Da
Folha de Pernambuco
Milhares
de católicos devem participar, no próximo domingo, da Caminhada Sim à Vida,
realizada há seis anos pela Arquidiocese de Olinda e Recife. A manifestação pretende
denunciar as práticas que ameaçam a existência do ser, desde a sua concepção
até o seu fim natural. O evento vai acontecer na avenida Boa Viagem, na Zona
Sul do Recife.
A
caminhada, que pela primeira vez tem caráter estadual, vai contar com a participação
de delegações vindas de Nazaré, Petrolina, Caruaru, Garanhuns, Floresta,
Palmares, Afogados da Ingazeira, Pesqueira e Salgueiro, além de bispos das 109
paróquias ligadas à Arquidiocese. Entre as bandeiras levantadas, estão o
combate à legalização do aborto, mesmo o de fetos anencéfalos, e a
conscientização sobre o uso de drogas. “Legalizar o aborto de fetos
erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais é descartar um ser humano
frágil e indefeso”, comenta o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando
Saburido.
PROJETO
Na
próxima terça-feira, dom Fernando Saburido irá apresentar o projeto de
construção da Fazenda da Esperança da Região Metropolitana do Recife a
empresários. O objetivo é conseguir apoio para a iniciativa, que pretende
contribuir na recuperação de dependentes de drogas.
3 comentários:
ARCEBISPO DE OLINDA E RECIFE ADERE A MAIS UMA PAUTA DA AGENDA GLOBALISTA E, PASME, COM APROVAÇÃO “NEOECLESIAL”
Marcos Paulo
“Havendo perigo próximo para a fé, os prelados devem ser argüidos, até mesmo publicamente, pelos súditos”. (Sum. Teol.II-II.ª,XXXIII,IV,a.d.2)
Dom Saburido não para de nos surpreender. E, o faz com regularidade solar. Passemos em revista alguns dos seus “portentos”, não em ordem cronológica necessariamente.
Após uma infeliz declaração de independência da “ciência” frente à Santa Igreja Católica em questões da vida:
A Igreja defende que o aborto deve ser evitado. Mas é claro que tem que ver as condições médicas. Se existe um risco muito grande, há um consenso nesse sentido, então é algo a se considerar ”(http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/04/10/urbana8_1.asp);
Após mobilizar o clero diocesano que comanda contra a dengue: “Arquidiocese renova parceria no combate à Dengue ”;
Após a capitulação diante da “gaystapo”, pois, nada fez contra a catilinária da ideologia gay em pleno território Católico, apologia da cultura gay na UNICAP , mesmo com idas e vindas de católicos zelosos ao Palácio Episcopal, pedindo sua intervenção ;
Após participar da “Marcha contra a corrupção” (como é dado às marchas e movimentos este Bispo): "o evangelho é libertador e está para os homens " (esse discurso é Teologia da Libertação em estado puro!);
Após participar da marcha “Grito dos excluídos”, juntamente com abortistas, petistas (desculpem o pleonasmo), comunistas...;
Após cantar loas a um dos mais ferozes inimigos da Santa Igreja que é a Maçonaria , Dom Saburido adere agora ao famigerado movimento pela defesa dos animais (?);
A proposta é ridícula em si mesma. Já o fato de discutir isto já depõe contra os contendores, mas, como estamos no tempo do ridículo mesmo, vamos lá.
Eis o novo prodígio, em excertos :
Integrantes do Pacto Pela Vida Animal, formado pela delegacia do meio ambiente e por ONG's que lutam contra os maus-tratos aos animais, se reuniram nesta quinta-feira (16) com o arcebisto de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, na Cúria Metropolitana da Igreja Católica, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife.
E continua:
Para que isso aconteça, o grupo precisa reunir 64, 634 mil assinaturas de pessoas que apoiem a causa, o que corresponde a 1% do eleitorado pernambucano. Trinta mil delas já foram recolhidas.
[...]Em resposta à solicitação dos integrantes do Pacto, Dom Fernando Saburido disse que vai reunir todo o clero na próxima terça-feira (21), repassar estas informações aos padres e pedir o apoio deles para a divulgação nas igrejas da diocese.
O link para o site desta estrovenga é este aqui: http://www.pactopelavidaanimal.com.br/. Vão lá e vejam o que estes iluminados pregam.
Não resisto e copio um trechinho do que eles chamam de “documento de trabalho”:
Isto quer dizer, que a proteção e o bem-estar dos animais é um princípio tão importante, como garantir a proteção social, respeitar a diversidade e combater a discriminação, reconhecer a igualdade de gênero, proteger a vida e a saúde humana, impulsionar o desenvolvimento sustentável e proteger os vulneráveis.
Não grifei nada acima, pois tudo acima seria grifado. Chamo a atenção para o léxico utilizado. Está tudo lá. Toda a agenda, tudo bem engendrado. Os dentes da catraca estão todos bem posicionados e azeitados. Temos diversidade, igualdade de gênero, ecoterrorismo, gaystapismo, e, “proteger a vida e saúde humana”. Quer apostar que na linguagem deles isto significa abortismo?
Pois bem, um Bispo da Santa Igreja, Dom Saburido, comprometeu-se mobilizar os parócos para arregimentarem votos para esta empreitada ilógica e ideológica.
Façamos o inverso, procuremos estas entidades, que o jornal chama de Ong’s simplesmente, sem declinar os nomes, e peçamos apoio para campanhas contra o aborto e vejamos se haverá esta solicitude. Aposto um churrasco que não!
Ficam as perguntas:
a) Desconhecerá Dom Saburido que estas suas atitudes só fazem minar a igreja que ele jurou morrer por ela?;
b) Ignora que suas ações listadas supra, todas elas, são pautadas pela agenda globalista?;
c) Que nesse caso a idéia aí, defesa dos animais, não é defesa alguma das bestas como criaturas de Deus, mas sim a inversão ontológica da escala valórica do ser?
d) Ignora, por acaso, Dom Saburido que abortismo, gaysismo, igualdade de gênero, direitos animais são premissas de um mesmo silogismo?;
e) Que isto não pode ser atribuído ao que o professor Olavo de Carvalho nomina de “Teoria da Mera Coincidência”?
É claro que um Bispo não é obrigado a saber de tudo, porém, não pode é não saber de nada. Como defensor mor da Igreja deve saber quem são os inimigos a combater e as armas por eles utilizadas. Para que existem, por exemplo, os consultores do Bispo. Seus padres.
Pois bem, o que o referido Bispo fez tem a chancela papal. Vamos aos fatos e as fontes.
Vejam lá no novo Catecismo, mais conhecido como o amarelo, das questões 2415 a 2416. Ao término de uma redação até então condizente com o magistério não corrompido pelo liberalismo, temos a “pérola”: “Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas”.
Esperar o que de um Catecismo redigido com a clave da ambigüidade?
Amor aos animais? Amor com moderação? Comentar o quê, não é mesmo? Pelo que se lê na Sagrada Escritura, o pai Adão rejeitou as bestas por companhia. Pediu Eva a Deus. Uma redação destas e Bento XVI ainda nos fala de hermenêutica da continuidade? Só se for a continuidade no erro.
predisse Murphy.
No Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, do amarelo, lemos um upgrade(?), do sétimo mandamento:
506. O que prescreve o sétimo mandamento?
O sétimo mandamento prescreve o respeito dos bens alheios, mediante a prática da justiça e da caridade, da temperança e da solidariedade. Em particular, exige o respeito das promessas e dos contractos estipulados; a reparação da injustiça cometida e a restituição do mal feito; o respeito pela integridade da criação mediante o uso prudente e moderado dos recursos minerais, vegetais e animais que há no universo, com especial atenção para com as espécies ameaçadas de extinção.
507. Como é que o homem se deve comportar com os animais?
O homem deve tratar os animais, criaturas de Deus, com benevolência, evitando quer o amor excessivo para com eles, quer o seu uso indiscriminado, sobretudo para experimentações científicas efectuadas para lá dos limites razoáveis e com sofrimentos inúteis para os próprios animais. [...]
Não, o redator acima não foi Peter Singer, o filodoxo de Princeton, mas poderia ter sido. Um dos redatores foi o então Cardeal Ratzinger. Podemos ler ali que podemos amar as bestas, mas com moderação. É espantoso!
Leiamos agora, uma explicação do mesmo mandamento na pena de São Pio X, no Catecismo escrito por este, nominado “Catecismo Maior de São Pio X”:
431) Que nos proíbe o sétimo Mandamento: não furtar? O sétimo Mandamento: não furtar, proíbe tirar ou reter injustamente as coisas alheias, e causar dano ao próximo nos seus bens de qualquer outro modo.
432) Que quer dizer furtar? Furtar quer dizer: tirar injustamente as coisas alheias contra a vontade do dono, quando ele tem toda a razão e todo o direito de não querer ser privado do que lhe pertence.
433) Por que se proíbe o furtar? Porque se peca contra a justiça, e se faz injúria ao próximo, tirando e retendo, contra o seu direito e contra a sua vontade, o que lhe pertence.
434) Que são as coisas alheias? São todas as coisas que pertencem ao próximo, das quais tem a propriedade ou o uso, ou simplesmente as tem em depósito
Que diferença. Não adianta procurar amigo, não há ai “animais em extinção”, nem “amor moderado” para com as bestas. O que há, é a verdadeira tradução do sétimo mandamento como quis o Logos Divino. Não há invencionices, modernidades e liberalismos.
E não se venha falar de são Francisco de Assis, coisa alguma, e sua oração da “irmã lua”, “irmão sol”..., o que houve, nesse caso, foi uma tradução equivocada, fazendo crer que este grande santo era panteísta.
Voltemos a Dom Saburido. Dom Saburido é ambíguo como os documentos do Concílio Vaticano II e seguintes. No caso do Bispo não poderia dizer se a vacilação e vocabulário escorregadios são propositais ou não, como os são nos documentos conciliares.
Não quero fazer ilações que me imantem ao pecado, mas é muito difícil compreender como um Bispo tão solícito a campanhas seculares, que nada tem a ver com sua missão de pastor, muitas delas contrárias mesmo ao seu telos, seu múnus apostólico, não consiga enxergar que, se há uma “categoria” ameaçada, assassinada, caçada em todo o mundo, quase em extinção mesmo é a dos Católicos Apostólicos Romanos. Justamente aqueles contrários às idéias e ações que vem sendo implementadas por Dom Saburido. “Erguei-vos, Senhor, e julgai vossa própria causa”.
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