Já estão custodiados na carceragem da 1ª Delegacia
Territorial dos Barris, em Salvador (BA), quatro acusados de estelionato, que
recrutavam idosos de outros estados para atuarem como laranjas na compra e
venda fraudulentas de terrenos, imóveis e veículos.
O grupo foi preso na segunda-feira (29) mas a apresentação
ocorreu nesta terça. Entre os detidos está o cadeirante baiano Jailton Jesus
Andrade, de 50 anos, que trabalhou como despachante no Detran-BA é apontado
como líder da quadrilha.
Também foram presos o gaúcho Luis Eduardo Schreinert, de 48
anos, o cearense Francisco Bibiano Correia Sampaio, 64, e o paulista Antônio
Gato, 73. Os quatro eram especializados em forjar documentos falsos.
Os investigadores começaram a desarticular o grupo depois
que outra líder, Valdete Costa de Oliveira, também conhecida como Amanda, foi
presa no dia 22 de abril. Ao tomar conhecimento da prisão da acusada, uma das
vítimas do golpe entrou em contato com os demais integrantes da quadrilha para
tentar negociar a devolução do veículo adquirido.
A compradora do automóvel avisou a polícia sobre o encontro,
que aguardou a chegada do trio e efetuou a prisão em flagrante. Em depoimento,
a mulher disse que não sabia que estava sendo vítima de um golpe. Os bens
adquiridos pelos quatro estelionatários eram revendidos a preços abaixo do
mercado.
"Desta vez, o dinheiro obtido com a venda do carro,
seria usado para pagar os advogados dos comparsas presos, na semana
passada", detalhou a delegada titular da 1ªDT/Barris, Fernanda Porfírio.
Já o cadeirante foi flagrado pelos policiais em um
apartamento na Barra, onde residia já há algum tempo, cujo endereço fora
fornecido pelos três presos. O imóvel era utilizado para hospedar os idosos
trazidos de outros estados. Jailton Andrade era o responsável por falsificar os
documentos usados nos golpes.
Foram apreendidas com o grupo centenas de cédulas de
identidade, carteiras de habilitação, cartões de créditos, cheques e cédulas de
identidade em branco, de vários estados, além de impressoras, notebooks e uma
máquina plastificadora de cartões.
Os acusados revelaram à polícia que as cédulas de identidade
eram adquiridas em Brasília por R$ 100 cada. "Em Salvador, os documentos
recebiam fotos para serem usados nos golpes", explicou a delegada,
acrescentando que cada um dos acusados tinha pelo menos dois RGs com nomes
diferentes.
Os quatro foram autuados em flagrante por uso de documentos
falsos, falsificação de documento público e formação de quadrilha. Todos já
tinham passagens pela polícia de vários estados por tráfico, roubo, receptação,
estelionato e crime ambiental.
Do NE10 Bahia

Um comentário:
é brindadeira
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