abrigo entre um grupo de pais, grande parte da classe média alta, que vem optando por não imunizar os filhos para doenças que deixaram de ser comuns, como o sarampo e a difteria.

Alguns por acreditarem em teorias exóticas e fraudulentas, outros por medo de que a vacina prejudique a saúde da criança e outros ainda, por questões ideológicas, pensam resistir ao que seria uma imposição criada pela indústria farmacêutica. Por um motivo ou outro, a irresponsabilidade pode colocar em risco não só a saúde da criança, mas de todos à sua volta, alertam especialistas.