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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

TCU aponta falha em megaobra do PAC

Os atrasos que comprometeram as obras da transposição do Rio São Francisco já contaminam outros empreendimentos hídricos de grande porte na Região Nordeste. Uma auditoria que acaba de ser realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou falhas graves no cronograma de obras do chamado Cinturão das Águas, megaobra iniciada em meados de 2013 no Ceará, com previsão de espalhar 1,3 mil quilômetros de dutos pelo Estado ao custo total de R$ 7 bilhões.

O levantamento revelou que, até junho, a execução das obras no primeiro trecho do projeto, um percurso de 149 km entre os municípios de Jati e Nova Olinda, chegou a 10% do total previsto - o cronograma original previa avanço de 45% até metade deste ano. Além do descolamento do prazo, foram identificados problemas com estocagem irregular de tubulações e falhas em relatórios de supervisão.

As obras do Cinturão das Águas, incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foram lançadas em julho de 2013. Para fazer os 149 km iniciais, foram assinados contratos com empreiteiras no valor de R$ 1,638 bilhão. Desse total, pelo menos R$ 1,1 bilhão sairá do Ministério da Integração Nacional. A diferença será a contrapartida do governo do Ceará.

A preocupação com o cronograma do Cinturão das Águas está associada às obras da transposição do São Francisco. Isso porque a sua tomada de água ocorrerá a partir da Barragem Jati, onde passa o Eixo Norte da transposição. Pelo cronograma atual do Ministério da Integração, a conclusão desse eixo da transposição está prevista para dezembro de 2015, enquanto o governo do Ceará planeja concluir o primeiro trecho do cinturão em fevereiro de 2016.

Na transposição, os sucessivos atrasos na conclusão das obras, de 2010 para 2015, fizeram o preço multiplicar dos R$ 4,7 bilhões originais para os atuais R$ 8,2 bilhões.

Prazos. O trecho de 149 km do Cinturão foi dividido em cinco lotes. O TCU esmiuçou a situação de cada um deles. No lote 1, firmado com o consórcio Águas do Ceará (construtoras Passarelli, Serveng e PB), a execução prevista era de 61% das obras até junho, mas o real índice executado chegou a apenas 16%.

No lote 2, sob responsabilidade da S.A. Paulista, o resultado esperado era de 27%, ante 7% efetivamente entregues. A situação é menos grave no lote 3 (consórcio Águas do Cariri, formado pelas construtoras Marquise S.A. e EIT), que deveria ter alcançado 26% de execução, em vez dos 19% de fato verificados.

A situação mais preocupante é a do lote 4. A obra, assumida pelo mesmo consórcio responsável pelo primeiro lote, tinha 24 meses para a entrega, encerrados em setembro de 2015. Até junho, no entanto, nada havia sido feito nesse trecho, que já deveria ter 60% executado à época. O lote 5 foi o único que não teve atraso, sob responsabilidade das empreiteiras Ferreira Guedes e Toniolo, Busnello.

O TCU estimou que todo o trecho deveria estar com 45% das obras concluídas, em vez dos 10% realizados. Em sua decisão, o ministro Benjamin Zymler recomenda que a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará avalie sanções contratuais às empresas pelo “significativo atraso na condução das obras”.

Procurada pela reportagem, a secretaria informou que, “quando formalmente acionada, prestará ao TCU quaisquer esclarecimentos solicitados, bem como adotará as eventuais providências exigidas pelo órgão”. O Ministério da Integração informou que não se manifestaria porque ainda não tinha sido oficialmente comunicado.


Estadão Conteúdo

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Atraso em seis obras do PAC provoca perda de R$ 28 bilhões

Primeira fase das obras do Rio São Francisco deveria ser concluída em 2010 - José Patrício/Estadão
Estudo da CNI leva em conta os benefícios que deixaram de ser gerados para o País com o não cumprimento dos prazos das obras

A demora do governo em concluir no prazo obras de infraestrutura incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) causou um prejuízo de R$ 28 bilhões à sociedade, apenas num grupo de seis projetos analisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O valor é próximo ao que se estima gastar na realização da Copa.

O estudo procura medir os benefícios que deixaram de ser gerados para o País apenas pela demora. Leva em conta, por exemplo, o que poderia ter sido a produção agropecuária no Nordeste, caso a transposição do São Francisco tivesse ficado pronta no prazo fixado pelo governo. Ou as receitas de exportação de minérios e grãos que deixaram de ocorrer pelo atraso na construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).

Em todos os casos foi considerado também o custo de oportunidade – o custo do dinheiro público aportado nas obras que ainda não gerou benefícios. "Se o programa deveria ficar pronto em três anos e sai em seis, isso reduz a produtividade global da economia", diz o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Coelho Fernandes.

Ele explica que a dificuldade em administrar megaprojetos não é exclusiva do Brasil. Porém, os prazos estourados tornaram-se praticamente uma regra, o que merece atenção.

A CNI propõe que o próximo governo, seja qual for, intensifique o programa de concessões em infraestrutura. Para Coelho, esse é um campo em que a economia pode aumentar sua produtividade, visto que as reformas trabalhista e tributária demorarão a sair e gerar efeitos. Sugere, também, iniciativas para melhorar a qualidade dos projetos e para facilitar o licenciamento ambiental.

O estudo faz parte de um conjunto de 43 documentos-propostas que serão entregues aos presidenciáveis em junho, quando a entidade pretende fazer um debate dos candidatos com os industriais.

Foram analisados o aeroporto de Vitória, o principal projeto de esgotamento sanitário em Fortaleza (Bacia do Cocó), a transposição do São Francisco, a Fiol, a duplicação da BR-101 em Santa Catarina e as linhas de transmissão das usinas do Madeira. A maioria dos projetos ainda está em andamento.

Atraso. Das obras selecionadas, a que causou maior prejuízo foi a transposição do São Francisco. Originalmente estava prevista para terminar em junho de 2010 (eixo Leste) e dezembro de 2012 (eixo Norte).

Como isso não ocorreu, o estudo estima quanto deixou de ser produzido pela agropecuária local, já considerando um crescimento proporcionado pela disponibilidade constante de água. E subtraiu da conta o custo da energia que deixará de ser gerada pela redução do fluxo de água para a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

Os economistas da CNI chegaram a um total de R$ 11,7 bilhões de 2010 a 2015. A isso, foram somados R$ 5 bilhões referentes ao custo de oportunidade do dinheiro aplicado na obra, orçada em R$ 8,2 bilhões.

A história da transposição segue o roteiro clássico de obra atrasada no País. Segundo o estudo, foi iniciada em 2005, baseada num projeto pouco detalhado de 2001 – que, evidentemente, estava desatualizado. Seguiram-se vários ajustes.

Para andar mais rápido, foi dividida em 14 subcontratos. Mas o que em tese ia acelerar a construção virou um pesadelo gerencial. A própria presidente Dilma Rousseff reconheceu que o governo subestimou a complexidade do projeto.

O Ministério da Integração Nacional afirma que a licitação da obra, em 2007, passou pelo crivo do Tribunal de Contas da União. Os ajustes ocorrem principalmente porque os canais, que chegam a 477 km, passam por diferentes tipos de terreno. Foi necessária, também, a negociação com concessionárias de água e esgoto. Segundo a pasta, a obra será concluída em 2015.


Agência Estado

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

ORÇAMENTO DE 2013 PREVÊ MÍNIMO DE R$ 670,95


Da Agência Estado
imagem: bahiamercantil.com.br
Na proposta para o Orçamento de 2013, apresentada nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Planejamento, há uma previsão de reajuste de 7,9% para o salário mínimo, que passará a ser de R$ 670,95 no próximo ano. A inflação medida pelo IPCA, de acordo com o ministério, deve ficar em 4,5%, no centro da meta oficial.

Na mesma proposta, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do projeto de Lei Orçamentária 2013 é um crescimento de 4,5%. Essa projeção é menor do que os 5,5% previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o mesmo ano. O PIB nominal previsto foi de R$ 4,973 trilhões.

O ministério apontou que a meta de superávit primário para o setor público em 2013 será a mesma de 2012, de 3,1% do PIB. O governo tem ressaltado que o cumprimento desse objetivo na área fiscal é um dos pilares que estão permitindo a redução dos juros adotada pelo Banco Central, que reduziu a Selic de agosto até hoje de 12,50% ao ano para 7,50%.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

GRANDE RECIFE VAI RECEBER DO GOVERNO FEDERAL R$ 2,49 BILHÕES PARA OBRAS DE MOBILIDADE

Do JC Online
imagem: jconline.ne10.uol.com.br

Com o anúncio oficial do investimento de R$ 2,49 bilhões do PAC Mobilidade para o Grande Recife, realizado na terça-feira (24) pela presidente Dilma Rousseff, em Brasília, o governo do Estado e a prefeitura da capital ficam na expectativa do calendário oficial do governo federal para começar a tocar as obras.

Quatro projetos de Pernambuco foram contemplados pelo programa. Apenas um deles - o da implantação de corredores exclusivos na II e III Perimetrais e Radial Sul - será executado pela Prefeitura do Recife. Os demais, que ultrapassam os limites territoriais da capital, são de responsabilidade do Executivo estadual. De acordo com a secretária de Gestão e Planejamento do Recife, Evelyne Labanca, com o calendário oficial, a prefeitura poderá publicar os editais de licitação. "A nossa expectativa é que esse calendário oficial seja divulgado o mais breve possível, em meados de maio. Com isso, podemos dar prosseguimento aos projetos e obras", explicou.
  
Segundo a secretária, para acelerar o processo, a prefeitura já entregou ao governo federal minutas dos termos de referência para contratação dos projetos executivos. "Com o calendário, pretendemos terminar o processo de licitação em 90 dias", ressaltou. Os corredores implantados pela prefeitura custarão R$ 812 milhões, dos quais R$ 150 milhões serão para desapropriação de imóveis. O corredor da II Perimetral terá 18 quilômetros e ligará o Largo da Paz, em Afogados, na Zona Oeste, à Avenida Presidente Kennedy, Zona Norte do Recife, no limite com Olinda. Passará por Afogados, Madalena e Torre, na Zona Oeste, e Tamarineira e Água Fria, na Zona Norte da capital.

O corredor da III Perimetral ligará a Zona Norte, a partir do Rio Morno, na Linha do Tiro, à Zona Sul, passando por bairros como Areias, Imbiribeira e Boa Viagem. Já o corredor Radial Sul é uma ligação direta entre a BR-101 (IV Perimetral) e a Avenida Boa Viagem, utilizando vias de bairros como Ibura, Ipsep e Boa Viagem.

sábado, 3 de março de 2012

REFINARIA ABREU E LIMA REGISTRA PREJUÍZO DE R$ 255,45 MILHÕES

Do Diário de Pernambuco
imagem: petrogasvip.zip.net

A Refinaria Abreu e Lima, em construção no Complexo Industrial Portuário de Suape, registrou prejuízo de R$ 255,45 milhões em 2011. O resultado consta no Relatório Anual da Administração publicado ontem nos jornais. Em 2010, a companhia havia contabilizado um lucro líquido de R$ 242,17 milhões. Ao fim de dezembro, o capital social da empresa era de R$ 2,9 bilhões.

O relatório dá conta ainda que em 2011 a refinaria continuou utilizando os recursos oriundos do contrato de financiamento firmado em julho de 2009 com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O valor contratado foi de R$ 9,9 bilhões.

Em novembro de 2011, os recursos do BNDES acabaram e a Petrobras precisou aportar R$ 1,7 bilhão na refinaria. Ainda assim, a companhia registrou o prejuízo acima mencionado. Em nota, a Petrobras informou que não comentará o assunto.

sexta-feira, 2 de março de 2012

AS PRIORIDADES DE DILMA NA ECONOMIA

Do Folhapress (Folha Online)
imagem: blogs.estadao.com.br

Além da preocupação com a valorização do real, o radar econômico da presidente Dilma Rousseff está atento aos investimentos da Petrobras no pré-sal e às sucessões de poder nos Estados Unidos e na China.

Priorizar os investimentos domésticos, pisando no freio de planos de expansão externa, é a principal missão que Dilma deu à nova presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster. A tarefa ajuda a explicar sua nomeação.

A maior estatal brasileira responde por aproximadamente 60% dos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Garantir a aplicação desses recursos pode ajudar o país a atravessar um período de crise econômica mundial que começou em 2008 e que dá sinais de que ainda pode durar pelo menos um mandato presidencial.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

GASTOS DO GOVERNO COM FESTAS CRESCEM 314% EM CINCO ANOS

Da Agência Brasil
imagem: patrociniohoje.com.br

Nem a queda de sete ministros por suspeitas de corrupção, muito menos os cortes orçamentários e a estagnação de programas carros-chefes do governo como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida atrapalharam o governo federal de bancar festividades oficiais e homenagens ao longo de 2011, quando os gastos em comemorações atingiram R$ 54,2 milhões, 19,5% a mais do que no ano anterior (R$ 45,4 milhões).


Se levarmos em conta os dispêndios para esse tipo de evento nos últimos cinco anos o crescimento é de 314%.

Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), divulgados pela ONG Contas Abertas, em 2007, primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tais despesas somaram pouco mais de R$ 17 milhões.



sábado, 27 de agosto de 2011

Boa Notícia: Crescem índices de distribuição de água, tratamento de esgoto e coleta de lixo nas cidades


Da Agência Brasil

As ligações de distribuição de água, os sistemas de esgotamento sanitário e a coleta de lixo cresceram no país entre 2008 e 2009. Baseado em coleta de dados do Ministério das Cidades, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) identificou 1,6 milhão novos usuários do serviço de abastecimento de água, o que corresponde a um aumento de 16,6 mil quilômetros nas redes de distribuição em todo o país.

O esgotamento sanitário teve 1,1 milhão de novas ligações no período, quando foram instalados 16,5 mil quilômetros de novas redes de escoamento. O volume de esgoto tratado no país, atualmente, chega a 237 milhões de metros cúbicos.

Houve, no período avaliado, elevação de 215 milhões de metros cúbicos na produção de água, mas o consumo ficou em apenas 25% desse potencial, equivalente a 53,9 milhões de metros cúbicos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

TCU vê indícios de irregularidades em 32 obras federais

Apuração do Tribunal de Contas da União (TCU) junto a 231 obras tocadas pelo governo federal detectou irregularidades graves em 32 delas, informa nesta terça-feira o site Contas Abertas. Dos empreendimentos com problemas, 18 fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre as irregularidades detectadas, as mais constantes são sobrepreço, superfaturamento, licitação irregular, falta de projeto executivo e problemas ambientais, segundo o Estadão.

De acordo com o Contas Abertas, o TCU recomenda a paralisação das obras, além da retenção parcial de valores em outros seis empreendimentos. As suspeitas recaem principalmente sobre obras de transportes, sendo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) e o Ministério das Cidades os órgãos que apresentaram os maiores problemas.

As obras do PAC com indícios de irregularidade incluem a Ferrovia Norte-Sul, a modernização e adequação da produção na refinaria Getúlio Vargas (Repar) e a Refinaria Abreu e Lima.

Caso seja comprovado o potencial de causar prejuízos ao erário, as obras com indícios de irregularidades podem ter recursos bloqueados no Orçamento da União do ano que vem. Agora, o texto deve ser encaminhado à Comissão Mista de Orçamento do Congresso, e passa a integrar a proposta orçamentária de 2011. Caberá ao Congresso dar a palavra final sobre se as obras ficarão interrompidas ou não. Os recursos podem voltar a ser liberados depois da correção dos eventuais problemas.

Blog do Magno Martins