Eduardo muda estratégia
Candidato a presidente da
República que se preze pode abdicar da sua presença num evento com mais de 1
milhão de pessoas em São Paulo, por ocasião do Dia do Trabalhador? E abrir mão
de outro mega evento, a abertura da maior exposição de gado zebuíno do País, em
Minas, segundo colégio eleitoral do País?
Obviamente que não, mas o
governador Eduardo Campos, pré-candidato do PSB ao Planalto, não esteve em
nenhum deles. Por que não quis? Por que não daria resultado? Nem uma coisa nem
outra. O que de fato está ocorrendo é uma mudança na estratégia de campanha.
Uma campanha se sabe como começa,
nunca como acaba. Mudam-se os rumos o tempo todo, dependendo das conveniências.
Em São Paulo, Eduardo teria palanque ao lado de Aécio Neves e do governador
Geraldo Alckmin, além do presidente da Força Sindical, Paulinho Pereira.
O PSDB e Paulinho fazem oposição
ao Governo. Eduardo tem discurso, mas ainda não é oposição. Convinha a ele a
mistura? Obviamente que não, porque a manifestação da Força Sindical se
transformou em pancadaria contra o Governo Dilma e o momento não é de confronto
para o PSB.
Quanto a Minas, a exposição de
zebu era apenas o pretexto para uma conversa de Eduardo com Aécio, mas de
última hora a presidente Dilma confirmou a sua presença e o governador teve que
tirar o cavalinho da chuva.
É bem provável que a mudança de
estratégia passe pelo receio de o Estado sofrer retaliações e corte nas
transferências constitucionais da União.
No Recife, a oposição na Câmara
já constatou, com base em levantamento no Portal da Transparência, que a
Prefeitura está recebendo menos recursos em relação ao mesmo período da gestão
do petista João da Costa. Retaliação?
Não se pode concluir, mas dá para
desconfiar e talvez seja por isso que o governador esteja evitando uma
exposição em eventos que cheguem a ser traduzidos em posturas de enfrentamento
ao Governo Dilma. Não dá para brincar com fogo!
SEM PROMULGAÇÃO – Na conversa que
Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, teve com os presidentes da Câmara e
do Senado, Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros, respectivamente, o
ministro saiu com uma certeza: mesmo que a PCE 33, que reduz os poderes do STF,
venha a ser aprovada, não será promulgada. O regimento permite que, embora
aprovada, a proposta seja engavetada. Coisas que só o Brasil tem!
Má-companhia
De Goiás, não poderia
vir notícia pior para Eduardo Campos: ali, quem se aventura a apoiar à
candidatura do governador ao Planalto é o líder do DEM na Câmara, Ronaldo
Caiado, fundador da UDR, que impediu na Constituinte os avanços no campo,
especial da reforma agrária
Jogo aberto - O prefeito de Duque
de Caxias, Alexandre Cardoso, ex-líder do PSB na Câmara dos Deputados, se
apressou ontem em dar explicações na coluna de Ilimar Franco, de O Globo, sobre
as declarações contra a candidatura de Eduardo: “Hoje, minha luta é no PSB. Não
podemos ter um candidato de oposição integrando o Governo. Um partido de
esquerda não pode ter candidato sustentado pela direita”.
Na reta final - Num roteiro de
três dias, que deve acabar, hoje, em Garanhuns, ao lado do governador, o
secretário de Agricultura, Ranilson Ramos, se despede da função. Seu nome irá
ser apreciado na Alepe para assumir a vaga de Romário Dias no Tribunal de
Contas do Estado. Dias se afastou no último dia 30.
Só um alívio
As chuvas estão
chegando ao semiárido e animam. Abril foi o mês mais chuvoso do ano, por
exemplo, na região de Garanhuns. Ali, em comparação com o mesmo período do ano
passado, as chuvas foram 505% a mais.
Mesmo assim, o Governo vai manter a
operação dos carros pipas para abastecer a zona rural e manter o envio de palha
de cana da Mata para o gado.
CURTAS
OLHO NAS PRINCESAS – O deputado
Inocêncio Oliveira, presidente do PR no Estado, saiu do encontro com o
vice-governador João Lyra Neto, que está fazendo a travessia do PDT para o PSB,
convencido de que ele está se fortalecendo na coligação de Eduardo para disputar
o Governo do Estado, caso assuma em abril.
QUEM NÃO CHORA...– Depois de
chiar por não ter um gabinete nem local para despachar, a vice-prefeita de
Serra Talhada, Tatiana Duarte (PSC), ganhou, ontem, um presente de Papai Noel
antecipado: passa a comandar a recém-criada Secretaria da Mulher e já tomou
posse num ato em que o prefeito Luciano Duque mexeu em mais três pastas.
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