quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Abate e venda de carne de cavalo e jumento em Pernambuco é caso antigo


Sempre que é divulgada a notícia de apreensão de carne de cavalo ou jumento que seria vendida para o consumo humano o espanto é geral. Apesar disso, tanto o abate como a comercialização desse tipo de alimento é uma prática antiga em Pernambuco. 

De acordo com a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro), esse tipo de problema acontece com mais frequência em Limoeiro, no Agreste, onde foi apreendida 1,3 tonelada na última terça-feira e está a maioria dos abatedouros clandestinos, e em Afogados, no Recife, onde foram encontrados os últimos pontos de venda desse tipo de produto.

A gerente geral da Adagro, Erivânia Camelo, o abate clandestino de animais é um caso de polícia. Ela dá dicas para o consumidor não ser enganado. “Existem vários pontos, mas o primeiro é o preço. A carne de equino é vendida, em média, por R$ 5 o quilo. É muito abaixo da bovina. Sem falar que a cor é mais avermelhada, tem mais fibra e é dura”, orientou.

Porém, o consumidor, que fica na ponta final do problema, está preocupado na hora de comprar carne. “Procuro fazer a feira em lugares conhecidos”, disse a dona de casa Helena Bezerra, 40 anos. 

Quem também sofre com a divulgação das apreensões dos produtos irregulares são os comerciantes corretos. José Rogério, 39, disse que o movimento no açougue dele caiu 50% depois que os homens presos em Limoeiro, anteontem, informaram que a mercadoria seria revendida em Prazeres. “Estou aqui há 27 anos e posso assegurar que não comercializamos esse tipo de produto”, afirmou.


Folha de Pernambuco

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