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sábado, 21 de maio de 2011

Pernambuco quer revitalizar cultura do algodão no Agreste

Escrito por Fabiana Gonçalves       
 Foto: Orlando Leite
 A Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária lançou ontem (20) o Programa de Revitalização da Cultura do Algodão. Para estimular o plantio, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) está distribuindo 8 mil quilos de sementes de algodão herbáceo melhorado geneticamente, além de oferecer o preparo do solo de 700 hectares para o plantio e a prestação de assistência técnica qualificada.
 A iniciativa vai beneficiar 980 agricultores de 16 municípios do Agreste Setentrional (Bom Jardim, Casinhas, Cumaru, Feira Nova, Frei Miguelinho, Glória do Goitá, João Alfredo, Limoeiro, Orobó, Pasira, Santa Maria do Cambucá, Salgadinho, Surubim, Taquaritinga do Norte, Vertentes e Vertentes do Lério).
“Vamos acabar com a lenda que Pernambuco não produz algodão”, disse o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Ranilson Ramos, durante o lançamento, realizado em Surubim.
 O Presidente do Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral e de Malharia (Sinditextil-PE), Oscar Rache, reforçou que a demanda pela matéria-prima em Pernambuco está em torno de 30 mil toneladas ao ano. “Nós assinamos protocolo com o Governo do Estado para adquirir essa produção, mas nem precisava porque o algodão tem mercado garantido”, avaliou Rache.
 O gerente Regional do IPA de Surubim, Francisco Lopes, informou que a previsão de colheita é de 120 dias. “Os produtores vão poder separar a pluma da semente nas usinas de beneficiamento localizadas em Surubim e Cumaru, agregando até 40% a mais no valor da produção”, explicou.
 No lançamento do Programa, todos os municípios envolvidos estavam representados pelos prefeitos, secretários municipais de agricultura, vereadores ou lideranças locais. “A retomada da cultura do algodão é uma ação estratégica do Governo do Estado”, salientou o secretário das Cidades, Danilo Cabral, também presente ao evento.
Blog do Inaldo Sampaio

terça-feira, 17 de maio de 2011

Momentos da visita do Secretário de Agricultura do Estado a Natuba e Canha






































Veja matéria relacionada AQUI
Fotos Orlando Leite

IPA orienta produtorres de Natuba a divercificar plantio


Uma das integrantes da equipe do Secretário de Agricultura do Estado que visitou Vitória de Santo Antão na última sexta feira juntamente com o deputado Estadual Henrique Queiroz, foi a Agente de Extensão Rural do IPA de Vitória de Santo Antão Edivânia de Assis que falou sobre os problemas causados pelas enchentes no Complexo de Natuba.
Segundo a Edivânia os prejuízos foram diferentes em cada área o Complexo de Natuba e formado por três assentamentos figueira I e II e Dias Duarte, a mais afetada foi à Comunidade de figueira II por conta das águas do rio Tapacurá que causou maiores estragos.
“Em termos de hectares, foi identificado uma parcial de 70 hectares de lavouras perdidas, isso para a horticultura é uma grande área, houve uma média de investimento de 16 mil reais por hectare de folhosas o prejuízo econômico passa de um milhão de reais”, pontuou a agente do IPA.
Posição do IPA

Segundo Edivânia, o IPA foi autorizado a fazer um levantamento de ações emergenciais que serão alocados para Natuba e região até chegarem verbas posteriores.
“Pelo Projeto Terra Pronta foi providenciado um trator que está à disposição dos agricultores para fazer o preparo da terra, providenciamos sementes de hortaliças em parceria com a Embrapa, temos disponível cenoura, brócolis, repolho para eles poderem fortalecer a diversificação”, informou Edivânia.

“Existiu o problema da cheia e os danos causados por ela e podem existir os danos posteriores, se todo mundo plantar a mesma coisa e o mercado poderá ficar encharcado de coentro, cebolinha e alface causando queda nos preços e mais prejuízos”, concluiu.
Por Orlando Leite

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Agricultores de Vitória de Santo Antão receberão ajuda para se recuperar dos estragos das chuvas

Do NE10
Núcleo SJCC/Caruaru
 Agricultores de Vitória de Santo Antão,na Zona da Mata de Pernambuco, receberão ajuda para se recuperar dos estragos causados pelas chuvas que caíram no Estado no ínico de maio. Eles vão receber insumos agrícolas como adubo orgânico, fertizantes e sementes para ajudar no replantio das áreas.


Segundo a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, os produtores da cidade perderam de 60 a 100% do plantio de folhosas, como coentro, cebolinha, rúcula, salsa e acelga, entre outras hortaliças.

Nesta sexta-feira (13) o secretário de agricultura, Ranilson Ramos, visitou algumas comunidades rurais onde a chuva fez estragos. Acompanhado da diretoria do Instituto Agronômico de Pernambuco, o IPA, o secretário visitou as comunidades de Dias Duarte Natuba, Figueira I e Figueira II, lá ele ouviu os pedidos dos agricultores e anunciaram a inclusão deles no Programa Terra Pronta para conseguir recursos para ações amergenciais nas áreas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Enchente provoca perda nas plantações e aumenta preço das hortaliças

Com os estragos provocados pelas chuvas, houve uma disparada de preços nos produtos vendidos nas feiras livres do Recife

 

Da Redação do pe360graus.com


Os produtores de hortaliças de Natuba, em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata pernambucana, perderam 40% das plantações com a enchente do rio Tapacurá. Com os estragos provocados pelas chuvas, houve uma disparada de preços nos produtos vendidos nas feiras livres do Recife -  80% do que é vendido na capital vem de lá.

O feirante Moacir Coimbra explica que é obrigado a elevar os preços para não ter prejuízo. “A mercadoria é cara e não é de primeira. Eu separo o que não dá para aproveitar e jogo fora o que não presta. As mercadorias que são boas, eu tenho que vender um pouco mais caro para compensar o que foi desperdiçado”, falou. 

O quilo do cajá, que antes custava R$ 3, agora não sai por menos de R$ 4; o quilo da batata inglesa subiu de R$ 2 para R$ 3,5. O preço das hortaliças teve a maior alta: o molhe de cebolinha com coentro, que custava R$ 1, está sendo vendido agora por R$ 4, um aumento de 300%. A alface dobrou de preço, passando de R$ 1 para R$ 2 o preço do pé.

Apesar de o nível do rio Tapacurá ter subido menos que no ano passado, o prejuízo foi maior, porque as hortaliças estavam em ponto de colheita e a água demorou para escoar, o que fez com que muitas áreas de produção ficassem alagadas por dois dias.

Nas terras da agricultora Djanice Maria de Andrade, agora sobram canteiros vazios, porque ela perdeu 90% da plantação. A lavradora ainda aguardava a ajuda prometida depois da enchente do ano passado; em menos de um ano, viu tudo o que tinha ir por água abaixo, de novo. “Estava tudo enxutinho, pronto para colher. Agora é esperar”, lamentou a agricultora.  

O secretário de Agricultura de Vitória de Santo Antão, Roberto Bezerra, disse que a prefeitura irá apoiar os agricultores. “A gente vai dar uma força a eles, mas só depois que for feito do levantamento”, afirmou.