Por Manoel Guimarães
Da Folha de PernambucoO Palácio do Campo das Princesas, sede do administrativa do Governo de Pernambuco, passará por uma reforma estrutural ainda neste ano. Após um ano de estudos, o chefe de gabinete do governador, Renato Thiebaut, terá uma reunião hoje, às 16h, para definir os detalhes da mudança, tais como o custo da obra, o início e a duração da mesma. Informações de bastidores dão conta que o local poderá passar de um a dois anos em processo de reformulação. Durante o processo, as quatro secretarias que funcionam no Palácio (Casa Civil, Assessoria Especial, Casa Militar, Imprensa e o gabinete do governador) deverão ser temporariamente transferidas.
Thiebaut afirmou que ainda não poderia tecer comentários a respeito da reforma, o que deverá ocorrer após o encontro com seu pessoal. “Tenho uma reunião com minha equipe. O assunto reforma já é antigo. Há aproximadamente um ano, começamos a fazer uma série de estudos, e amanhã (hoje) os resultados serão apresentados. Nesse encontro, deveremos ter uma perspectiva da situação”, explicou o chefe de gabinete.Embora sem confirmações oficiais, nos bastidores palacianos circula a informação de que o gabinete do governador Eduardo Campos (PSB) poderá ser transferido para um escritório já montado no Porto do Recife. Também é especulado que, com a mudança, a Assessoria Especial, comandada pelo escritor Ariano Suassuna, deixará o Palácio. Em contrapartida, deverá ser abrigada a Secretaria de Governo, capitaneada pelo deputado federal licenciado Maurício Rands (PT). O órgão, que foi criado este ano, ainda não tem sede definida.
Planejado em 1786, o Palácio do Campo das Princesas foi construído apenas em 1841, no bairro de Santo Antônio. O responsável pela obra foi o engenheiro Firmino Herculano de Morais Âncora, a mando do governador Francisco do Rego Barros, futuro Conde da Boa Vista. No local, funcionava o edifício do Erário Régio. Na época da construção, o órgão era chamado Palácio Provincial, e só viria a se tornar do Estado após a República.
A primeira reforma veio em 1859, para hospedar o imperador Dom Pedro II, a imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias e suas filhas. Naquele ano, veio o nome de Campo das Princesas para o jardim onde as princesas brincavam, posteriormente estendido ao Palácio. Entre 1920 e 1922, o local foi amplamente reformado, com a construção de um novo pavimento. Naquela década, a obra ainda seria remodelada, redecorada e mobiliada. Até 1986, os governadores moravam com as famílias no Palácio, tradição que foi quebrada na segunda gestão de Miguel Arraes.
A primeira reforma veio em 1859, para hospedar o imperador Dom Pedro II, a imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias e suas filhas. Naquele ano, veio o nome de Campo das Princesas para o jardim onde as princesas brincavam, posteriormente estendido ao Palácio. Entre 1920 e 1922, o local foi amplamente reformado, com a construção de um novo pavimento. Naquela década, a obra ainda seria remodelada, redecorada e mobiliada. Até 1986, os governadores moravam com as famílias no Palácio, tradição que foi quebrada na segunda gestão de Miguel Arraes.
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