Santa vence bem na estréia do Estadual
Depois de um primeiro tempo em que encontrou dificuldades para superar o Vitória, no Carneirão, o Santa Cruz encontrou espaços para tocar a bola no segundo tempo, criou várias chances de gols e saiu de campo comemorando uma boa vitória por 3x0, na estréia do Campeonato Pernambucano 2011.
O Santa Cruz entrou em campo no esquema 4-4-2. A novidade foi a presença do meia Diego Biro, que entrou no lugar de Mário Lúcio, que não foi regularizado em tempo para o jogo. O time coral buscou o ataque desde o início da partida, mas encontrou dificuldades para tocar a bola e fugir da marcação do adversário.
Aos 20 minutos, o técnico Zé Teodoro foi obrigado a mudar a equipe. Landú deixou o gramado contundido e foi substituído por Renatinho. O time do Santa Cruz ganhou velocidade e passou a pressionar o Vitória.
Nos minutos finais, o Santa Cruz cresceu mais e conseguiu abrir o placar. O goleiro Jaílson derrubou Diego Biro na área e o árbitro assinalou pênalti. No lance, o goleiro do Vitória foi expulso. O reserva Ivan entrou e não conseguiu defender a cobrança do zagueiro Thiago Matias.
Na segunda etapa, o Santa Cruz teve mais espaço para trabalhar a bola e, com calma, o time dominou o jogo e foi criando as jogadas ofensivas. Logo aos cinco minutos, Laécio tabelou com Diego Biro e fuzilou o goleiro, fazendo 2x0.
O Santa Cruz continuou com fome de vitória e Renatinho, que entrou bem na partida, marcou o terceiro, aproveitando o rebote do goleiro e sacramentando a vitória do Tricolor
O repórter Marcos Leandro, do Jornal do Commercio, ligou para o Blog para relatar que o estádio Carneirão, em Vitória de Santo Antão, onde o Santa Cruz venceu o Vitória, por 3x0, estava de fato lotadinho, lotadinho. Mas um fato estava deixando o presidente do Vitória, Paulo Roberto, chateado.
O presidente do Tricolor das Tabocas apreendeu cerca de 50 ingressos falsos. "Isso é um absurdo, pois prejudicou muito a nossa renda. ", declarou Paulo Roberto, que lamentou o pouco número de policiais no estádio.
O Sport não fez uma boa partida, mas venceu o América-PE na estréia do Campeonato Pernambucano 2011, em partida marcada por erros de arbitragem — com Claudio Mercante no apito — em lances decisivos.
O gol leonino foi marcado por Carlinhos Bala, aos 4 minutos do primeiro tempo, após cobrança de falta rápida, feita mais de cinco metros à frente de onde ela foi cometida; além disso, o atacante estava em posição duvidosa quanto a impedimento. Ainda no primeiro tempo, o atacante Douglas, do América, saltou e cabeceou no ângulo de Magrão, mas o árbitro marcou falta do jogador em André Leone, que a reportagem não viu do ângulo de visão em que se encontrava.
Tendo começado a preparação para o Estadual há apenas 10 dias, a equipe rubro-negra teve dificuldades diante de um Mequinha que entrou voando na parte física e mostrando bom toque de bola. Mas, logo no início, em lance confuso, o Rubro-negro saiu na frente. O atacante Ciro sofreu falta no círculo central, e a bola seguiu em frente até Carlinhos Bala, que parou, bateu para Ciro e avançou para receber nas costas do zagueiro; o atacante saiu na cara do gol e chutou forte, cruzado, sem chances para o goleiro Gleibson. O América-PE reclamou muito do lance e, na discussão, o volante Givaldo acabou sendo expulso.
A vantagem no placar obrigou o América a sair mais para o jogo desde o início, mesmo com um a menos. E foi o que o Mequinha — em seu retorno à primeira divisão estadual após 15 anos — fez. O time se movimentou bastante, com destaque para o armador Lúcio, criador de boas jogadas.
O Sport também atacava. Depois de Elton ser desarmado quase dentro da pequena área aos 12 minutos, o Leão conseguiu balançar as redes, mas não valeu. Em posição de impedimento, André Astorga completou para as redes uma bola que havia sido defendida por Gleibson após desvio de Germano de cabeça.
Aos 35 minutos, foi a vez do América-PE ter um gol invalidado. Nova polêmica. O atacante Douglas saltou atrás de André Astorga cabeceou para o gol. A arbitragem marcou falta, e Douglas reclamou muito, afirmando não ter feito infração.
Ainda no primeiro tempo, pelo Leão, Élton chutou na rede pelo lado de fora, e Lúcio, pelo Mequinha, chutou por cima do travessão.
SEGUNDO TEMPO
O técnico Geninho sacou o zagueiro André Leone e pôs o volante Jó no reinício do jogo, com o intuito de adiantar a marcação da equipe, que estava dando espaços para o América no meio de campo.
O time foi esfriando aos poucos o fogo do América e marcou um segundo gol anulado, na marca de 11 minutos. André Astorga desviou para as redes uma bola cruzada, mas estava impedido.
Aos 17, Carlinhos Bala recebeu grande passe na área, foi desequilibrado numa tentativa de desarme e viu o goleiro Gleibson sair aos seus pés e salvar. Se caísse, o árbitro poderia ter marcado pênalti.
Após muito tempo sem chegar com perigo, o América encontrou fôlego para, aos 31 minutos, imprimir uma boa seqüência ofensiva. Em um contra-ataque, passou um minuto rondando a área leonina, a bola atravessou a pequena área, mas a finalização foi travada.
No finzinho do jogo, o América estava totalmente aberto, e o Sport teve três boas chances de ampliar a vantagem, com Élvis — que entrou na vaga de Élton — Carlinhos Bala e Ciro. Sem sucesso. Mas a vitória foi garantida.
Apesar de deixar a desejar na estréia, o Sport evidentemente vai crescer com o melhor condicionamento físico que irá adquirindo aos poucos. O próximo jogo do Sport será contra o Petrolina, no domingo (16), às 16h, no Paulo Coelho, em Petrolina. No mesmo dia e horário, o América enfrenta o Porto, no Carneirão, em Vitória de Santo Antão.
Náutico quebra tabu com 3x0 no Petrolina
O tabu virou fumaça em grande estilo. Com um bom aproveitamento de Geílson, o Náutico quebrou a escrita de quatro estréias seguidas sem vencer no Campeonato Pernambucano, e fez 3x0 no Petrolina, nesta quinta-feira (13), nos Aflitos. O time alvirrubro mostrou um bom nível de preparação física e soube controlar o jogo em praticamente todo tempo, o que fez da vitória não ter qualquer tipo de contestação.
O Náutico mostrou as virtudes e defeitos de um time em início de temporada desde os primeiros minutos. Entenda-se por isso muita disposição e falta de coordenação em algumas jogadas. E o Petrolina, apesar de ter tido mais tempo para preparar sua equipe, não mostrou competência para assustar, ao menos nos primeiros 25 minutos de partida.
O problema foi que os donos da casa abriram mão de utilizar seu meio-de-campo e escolheram os laterais para desafogar o jogo, principalmente Jeff Silva pelo lado esquerdo. Mas o primeiro grande lance saiu na bola parada. Rogério foi lançado por Geílson e foi derrubado. Éverton Luiz soltou uma bomba na cobrança da falta, que Romero conseguiu defender no susto.
A partir dos 25 minutos, o Petrolina conseguiu encaixar melhor a marcação. Com isso, o jogo ficou mais preso no meio. Mas se por um lado anulou o timbu, a equipe visitante não conseguia criar. Geílson ainda teve uma boa chance num cabeceio. Estava livre, mas mandou para fora.
Após os 30 minutos, os sertanejos conseguiram chegar um pouco mais no campo timbu, mas sem dar sustos no goleiro Douglas. No equilíbrio e com poucas chances concretas de gol, o Náutico saiu na frente numa jogada ensaiada. Após cobrança de falta, Jeff Silva acionou Flávio, que cruzou na medida para Walter, do segundo pau, cabecear sem chance para Romero. Apenas três minutos depois, Robertinho cruzou e Juninho, por muito pouco, não devolveu na mesma moeda. A bola passou raspando a trave direita.
O segundo tempo começou com bem menos agonia para o time mandante. Logo aos quatro minutos, o volante Fábio cortou um lançamento com o braço e Niélson Nogueira não titubeou na hora de apontar a marca da cal. Geílson foi para a cobrança e bateu firme, no canto direito.
O Petrolina trocou seus dois atacantes. Fernando e Nego Pai deram lugar a Rogério e Jackson. Mas o ataque que funcionou foi o do Náutico. Aos nove, Éverton rolou na pequena área e Geílson apenas escorou para o canto. Com três gols de vantagem, o Náutico pôde administrar melhor o ritmo e até se poupar.
Os jogadores mostraram-se menos afobados na troca de passes, o que deixou o time com mais posse de bola e evitou qualquer perspectiva de reação do Petrolina. Não seria exagero dizer que a partida, a partir daí, arrastou-se até o final. Algo esperado e inteligente por parte do Náutico.
A mesmice foi quebrada num lance de bola parada do Petrolina. Alemão bateu falta no canto e Douglas mostrou que, apesar de ter apenas assistido boa parte do segundo tempo, estava atento para defender, aos 34 minutos. Aos 42 minutos, Peter e Caiçara tramaram boa jogada e o primeiro acertou o travessão.
Ficha do jogo:
Náutico: Douglas; Flávio, Walter, Éverton Luiz e Jeff Silva; Nílson, Éverton, Élton e Thiago Lima (Peter).; Geílson (Daniel Caiçara) e Rogério (Emanuel). Técnico: Roberto Fernandes.
Petrolina: Romero; Nau, Demir, Lau e Thiago; Fábio, Juninho, Abuda (Alemão) e Robertinho; Fernando (Rogério) e Nego Pai (Jakcson). Técnico: Neco.
Local: Aflitos. Árbitro: Niélson Nogueira. Assistentes: Ubirajara Ferraz e Alcides Lira. Gols: Walter, aos 37 do primeiro tempo. Geílson, aos cinco e nove do segundo. Cartões amarelos: Éverton, Jeff Silva, Élton, Juninho, Fábio e Demir. Público: 9.579. Renda: R$ 102.020.
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