Da Revista Veja
![]() |
| imagem: bebe.abril.com.br |
Antes
de ser erradicada com o uso maciço de vacinas, no final dos anos 1970, a
varíola matou 300 milhões de pessoas, contando apenas o século XX. O sarampo,
uma doença altamente contagiosa, foi responsável por cerca de 2,6 milhões de
mortes por ano, antes de 1980, época em que começaram as intensas campanhas de
vacinação. Já os casos de poliomielite, doença que pode causar paralisia
infantil, apresentaram uma queda de 99% desde 1988, quando, mais uma vez, a
prevenção com vacina teve início.
Criadas
em 1796, pelo médico britânico Edward Jenner, as vacinas deram início a uma
revolução na medicina preventiva – tornando possível evitar a ocorrência de
doenças letais e contagiosas. Há quem, no entanto, na contramão de todas as
evidências científicas, opte por não vacinar seus filhos. A lamentável ideia
encontrou abrigo entre um grupo de pais, grande parte da classe média alta, que
vem optando por não imunizar os filhos para doenças que deixaram de ser comuns,
como o sarampo e a difteria.
Alguns
por acreditarem em teorias exóticas e fraudulentas, outros por medo de que a
vacina prejudique a saúde da criança e outros ainda, por questões ideológicas,
pensam resistir ao que seria uma imposição criada pela indústria farmacêutica.
Por um motivo ou outro, a irresponsabilidade pode colocar em risco não só a
saúde da criança, mas de todos à sua volta, alertam especialistas.
