Sempre que é divulgada a notícia
de apreensão de carne de cavalo ou jumento que seria vendida para o consumo
humano o espanto é geral. Apesar disso, tanto o abate como a comercialização
desse tipo de alimento é uma prática antiga em Pernambuco.
De acordo com a
Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro), esse tipo de problema
acontece com mais frequência em Limoeiro, no Agreste, onde foi apreendida 1,3
tonelada na última terça-feira e está a maioria dos abatedouros clandestinos, e
em Afogados, no Recife, onde foram encontrados os últimos pontos de venda desse
tipo de produto.
A gerente geral da Adagro,
Erivânia Camelo, o abate clandestino de animais é um caso de polícia. Ela dá
dicas para o consumidor não ser enganado. “Existem vários pontos, mas o
primeiro é o preço. A carne de equino é vendida, em média, por R$ 5 o quilo. É
muito abaixo da bovina. Sem falar que a cor é mais avermelhada, tem mais fibra
e é dura”, orientou.
Porém, o consumidor, que fica na
ponta final do problema, está preocupado na hora de comprar carne. “Procuro
fazer a feira em lugares conhecidos”, disse a dona de casa Helena Bezerra, 40
anos.
Quem também sofre com a divulgação das apreensões dos produtos
irregulares são os comerciantes corretos. José Rogério, 39, disse que o
movimento no açougue dele caiu 50% depois que os homens presos em Limoeiro,
anteontem, informaram que a mercadoria seria revendida em Prazeres. “Estou aqui
há 27 anos e posso assegurar que não comercializamos esse tipo de produto”,
afirmou.
Folha de Pernambuco

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