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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Previsão de chuvas intensas para as próximas 48 horas

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
 Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) alerta para a possibilidade de chuvas intensas no leste do Estado nas próximas 48 horas. Também estão previstos picos de maré às 5h41 (2,3m) e 18h13 (2,1m) desta sexta-feira. A Prefeitura do Recife emitiu um comunicado orientando a população que mora nas áreas de morro e propensas a alagamentos a ficar atenta e, em caso de sinal de risco, sair do imóvel e entrar em contato com a Coordenadoria de Defesa Civil do Recife (Codecir).

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura do Recife, para atender à população em caso de necessidade, as equipes da Defesa Civil estão em alerta e quem necessitar pode solicitar atendimento pelo telefone 0800.081.3400, que é gratuito e funcionam 24 horas.

Outra orientação dada pela Codecir é para que a população não ocupe áreas já identificadas como de risco; não façam cortes nas barreiras; não plantem árvores de grande porte e troquem as bananeiras por árvores frutíferas, medicinais e de jardim; não joguem lixo nas barreiras e não façam construções ou reformas antes de consultar a Prefeitura.

domingo, 8 de maio de 2011

Nove municípios decretam calamidade pública em PE

Foto da Internet
O grande volume de chuva que atingiu Pernambuco na última semana provocou diversos danos na região. Entre as 55 cidades atingidas 26 estão em situação de emergência e nove decretaram estado de calamidade pública: Água Preta Barreiros, Catende, Cortês, Jaqueira, Maraial, Palmares, Primavera e Xexéu. Os dados foram divulgados neste domingo (8) pela Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe).

Há 4.953 famílias desabrigadas e outras 10.193 desalojadas. Para atender essas pessoas, foram instalados 227 abrigos públicos. Além disso, o governo de Pernambuco distribuiu 4.410 colchões, 11.186 cestas básicas, 3.050 cestas de pronto consumo, 3.330 cobertores e 40 mil litros de água mineral. Dois óbitos por causa das chuvas foram registrados nos municípios de Camaragibe e Jaqueira.
Fonte: Agência Estado, publicado por Portal NE10,

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Equipes de limpeza retiram mais de 310 toneladas de lama e lixo da região da Tijuca após temporal no Rio


A prefeitura do Rio retirou mais de 310 toneladas de lama e lixo da Praça da Bandeira e da região do bairro da Tijuca, após o temporal que atingiu a cidade na noite de segunda-feira passada (25).

As equipes de emergência da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) trabalham com 310 homens e o apoio de 12 caminhões basculantes, três pás mecânicas, quatro pipas d’água para limpeza das calçadas e asfalto, além de veículos compactadores de detritos.

A operação de limpeza também se concentrou no entorno do Estádio Mário Filho, na Avenida Maracanã e ruas transversais e na Avenida Francisco Bicalho, perto da Rodoviária Novo Rio, onde houve o transbordamento do canal que divide a pista.

A Defesa Civil registrou nas últimas 24h, 373 atendimentos. A maior parte para alagamentos de prédios e residências. Houve também chamados para imóveis com rachaduras, ameaças de desabamento e deslizamentos de barreira.

Os bairros que mais apresentaram problemas foram: Tijuca, Vila Isabel, Praça da Bandeira, Engenho Novo e Rio Comprido.
Fonte: Agência Brasil

domingo, 10 de abril de 2011

Aluno de escola pública cria projeto para evitar deslizamentos de barreiras



Da Redação do pe360graus.com


Uma ideia de um aluno do 3º ano do Ensino Médio de uma escola pública de Camaragibe, na Região Metropolitana, pode ajudar a evitar deslizamentos de barreiras durante o período de chuvas. Ele criou uma calha feita com garrafas pet. O projeto ganhou quatro prêmios na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrasp), realizada pela Universidade de São Paulo, no mês passado.

Foram quase dois anos de pesquisas que levaram o estudante Gabriel Cezar Carneiro dos Santos ao reconhecimento nacional. O estímulo para que o futuro engenheiro transformasse a ideia em realidade veio da escola, que sofria com as chuvas. 


“Pelo fato da grande quantidade de chuva que caia da telha e descia na barreira. Com isso, acontecia a queda. Muitas quedas de barreiras ocorreram em 2009 e 2010, a partir desse problema, a gente teve o intuito de criar a calha alternativa. Essa água que caía diretamente na barreira seria direcionada ao reservatório na canaleta”, conta o jovem.



Os detalhes da pesquisa foram examinados com cuidado. Vários tipos de garrafas pet foram testados, até que perceberam que somente as lisas poderiam ser utilizadas. As extremidades das garrafas foram descartadas. As partes que sobraram precisavam ficar unidas umas às outras. Testes com vários materiais mostraram que o uso de rebites seria o mais indicado para garantir a durabilidade da calha.


O objetivo agora é implantar as calhas de garrafas pet nas casas dos moradores antes que comece o período das chuvas. De casa em casa, Gabriel pede as garrafas pet. Depois, é só envolver a comunidade no preparo das calhas. A escola decidiu apoiar a iniciativa e organiza turmas de alunos a passarem pela capacitação.

“Não tinha nenhum tipo de calha e ele veio com a ideia de como a gente poderia amenizar o problema da chuva dentro da sala. Nós colocamos em prática com os alunos, fizemos oficinas e ensinando a utilizar as garrafas pet, Já estamos na segunda etapa, que é de colocação nos municípios”, diz a professora de biologia Raquel Suiene da Fonseca.


Claudeson Otávio Muniz Silva, de 11 anos, que já está aprendendo a fazer as calhas, sabe bem da necessidade de projetos como esse. “Na casa da minha avó tem uma barreira por perto e ela desabou. Depois a gente viu umas pessoas botando sacos plásticos para não desabar mais”, conta.

O projeto de Gabriel trouxe um duplo benefício para a comunidade. Além de recolher as garrafas de refrigerante que estavam jogadas na rua, a proposta é dez vezes mais barata para que o escoamento da água.

Ver uma iniciativa criada dentro da escola refletida em melhorias para a comunidade deixa a orientadora do projeto cheia de orgulho. “Como professora e incentivadora do projeto eu me sinto extremamente realizada, em ver que Gabriel conseguiu chegar tão longe. E ainda não paramos, vamos participar de outras feiras em outros estados”, afirma Raquel.

Na montagem da calha também é usada uma cola que, de acordo com a professora Raquel, é o material mais caro usado no processo todo. Uma campanha de arrecadação está sendo feita na Escola Ministro Jarbas Passarinho para que o projeto tenha continuidade.

DEFESA CIVIL



Segundo a secretária de Defesa Civil de Camaragibe, Kátia Massol, apesar de ser de grande interesse público e alcance social, o poder público ainda não apoiou o projeto. “Além de direcionar a água da telha, direciona também as águas servidas nas calhetas mais próximas. E as calhas também podem ser instaladas no solo, para fazer a microdrenagem”, diz.