PT NO MATO SEM CACHORRO - Chegam informações de Brasília, através
da coluna do sempre bem informado Ilimar Franco, de O Globo, que o PT
pernambucano não se sentirá contemplado em termos de Nordeste com a ida do
governador baiano Jacques Vagner, em reta final de mandato, para o primeiro
escalão de Dilma.
E que brigará pelo seu quinhão.
Com razão! Afinal, a política se traduz essencialmente na permanente luta pela
conquista do poder. O problema, entretanto, é que o partido saiu aniquilado das
urnas. Perdeu a eleição para governador, aliado com Armando, e não emplacou
João Paulo senador.
No rastro do insucesso na eleição
majoritária veio o pior: não elegeu um único deputado federal, cenário que
cria, naturalmente, dificuldades para cantar de galo no terreiro de Dilma,
exigindo cargos. O PT estadual está no seu papel de berrar. Quem não chora, não
mama, já diz o ditado popular.
Mas o grande entrave do PT em
Pernambuco passa pela qualificação dos seus quadros. Humberto Costa já foi
ministro e não se saiu bem. O deputado Pedro Eugênio, antes de eleito, passou
por uma diretoria do Banco do Nordeste, e não teria cacife para emplacar um
Ministério.
Fernando Ferro é do setor
elétrico, mas não tem perfil de ministro. Quem restaria? Fala-se em Mozart
Sales, ex-coordenador nacional do programa Mais Médicos. Candidato a deputado
federal, Sales teve uma expressiva votação: 73.967 votos. Atirou na trave, mas
não fez o gol.
No Ministério da Saúde, porém,
desempenhou muito bem o seu papel e ganhou a confiança da presidente Dilma.
Mozart não é da corrente de Humberto nem da de João Paulo. Suas ligações com o
PT passam longe de Pernambuco, têm raízes com o ex-ministro Alexandre Padilha
(Saúde).
Que, por sinal, está enfraquecido
por ter pedido a eleição para governador de São Paulo. Uma eventual ascensão de
Mozart ao Ministério de Dilma criaria mais cisão no PT pernambucano, porque não
agradaria a corrente majoritária de Humberto, por um lado, nem a João Paulo,
por outro.
ANÚNCIO – O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ligou,
ontem, para o senador Armando Monteiro Neto (PTB) para confirmar que seu nome
será oficializado, hoje, para a pasta de Desenvolvimento Econômico. Já Katia
Abreu, também confirmada para o Ministério da Agricultura, só deve ter seu nome
anunciado na próxima quinta-feira. Ao fatiar o anuncio da equipe, Dilma vai
criando, na prática, uma agenda positiva.
A GRANDE FAMÍLIA – Nem Fernando Filho, reeleito deputado federal,
nem Miguel Coelho, eleito deputado estadual. Para prefeito de Petrolina nas
eleições de 2016, o senador eleito Fernando Bezerra Coelho já está preparando a
candidatura de outro herdeiro: Pedro Coelho. É o que corre nos bastidores da
política na terra do maior grupo político do Sertão.
ENTRE TRÊS PASTAS – O que se diz em Brasília é que o ex-governador
da Bahia, Jacques Wagner, é nome certo na equipe de Dilma. Tanto pode ir para o
Ministério das Cidades quanto o de Comunicações ou até Saúde. Para ficar em
forma, Wagner relaxa com a mulher, por uma semana, no Kurotel, tradicional
centro médico e spa de Gramado (RS).
SERTANEJO REVOLUCIONÁRIO – Do prefeito de Serra Talhada, Luciano
Duque (PT), ao lamentar a morte do empresário sertanejo e militante histórico
do antigo MDB Antônio Godoy: “Homem combativo, de consciência política apurada.
Foi com ele que aprendi, ainda em plena ditadura, a combater o bom combate.
Era, verdadeiramente, um revolucionário firme e convicto”.
PSDB SEM LIDERANÇA – Morto em março deste ano, aos 66 anos, o
ex-deputado Sérgio Guerra faz muita falta ao PSDB. Foi sob o seu comando que o
partido teve a maior representatividade na Assembleia (seis deputados) e o
maior número de prefeitos eleitos (26). Mais do que isso, Guerra era uma
liderança nacional respeitada. Hoje, o partido é um barco à deriva nas mãos de
Bruno Araújo (foto).
CURTAS
SUPLENTES – O governador eleito Paulo Câmara agiliza a escolha do
secretariado ao longo desta semana. Já estaria certa a convocação de pelo menos
três federais, para abrir vagas aos suplentes Augusto Coutinho (DEM), Fernando
Monteiro (PP) e Cadoca (PCdoB), nesta ordem.
VAI DE UCHOA – Quanto aos deputados estaduais, Câmara quer
resolver, primeiro, a pendenga da eleição da mesa diretora da Assembleia. Está
inclinado a apoiar o quinto mandato de Guilherme Uchôa na presidência se a Casa
aprovar nova mudança na Constituição.
PERGUNTAR NÃO OFENDE: Quantos secretários Geraldo Júlio vai mudar
em consequência da equipe de Paulo Câmara?
'A mulher graciosa guarda a honra como os violentos guardam as riquezas'.
(Provérbios 11-16)



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