NÃO É BOATO, MAS
FATO - Na primeira reunião ministerial do ano, a presidente Dilma
pediu aos seus auxiliares forte disposição e boa resistência dialética para
travarem a batalha da comunicação. “Reajam a boatos, levem a posição do Governo
à opinião pública”, bradou, para acrescentar: “Não podemos permitir que a falsa
versão se alastre”.
Dilma se referia, especificamente, ao noticiário de que o
Governo vai acabar com conquistas históricas dos trabalhadores. Em relação a
isso, afirmou: “Respondam em alto e bom som: não é verdade, os benefícios são
intocáveis”. A presidente fez reclamações ainda à mobilidade urbana.
“Quando houver críticas sobre a mobilidade urbana, os
ministros devem ser lembrados do investimento de R$ 143 bilhões em 118
municípios”, afirmou. Sobre outro tema atual, a crise hídrica associada à
energética, disse que desde o seu início o Governo está apoiando “e estará
apoiando de todas as formas as demandas dos governos estaduais”.
A questão do governo não é de comunicação, mas de perda de
credibilidade. As medidas econômicas do pacote do ministro Levy (Fazenda)
contrariam o discurso de Dilma na campanha, que garantiu que os juros não
cresceriam, que não haveria aumento dos combustíveis e que seriam mantidas as
regras para o financiamento da casa própria.
Dilma diz que é boato as mudanças no seguro-desemprego, mas
foi o Governo que enviou ao Congresso uma MP tratando do assunto. A proposta
está no Congresso e contem regras mais rígidas para reduzir o valor do
pagamento de benefícios como pensão por morte, auxílio doença,
seguro-desemprego, seguro defeso e abono salarial.
As mudanças foram anunciadas pelo Governo com o objetivo de
fazer uma economia de R$ 18 bilhões por ano. É verdade que não devem atingir as
pessoas que já recebem esses benefícios, mas devem ser aplicadas para os
futuros beneficiários, tanto do setor público quanto do INSS. Não se trata,
portanto, de falsa versão.
PRECEDENTE– Em uma viagem de Michel Temer a Santos em 2013,
a FAB não autorizou que o vice-presidente fosse de jato e indicou um
turboélice, que freia melhor no pouso. Não permitiu que pousasse na Base Aérea
de Santos, onde Eduardo Campos sofreu um acidente, por não considerá-la segura.
Temer pousou em Guarujá, e foi de carro até à cidade, segundo informa de
Brasília o companheiro Ilimar Santos.
TAMANDUÁ SERTANEJO - Embora tenham trocado um abraço de
tamanduá, o secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, e o prefeito de
Serra Talhada, Luciano Duque (PT), falaram português claro no primeiro
encontro, ontem, para tratar de assuntos de interesse no município em que
disputaram a Prefeitura em 2012 numa campanha extremamente radicalizada.
Enfim, as obras – O empresário Paulo Sergio, da Esse
Engenharia, garantiu, ontem, que em 20 dias começam de fato as obras de
pavimentação da restauração da PE-292, que liga o distrito de Albuquerquené a
Afogados da Ingazeira. A retomada do projeto foi o primeiro ato assinado pelo
governador Paulo Câmara, no último dia 3.
Sem números– Candidato do PSB à Presidência da Câmara dos
Deputados, o deputado mineiro Júlio Delgado escondeu o jogo, ontem, ao
apresentar um balanço da sua campanha. Em nenhum momento quis falar sobre números,
ao contrário do petista Arlindo Chinaglia, que diz ter 180 votos, e Eduardo
Cunha, que fala em mais de 230.
PE. EM PRIMEIRO LUGAR – O secretário de Desenvolvimento, Thiago Norões, saiu satisfeito da conversa com o ministro Armando Monteiro, anteontem, em Brasília. Embora tenha sido fechado, sem autorização para imagens, o encontro, segundo Norões, deve render ao Estado boas parcerias. “Pernambuco está acima das questões de natureza política”, diz.
CURTAS
HOSPITAL– O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT),
comemorou a aprovação de uma emenda de bancada, no valor de R$ 150 milhões,
para construção de um hospital regional no município. Hoje, o atual hospital
não tem UTI e casos mais graves são transferidos para Recife.
HABILITADOS– A Agência Nacional de Aviação Civil informou,
por meio de nota, que o piloto Marcos Martins e o copiloto Geral Magela
Barbosa, responsáveis pela aeronave que caiu e matou o ex-governador Eduardo
Campos estavam aptos para pilotar o avião. A tripulação possuía licença e
habilitação válidas no momento do acidente.
PERGUNTAR NÃO OFENDE: Quando a presidente Dilma volta a
conceder entrevista?
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