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No estado, 7,2% das pessoas afirmam ter sido
vítimas de extorsão ou obrigadas a pagar propina, como mostra Pesquisa Nacional
de Vitimização, do Datafolha
O Rio de Janeiro é líder em corrupção da
Polícia Militar no Brasil, aponta a Pesquisa Nacional de Vitimização, que teve
uma prévia divulgada nesta segunda-feira. Das 8.550 pessoas entrevistadas no
estado, 7,2% (619) afirmaram já ter sido vítimas de extorsão ou tiveram de
pagar propina a algum PM. Acima da média nacional, de 2,6%, ainda estão os
estados de Amapá (5,3%), Pará (5,3%), Rio Grande do Norte (5%), Amazonas
(4,8%), Alagoas (3,8%), Pernambuco (3,6%), Goiás (3,5%) e Mato Grosso (3,1%).
Do total de pessoas que disseram já ter sido
vítima de corrupção policial no Brasil (2.047 pessoas), 30,2% estão no Rio, superando
São Paulo, o estado mais populoso, que tem 18,2% desse tipo de ocorrência,
segundo a pesquisa. A propina nem sempre está relacionada a dinheiro em
espécie. Em novembro do ano passado, um grupo de nove policiais militares foi
preso acusado de corrupção e extorsão. Fazia-se qualquer negócio: eram aceitos
até frangos, queijos e goiabada como pagamento para liberar veículos
irregulares no Posto de Controle de Trânsito Rodoviário 16, em Nova Friburgo,
Região Serrana do Rio.
A Pesquisa Nacional de Vitimização também
destaca a percepção da população em relação aos agentes. Dos entrevistados,
61,3% acreditam que a extorsão é acobertada com a ajuda do silêncio de outros
PMs. “Percebemos que em todos os critérios utilizados, as pessoas consideraram
em sua grande maioria que os policiais fazem vista grossa à desonestidade”,
enfatiza o texto do estudo. O maior índice neste caso foi observado em estados
da região Norte (Amazonas, Pará e Roraima, cujo porcentual ultrapassa os 70%).
