Do
Portal Folha/UOL
O
governo federal está implantando novas regras para o Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS). Uma delas, conforme divulgou o portal Folha/UOL, na
segunda-feira (11), é que o trabalhador poderá aplicar até 30% do saldo de seu
FGTS em um fundo de infraestrutura que será criado pela Caixa Econômica Federal
(CEF), em janeiro.
De
acordo com a apuração do portal, a aplicação, que será semelhante ao
investimento feito na Petrobras e na Vale EM 2012, é uma resposta às críticas
sobre a correção das contas do FGTS, atualmente abaixo da inflação. O novo
fundo, no entanto, só será criado porque houve um acordo entre a Caixa e a
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no fim de outubro. As discussões duraram
cinco anos, porque a CVM tinha restrições ao risco do trabalhador.
A
reportagem da Folha/UOL apurou que o regulamento do novo fundo já está pronto
e, inicialmente, os trabalhadores poderão aportar conjuntamente até R$ 2
bilhões. Mas, caso haja grande procura, o conselho curador do FGTS poderá
ampliar esse limite até R$ 6 bilhões. O novo fundo será um “pedaço” do FI-FGTS,
criado em 2008 com recursos do FGTS para investimentos em infraestrutura (tanto
em ações como em dívidas das empresas do setor). Nesse fundo, o trabalhador não
pode investir diretamente. Os recursos são do conjunto de saldos do FGTS. Os R$
2 bilhões serão retirados do FI-FGTS e convertidos em cotas do novo fundo.
Segundo
o Folha/UOL, o impasse com a CVM ocorreu porque a Caixa pretendia converter só
ações de empresas em cotas. O regulador recusou porque isso comprometeria o
resgate. Um trabalhador que fosse demitido poderia ter problema para sacar sua
aplicação e a razão é que as empresas investidas estão em fase pré-operacional
e não têm ação na Bolsa, o que dificultaria a precificação e a liquidez das
cotas do fundos.





