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segunda-feira, 21 de maio de 2012

ESPECIALISTAS ESCLARECEM DÚVIDAS SOBRE O CONGELAMENTO DO CORDÃO UMBILICAL

Da Revista Veja

imagem: veja.abril.com.br

O procedimento, que ocorre ainda na sala de parto, pode ser feito de duas formas: por meio de uma empresa privada, para uso exclusivo do bebê, ou através de um banco público. Neste caso, o material fica disponível para qualquer paciente que dele necessite. Apesar de alguns bancos privados argumentarem que aquele punhado de células funcionará como um seguro-saúde caso o recém-nascido venha a sofrer, no futuro, de doenças como diabetes ou Alzheimer, sua utilização ainda é bem restrita. "Por enquanto, o único uso clínico comprovado é o transplante de medula óssea", explica a geneticista Mayana Zatz, pesquisadora da Universidade de São Paulo. Para esclarecer dúvidas sobre o congelamento das células do cordão, VEJA ouviu cinco especialistas no assunto.

Em que estágio estão as pesquisas com células-tronco de cordão?
A eficácia das células do cordão umbilical do próprio paciente vem sendo testada para tratar doenças como paralisia cerebral, diabetes do tipo I e autismo. As pesquisas, no entanto, ainda não saíram do campo experimental. "A terapia com células-tronco originárias de tecidos diversos, não só do cordão, é estudada há quase quinze anos. Mas, nesse período, não houve nenhum grande avanço. Ela é, sim, preconizada em algumas situações, como na regeneração de tecidos — mas a partir de células colhidas da medula do paciente adulto, e não do sangue do cordão", explica Bouzas.

Toda amostra de sangue de cordão coletada é viável para uso?
Não. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a amostra deve ter, no mínimo, 500 milhões de células-tronco viáveis e estar livre de contaminações. Nos bancos públicos, 60% do material coletado é dispensado após uma minuciosa triagem — se os testes revelarem propensão genética a algum tipo de doença, por exemplo, aquela amostra não será útil para ninguém. Já nos bancos privados, o descarte é de apenas 2% (caso em que se reembolsa o cliente). Embora as regras para bancos públicos sejam mesmo mais rígidas, os especialistas consideram essa discrepância demasiado grande. "A própria análise do material congelado pode danificá-lo. Portanto, só saberemos de fato de sua viabilidade quando houver necessidade de uso", diz o biólogo Daniel Coradi, da Anvisa

quarta-feira, 14 de março de 2012

OS BENEFÍCIOS DAS CÉLULAS-TRONCO NA DERMATOLOGIA

Do NE10
imagem: blogonlinedoctor.com.br

Uma célula-tronco é uma célula pluripotente. Ou seja, uma célula que possui a capacidade de se transformar em qualquer outro tipo de célula, dependendo do estímulo a que ela será submetida. As células-tronco já vêm sendo utilizadas em várias especialidades da medicina há vários anos.  A cada dia, os resultados terapêuticos estão ainda mais consistentes. A hematologia foi a especialidade médica pioneira a utilizá-las. Nos dias de hoje, tem havido grande sucesso em outras diferentes áreas, como cardiologia, neurologia, ortopedia, dentre outras.

No último IMCAS, que ocorreu em janeiro, na França, e do qual participei, tive a oportunidade de assistir a vários simpósios específicos sobre o futuro das células-tronco para a dermatologia.  Com toda a certeza, já era tempo desse promissor tratamento poder nos auxiliar no combate ao fotoenvelhecimento cutâneo e nos proporcionar juventude, beleza e saúde por muitos anos de nossas vidas.

Nesse Congresso, pudemos constatar que atualmente já existem pelo menos três grandes estudos ao redor do mundo a respeito deste assunto. Os estudos são independentes, porém com a técnica utilizada muito semelhante. Um deles é na Universidade de San Diego (Califórnia – EUA); o outro, na Universidade de Roma (Itália) e o maior deles, na Universidade de Kyoto (Japão).

segunda-feira, 5 de março de 2012

GÊMEAS RECEBEM CÉLULAS-TRONCO DE UM SÓ CORDÃO UMBILICAL

Do Folha Online
imagem: vooz.com.br
 As gêmeas Letícia e Luana, nascidas em Cuiabá, Mato Grosso, têm mais uma coisa em comum do que os outros irmãos univitelinos do resto do mundo: elas receberam um transplante de células-tronco tiradas de um mesmo cordão umbilical.

O compartilhamento de células de um cordão só é inédito no Brasil e, segundo os médicos responsáveis pelo tratamento, feito no hospital Albert Einstein, não há registro de caso igual no mundo.

As meninas, que estão prestes a completar um ano, têm uma doença raríssima chamada linfohistiocitose hemofagocítica hereditária. O mal, que atinge ao menos 1 em 50 mil nascidos vivos (muitos casos não recebem diagnóstico), é fruto de uma alteração genética hereditária que altera uma célula chamada histiócito.

Essa célula tem como função "limpar" a medula óssea, que fabrica as células do sangue. Mas, em quem sofre da doença, o histiócito tem uma atividade enlouquecida e engole células do sangue, como os glóbulos vermelhos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

CÉLULAS-TRONCO COMPLETAM DEZ ANOS COM APLICAÇÃO PRÁTICA NA MEDICINA


 
imagem: oglobo.globo.com
RIO - Apesar de ainda ser experimental, a terapia com células-tronco (estimulam a regeneração de tecidos), uma técnica complexa, tem trazido bem-estar e apresentado, em alguns estudos, bons resultados em casos sem qualquer perspectiva de melhora, como doenças cardiovasculares e neurológicas graves, diabetes e perda de visão.
Nos Estados Unidos, cientistas já testam células embrionárias para tratar paralisia e cegueira.
No Brasil, a maioria das pesquisas clínicas usa células-tronco adultas.Mesmo preliminares, os resultados animam cientistas. Num avanço promissor para infartados, médicos do Instituto do Coração Cedars-Sinai anunciaram, há duas semanas, que reduziram pela metade uma área destruída do coração, reinjetando nele células-tronco cardíacas retiradas do órgão do próprio paciente e multiplicadas em laboratório.