AÉCIO É MAIS COMPETITIVO - O PSDB não tem que ficar inventando
candidaturas para 2018. O candidato mais competitivo no partido ainda é o
senador Aécio Neves, sem tirar os méritos do governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin. Dentre todos os tucanos foi Aécio que ameaçou tirar o PT do poder, dividindo
o Brasil ao meio.
Novo, talentoso, preparado e com
uma resistência dialética impressionante, Aécio só não ganhou de Dilma porque
pecou em Minas, sua principal base, logo no primeiro turno ao tentar
ressuscitar uma múmia para governador, no caso o ex-ministro Pimenta da Veiga.
Alguém pode argumentar que
Eduardo Campos também tirou nomes do bolso do colete. É verdade, mas tem um
diferencial: nem Geraldo Júlio, prefeito do Recife, nem Paulo Câmara,
governador eleito, representam uma volta ao passado, São inovações, fichas
limpas, diferentes de Pimenta.
Mesmo bombardeado por acusações
no chamado mensalão mineiro, Pimenta foi mantido no jogo, em nenhum momento
Aécio admitiu substitui-lo, ou seja, subestimou a Inteligência mineira. E deu
no que deu! Com a eleição de Fernando Pimentel, o PT sedimentou as bases para a
vitória de Dilma.
Aécio, entretanto, ainda é maior
do que Alckmin para 2018. O governador de São Paulo, que já enfrentou Lula e
provocou um segundo turno na disputa presidencial, passou a ter seu nome
ventilado na disputa presidencial daqui a quatro anos pela sua fantástica
reeleição.
Bateu o PT e todos os
concorrentes no primeiro turno, apesar da seca, fenômeno novo em São Paulo e
que chegou a ser nacionalizado por Dilma nos dois últimos debates com Aécio.
Alckmin, entretanto, é um famoso picolé de chuchu, pode encantar São Paulo, mas
está longe de ter o charme e o carisma de Aécio, predicados que somam e muito
numa disputa presidencial.
EQUIPE– Com a volta ao batente esta semana, depois de prestigiar em
Roma a apresentação da orquestra cidadã dos Meninos do Coque para o Papa, o
governador eleito Paulo Câmara (PSB) começa a montar o seu secretariado, que já
tem alguns nomes certos, como José Francisco Neto, seu curinga, que tanto pode
ir para a Fazenda quanto para a Casa Civil.
TURBULÊNCIAS NA ALEPE
A maior dor de cabeça do governador eleito
será a escolha da nova mesa diretora da Assembleia Legislativa. Guilherme
Uchoa, atual presidente, sonha com o quinto mandato e já está em plena
articulação. Para rifá-lo, Câmara tem um argumento básico: o cargo vai ser
ocupado pelo critério da proporcionalidade, cabendo ao PSB.
ESTILO DILMA – Integrantes da base, falando sobre a reforma
ministerial, dizem que é preciso aprender com a experiência. Toda vez que
empurram um nome que não agrada à presidente, ela até nomeia, mas põe um
executivo para ficar de babá do titular, segundo revela de Brasília o
companheiro Ilimar Franco, de O Globo.
CURTAS
JANTAR– O vice-presidente Michel Temer promove jantar de
confraternização com os senadores e os deputados do PMDB, amanhã, em Brasília,
no Palácio Jaburu. Quer afinar o discurso para indicação de cargos e as
eleições para o Senado e Câmara.
NA PETROBRAS – O governador da Bahia, Jaques Wagner, é o nome
preferido do PT para presidir a Petrobras no atual momento de crise, segundo
informa o jornal Valor Econômico em reportagem publicada no último fim de
semana.
PERGUNTAR NÃO OFENDE: Qual vai ser o legado de João Lyra?
'O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios,
até o ímpio para o dia do mal'. (Provérbios 16-4)
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