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Reunião
com representantes do Sintepe durou quatro horas e meia
Ficou para a próxima segunda-feira (4) uma
definição do posicionamento do governo do Estado sobre a greve dos professores.
Após mais de quatro horas de reunião entre diretores do Sindicato dos
Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) e os secretários de
Administração, Milton Coelho, e Educação, Frederico Amâncio, nesta sexta-feira,
não houve acordo entre as partes e os gestores se comprometeram a mandar ofício
dizendo se o governo aceita negociar a pauta da categoria ou não. O documento
deverá chegar pela manhã e será apresentado em assembleia geral, às 14h, no
Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, em Olinda.
“Contando
as três reuniões da semana foram mais de nove horas de conversa, então a
sensação é de que tudo o que podia ser feito fizemos”, declarou o presidente do
Sintepe, Fernando Melo, ao fim do encontro. Na sua opinião, o maior empecilho
para um acordo é a exigência do governo de os professores encerrarem a greve
para o Estado abrir negociação. “É muito difícil acabar a mobilização sem que o
governo apresente alguma proposta financeira concreta, não teremos qualquer
segurança de melhoria”, avalia.
Os
professores estão em greve desde o dia 10 de abril. A principal reivindicação é
o cumprimento da Lei do Piso Salarial (11.738/2008), que garante o reajuste de
13,01% a todos os professores da rede e não apenas aos profissionais com nível
médio (antigo magistério), cerca de 10% da categoria, como o governo definiu
fazer. Com isso, dos 49.816 docentes (23.165 ativos 26.651 inativos), 45.750 ficam
sem aumento e profissionais com dez anos de serviço e licenciatura plena
recebem reajuste de 0,89% .
Na
última assembleia geral, na quinta-feira, a categoria se mostrou disposta a
continua o movimento, mesmo tendo contabilizado 37 mil faltas, descontos de R$
50 a R$ 1.500, um total de 15 professores afastados das escolas de referência e
multa diária de R$ 80 mil. “Não vamos ceder a ameaças. Quem diz quando a greve
acaba somos nós”, afirmou Fernando.
A
queda de braço também ocorre judicialmente. No dia 15 de abril (um dia depois
de o Estado entrar com ação) o desembargador Jovaldo Nunes estabeleceu multa
diária de R$ 30 mil caso a categoria não encerrasse a greve, valor que foi
elevado para R$ 80 mil. “O Sintepe entrou com mandado de segurança no dia 15 e
ação contra a multa no dia 17 e até agora nossos processos não foram julgados,
um tratamento diferenciado”, observou o sindicalista.
Do
Jornal do Comércio
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