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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pressionado pela seca no interior, Paulo Câmara pede ao governo Dilma para antecipar uso das águas da Transposição do São Francisco

Sem alarde, o governo Paulo Câmara apresentou nesta quinta-feira(19) ao Ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, um projeto para antecipar o início da operação da Adutora do Agreste, que receberá água do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco, beneficiando 17 municípios inclusos na primeira etapa da obra, em execução pela companhia. Caso a iniciativa seja aceita, dezessete cidades que sofrem com a falta de água, entre elas Arcoverde, seriam beneficiadas.

Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, o projeto consiste na construção de uma captação de água na Barragem do Moxotó, situada na localidade Rio da Barra, no ponto onde o Eixo Leste da transposição cruza a BR-232, no município de Sertânia. Esse reservatório está em construção pelo governo federal e deverá receber água ainda este ano por meio do canal da transposição.

A alternativa técnica encontrada pela Compesa para antecipar o uso das águas do Eixo Leste da Transposição envolve a construção de uma adutora de 84 quilômetros de extensão, de 1.200 metros de diâmetro, que transportaria água do Eixo Leste até Arcoverde, alimentando o primeiro trecho da Adutora do Agreste.

“O empreendimento é um investimento de R$ 300 milhões e irá propiciar uma vazão de 2 mil litros de água por segundo. Essa ação será a redenção dessas cidades, que estão sofrendo com a falta de água, fruto da pior seca registrada nos últimos 50 anos”, esclarece Roberto Tavares.

Ele estima que a obra seria executada no prazo de 10 meses após a assinatura do contrato, que ainda depende da análise e aprovação do Ministério da Integração e do processo de licitação.
O detalhamento do empreendimento foi apresentado à prefeita e ao vice-prefeito de Arcoverde, Wellington Araújo. A cidade deve ser a primeira a ser beneficiada pela nova Adutora. A prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, diz-se preocupada com o agravamento da seca em todo o Estado de Pernambuco, em especial no Agreste e na região do Sertão do Moxotó.

Com 90% da população na área urbana, a cidade de Arcoverde, distante 256 Km do Recife, enfrenta a pior crise hídrica de sua história. O regime de racionamento é severo, com uma distribuição de apenas três dias com água durante o mês.

“É angustiante ver a nossa população sofrendo com a falta de água. Estou muito feliz e satisfeita com a perspectiva de uma solução”, afirmou a prefeita da cidade, Madalena Britto.

A prefeita adiantou ainda que apoiará integralmente a decisão da companhia, por entender que o grave problema de escassez de recursos hídricos na cidade será finalmente resolvido.

“Sou testemunha da preocupação e do interesse do governo do Estado e da Compesa para resolver essa questão, desde a concepção da Adutora do Agreste, obra que está em execução. Desde então, tenho acompanhado e cobrado as ações necessárias. Adotarei a mesma postura agora com esse novo projeto, que será uma solução mais rápida para a nossa cidade”, diz a prefeita.
Memória da obra

Em 4 de junho de 2013, dezenas de prefeitos de todos os partidos, entre eles a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto (PTB), o deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB) e vereadores de todos os municípios do agreste pernambucano estiveram presentes na solenidade de assinatura da ordem de serviço da Adutora do Agreste, realizada no Hotel Cruzeiro, em Pesqueira, pelo governador Eduardo Campos (PSB).

O evento começou com a fala do presidente da Compesa, Roberto Tavares, que falou do investimento feito pelos Governos Federal e Estadual na obra; seguido pelo secretário de Recursos Hídricos, Cirillo, que fez um histórico da adutora desde os tempos do ex-governador Miguel Arraes, nos idos de 1997.

Na sequência de falas, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT), fez a fala mais política, ressaltando “a determinação do governador Eduardo Campos, sua capacidade administrativa e colocando-o como modelo para o Brasil em termos de gestão”.

Já o então ministro Fernando Bezerra Coelho ressaltou o investimento de mais de R% 1 bilhão de reais feito pelo Governo Federal, da presidente Dilma, na obra da adutora e em outras obras em pernambucano.

Durante sua fala, o governador Eduardo Campos ressaltou que ali não estava apenas começando mais uma adutora, mas estava construindo um sistema hídrico que dará sustentabilidade ao agreste pernambucano, uma das regiões com menos água do País. Ele ainda prometeu que o projeto contemplará outras cidades com a perfuração de 20 poços para que a futura adutora do Agreste funcionasse antes mesmo da chegada das águas do São Francisco.

Blog do Jamildo 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Em Pernambuco, médicos visitam cidades atingidas pela seca

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) iniciam a chamada Caravana da Seca, nesta segunda-feira (16). 

Até a próxima sexta (20), serão visitados nove municípios do Sertão de Pernambuco atingidos pela estiagem: João Alfredo, Arcoverde, Serra Talhada, Betânia, Sertânia, Ibimirim, São Bento do Una, Caetés e Bom Conselho.

Em cada cidade, os integrantes farão uma avaliação da qualidade da água das unidades de saúde e escolas, do estado nutricional dos moradores, além de aferir a pressão arterial e medir a glicemia. O grupo composto por 25 pessoas também fará pesquisa nas ruas e fiscalizações nas Unidades de Saúde.

Confira o cronograma das visitas:

16.09 – João Alfredo e Arcoverde

17.09 – Serra Talhada e Betânia

18.09 – Sertânia e Ibimirim

19.09 – São Bento do Uma e Caetés

20.09 – Bom Conselho


Blog e Jamildo

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Estado de Emergência é renovado em 68 municípios do Agreste pernambucano

O Governo de Pernambuco renovou o decreto que venceu no último domingo (18) em que decreta estado de emergência em 68 municípios do Agreste do Estado, em decorrência do período prolongado de estiagem na região. Assinado pelo governador Eduardo Campos, o novo decreto tem validade 180 dias, assim como o primeiro documento.

Nos municípios onde o estado de emergência foi decretado, os órgãos estaduais têm a obrigação de atuar em conjunto os municipais para adotar as medidas de combate à seca. Para o decreto, são levadas em consideração a redução das chuvas para níveis muito abaixo do esperado, a queda das reservas hídricas e as perdas na agropecuária da região.

Desta forma, as cidades qeu seguem em estado de emergência são: Agrestina, Águas Belas, Alagoinha, Altinho, Angelim, Belo Jardim, Bezerros, Bom Conselho, Bom Jardim, Bonito, Brejão, Brejo da Madre de Deus, Buíque, Cachoeirinha, Caetés, Calçado, Camocim de São Félix, Canhotinho, Capoeiras, Caruaru, Casinhas, Correntes, Cumaru, Cupira, Frei Miguelinho, Garanhuns, Gravatá, Iati, Ibirajuba, Itapiba, Jataúba e João Alfredo.

Completam a lista os municípios de Jucati, Jupi, Jurema, Lagoa do Ouro, Lagoa dos Gatos, Lajedo, Limoeiro, Machados, Orobó, Palmeirina, Panelas, Paranatama, Passira, Pedra, Pesqueira, Poção, Riacho das Almas, Sairé, Salgadinho, Saloá, Sanharó, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, São Bento do Una, São Caetano, São João, São Joaquim do Monte, São Vicente Férrer, Surubim, Tacaimbó, Taquaritinga do Norte, Terezinha, Tupanatinga, Vertente do Lério, Vertentes e Venturosa.

Do NE10

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Governo libera R$ 130 milhões para cidades afetadas pela seca

Brasília – Em razão da estiagem que atinge a Região Nordeste desde abril, o Ministério da Integração Nacional vai liberar R$ 130 milhões do Programa Água para Todos para atender os municípios afetados. 

Cerca de 300 cidades, que ainda não foram definidas, vão poder montar sistemas simplificados de abastecimento de água.

Os recursos serão usados para a localização e perfuração de poços e tratamento, armazenamento e distribuição de água em comunidades rurais de baixa renda. As prefeituras devem promover ações sociais, como oficinas educativas sobre gestão da água.

A definição dos municípios caberá ao Comitê Gestor Estadual do Programa Água para Todos até o final deste mês. No entanto, o ministério recomenda que sejam priorizadas as cidades que, nos últimos nove anos, foram reconhecidas seis ou mais vezes em situação de emergência ou calamidade pública por causa de seca, pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Cada comunidade deve ter ao menos 50 famílias e renda per capita de R$ 140. Os estados são livres para estabelecer os critérios para aplicação dos recursos.

Do total previsto para os estados, R$ 42 milhões foram pagos para nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O programa prevê investimento total de quase R$ 5 bilhões. A previsão é que as principais metas sejam concluídas em 2014.

Agência Brasil

sábado, 3 de agosto de 2013

Mais crédito e renegociação de dívidas para agricultores atingidos pela seca

Foto: Augusto Freitas/DP/D.A. Press
Pequenos produtores rurais do semiárido que perderam seus rebanhos e produção agrícola poderão renegociar dívidas e obter mais crédito para enfrentar a próxima estiagem. 

A garantia foi dada nesta sexta-feira (2) pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), durante a apresentação do Plano Safra Semiárido 2013/2014, no Centro de Convenções de Pernambuco. 

Além das novas linhas de financiamento, a pasta anunciou ações imediatas de combate e prevenção da próxima seca na região.

De acordo com o MDA, as contratações de crédito serão realizadas através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que oferece taxas de juros diferenciadas para o semiárido. Ao todo, foram anunciados investimentos de R$ 7 bilhões para o fortalecimento da agricultura familiar e de médio porte. Com os recursos, os agricultores terão maior capacidade de investimento, inovação tecnológica e segurança para produzir.

Desse valor, R$ 4 bilhões são para agricultores familiares e R$ 3 bilhões para os demais produtores. A Pernambuco, será repassado um montante de R$ 1,9 bilhão, sendo sendo R$ 700 milhões captados do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e R$ 1,2 bilhão do Plano Safra da Agricultura Familiar.

terça-feira, 19 de março de 2013

Compesa vai aumentar a vazão de água em Gravatá durante a Semana Santa


Do JC Online

A cidade de Gravatá, no Agreste, que vem sofrendo bastante com a escassez de chuvas, terá a vazão de água aumentada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) durante a Semana Santa. A Compesa anunciou na segunda-feira (18) que a distribuição de água, que é de 200 litros por segundo, vai aumentar para 280 litros.

Além disso, dez carros-pipa estarão de prontidão para o caso de alguma emergência no período, já que a cidade recebe muitos turistas durante a Semana Santa.

Os moradores precisam ficar atentos aos dias de abastecimento, para que possam reservar a água. De 22 a 28 deste mês serão abastecidos os hotéis, pousadas e condomínios residenciais. Já os moradores da cidade vão contar com um dia a mais de água nas torneiras, seguindo até a sexta-feira santa (29).

quinta-feira, 24 de maio de 2012

PREJUÍZO COM A SECA NA AGRICULTURA ULTRAPASSA OS R$ 400 MILHÕES EM PE

Da Agência Brasil
imagem: jconline.ne10.uol.com.br

Foi decretado estado de emergência em 99 municípios pernambucanos em função da seca que atinge o Estado. Segundo o secretário estadual de Agricultura, Ranilson Ramos, o número engloba todos os 56 municípios do sertão de Pernambuco e 43, das 66 cidades no agreste. Os agricultores, que respondem por cerca de 6% do Produto Interno Bruto de Pernambuco, já contabilizam prejuízos provocados pela seca na ordem de R$ 411 milhões, como perdas de 370 mil toneladas de grãos. “Essa é a maior seca dos últimos 50 anos. Tivemos 25% de precipitação de chuvas nos últimos seis meses”, afirmou o secretário.

Pelas contas do governo, nos quatro primeiros meses deste ano, o setor pecuário registrou 120% mais saídas de animais do estado (bovino, caprino e ovino)do que no mesmo período do ano passado. “Isso significa que estamos perdendo rapidamente nosso rebanho, que chega a 6 milhões de animais. Se o rebanho ficar aqui, morre porque não tem água ou pasto”, explicou Ramos.

Para Marcelo Cauás Asfora, presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima de Pernambuco (Apac), não é possível estimar com precisão os prejuízos. Segundo ele, os impactos na agricultura vão afetar outros setores que dependem dos produtos.

Os governos federal e estadual disponibilizaram recursos para construção de cisternas que vão acumular águas das próximas chuvas e armazenar a água que está sendo levada por 800 carros-pipas . A Secretaria de Agricultura de Pernambuco também informou que autorizou a distribuição de sementes de milho para plantio e ração, mas ainda não existem medidas estruturais para enfrentar o problema da seca no estado.