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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Mesmo informados, 45% dos brasileiros fizeram sexo sem camisinha em 2013

Segundo os dados, 43,9% da população de 15 a 64 anos tiveram mais de 10 parceiros


Os brasileiros conhecem a importância do uso da camisinha na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Pesquisa divulgada hoje (28) pelo Ministério da Saúde aponta que 94% dos entrevistados sabem que o preservativo é a melhor forma de evitá-las. No entanto, 45% dos sexualmente ativos não usaram preservativo em relações ocasionais em 2013, percentual estável desde 2004.

Foram entrevistadas 12 mil pessoas na faixa etária de 15 a 64 anos. O levantamento aponta que entre 2004 e 2013, aumentou de 4,1% para 12,1% a proporção de brasileiros que teve mais de cinco parceiros no último ano. A pesquisa mostra também que, enquanto em 2004 pouco mais de 19% da população, entre 15 e 64 anos, tiveram mais de dez parceiros sexuais na vida, em 2013 o número passou para 43,9%.

No lançamento da campanha de carnaval do Ministério da Saúde, o ministro Arthur Chioro disse que a mudança de comportamento determinou mudança de foco da campanha, que agora destaca o teste e o tratamento. Serão distribuídas 120 milhões de camisinhas para a população.

“A gente nota uma certa mudança no comportamento sexual da população no decorrer dos anos. Uma das causas do crescimento da aids pode estar relacionada ao fato de a nova geração ser mais liberal que a anterior”, disse Chioro. O ministro ressalta que, por isso, o incentivo ao teste e ao tratamento devem fazer parte da campanha.

A estratégia agora é, além de estimular o uso da camisinha, como sempre foi feito, convidar o jovem a fazer o teste de HIV, disponível gratuitamente nos postos de saúde, e começar logo o tratamento, caso o teste dê positivo.

“Você poderia considerar que é uma geração mais liberal e que se expõe mais. Mas como tem mais parceiros, tem um risco acrescido. A questão é que, se a gente insistir em fazer mais do mesmo, e ficar paralisado na camisinha, a chance de enfrentar [o problema] é menor”, defendeu o diretor do departamento especializado em doenças sexualmente transmissíveis e aids, do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

Segundo o ministério, 734 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. A incidência do vírus é 20,4 casos por grupo de 100 mil habitantes, mas a prevalência sobe para 41,3 no Rio Grande do Sul e para 33,4 no Amazonas.

Blog da folha de Pernambuco.com

quarta-feira, 20 de julho de 2011

HIV/Aids: agência americana visita o Estado



Do Portal do Governo de Pernambuco

O Programa Estadual de DST/Aids recebeu na terça-feira (19/07), a visita de representantes da United States Agency for International Development (Usaid), agência de cooperação internacional dos Estados Unidos. A agência é parceira da Secretaria Estadual de Saúde (SES) no projeto Quero Fazer, que leva um trailer para localidades visitadas por gays, travestis e homens que fazem sexo com homens (HSH) com o intuito de ampliar o acesso à testagem rápida para diagnosticar o HIV.

Durante a visita, os parceiros apresentarão a experiência para representantes de Barbados, na região do Caribe, para que eles façam implementação do projeto no país. Às 9h, os visitantes tiveram uma reunião na SES, no Bongi. Em seguida, eles visitarão o Serviço Especializado do Lessa de Andrade.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

ANVISA Libera vacina contra o HPV para homens

Da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a aplicação da vacina contra HPV em homens de 9 a 26 anos. Até então, a vacina estava sendo aplicada apenas em mulheres, como forma de prevenção do câncer de colo de útero, já que o HPV é responsável por cerca de 90% dos casos.
De acordo com a Anvisa, novos estudos comprovaram a eficácia da vacina também em pessoas do sexo masculino. A imunização, entretanto, ainda não está disponível no sistema público de saúde, apenas em clínicas particulares.
O HPV, sigla em inglês para papiloma vírus humano, é transmitido pelo contato genital com a pessoa infectada (incluindo sexo oral) e por via sanguínea, de mãe para filho, na hora do parto. Na maioria das vezes, a infecção é transitória e desaparece sem deixar vestígios.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns em todo o mundo. Uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus. No Brasil, 137 mil novos casos são registrados a cada ano.