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Raul, Caça Rato, Tiago Costa e Dênis Marques comemoram. Fotos: Edmar Melo/JC Imagem |
O Santa Cruz reabilitou-se com
toda pompa possível neste sábado (10). Jogando um futebol eficiente, o tricolor
arrasou o Treze por 6x0 no Arruda, marcando três gols em cada etapa. O
resultado alçou o time de volta ao G4 do grupo A da Série C, com os mesmos 17
pontos de Sampaio Corrêa, Cuiabá e Luverdense, todos com um jogo a menos. O
destaque foi o artilheiro Dênis Marques, autor de três belos gols.
O time pernambucano teve muita
dificuldade para furar o bloqueio do Treze. O Galo da Borborema deixou bem claro
seu propósito: manter apenas um jogador no campo ofensivo e tentar surpreender
os corais nos contra-ataques. Com o meio de campo bastante congestionado, Raul
não encontrava o espaço para os passes.
O outro meia que poderia criar
boas oportunidades, Natan, pecou por abusar da individualidade. A marcação
quase sempre dobrada não deixava o camisa 10 progredir com a bola. A válvula de
escape encontrada foi o lateral-direito improvisado Luciano Sorriso. Aos seis
minutos, ele arriscou de longe e o goleiro Cléber fez boa defesa.
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Dênis Marques marcou três vezes e fez as pazes com as redes |
O segundo bom momento tricolor
veio aos 13, novamente com Sorriso. Ele cruzou e a zaga afastaou. No rebote,
Dedé chutou com perigo, à esquerda. A partir dos 15 minutos o Treze saiu mais
para o jogo. Hudson caiu pela direita e chutou direto ao invés de cruzar. Tiago
Cardoso não quis dar sopa para o azar e mandou a escanteio.
A qualidade da partida melhorou e
o tricolor teve mais espaço para criar. E conseguiu chegar ao gol aos 27
minutos. Caça Rato recuou para buscar o jogo e encontrou Dênis Marques se
deslocando do meio para o lado esquerdo da área. Desta vez o passe foi na
medida. DM9 percebeu a saída do goleiro e mandou por cobertura, marcando um
belo gol.
Os paraibanos não tiveram outra
alternativa a não ser correr um pouco mais de risco. Foi assim que Dênis
Marques girou na frente de Jé e teve que ser derrubado pelo volante. Na
cobrança, aos 31, Raul mandou no canto alto esquerdo de Cléber, que ainda tocou
na bola, mas não o suficiente para impedir o segundo. Os gols serviram para
seus dois autores entrarem de vez no jogo. Foi com eles dois que Natan chegou
muito perto do terceiro. Dênis fez o pivô para Raul, que lançou Natan em
velocidade. Faltaram apenas alguns centímetros para a conclusão perfeita. A
bola raspou a trave direita.
Natan não acertou mas Flávio Caça
Rato não desperdiçou. Aos 38. Tiago Costa foi à linha de fundo e, como manda a
cartilha, cruzou para trás. Flávio Caça Rato chegava de frente para o gol e
pouco antes da marca do pênalti bateu rasteiro, enquanto Cléber voltava
desesperado para tentar impedir o gol.
Sabe aquele ditado dos peladeiros
"Perdido por um, perdido por mil"? Pois bem, foi mais ou menos isso
que o Treze mostrou ao rolar a bola para o segundo tempo. Isso materializado na
substituição promovida pelo técnico Luciano Silva. Ele mandou Téssio, um
jogador com muito mais característica ofensiva que Richardson, a quem
substituiu. Já o Santa perdeu o zagueiro Léo Bahia aos dez minutos. Ele puxou Túlio
Renan e tomou o a amarelo. Mas era o segundo e, consequentemente, terminou
expulso.
O Treze tomou conta do campo
ofensivo e o goleiro Tiago Cardoso foi obrigado a trabalhar duro. Os dois
laterais, Hudson (direito) e Jhonnatans (esquerdo) foram os primeiros a
arriscar chutes cruzados, todos bem defendidos. Túlio Renan e Sapé também
tentaram e encontraram o paredão do Arruda em noite inspirada. Ofensivamente, o
time pernambucano sofria, pois os dois laterais seguraram mais a posição e,
para corrigir a lacuna na defesa, Natan saiu para entrada do volante Sandro
Manoel.
Mas o futebol tem as
peculiaridades que o fazem tão diferente de outras modalidades esportivas. O
time da casa não atacava porque não conseguia coordenar suas transições
defesa-meio e meio-ataque. Quando o fez pela primeira vez, o artilheiro
apareceu para calar os críticos. Aos 22 minutos, Flávio Caça Rato livrou-se do
marcador e rolou para Dênis Marques. Ele ainda teve tempo de ajeitar a bola e
mandar no canto esquerdo. O placar maiúsculo ganhava números de goleada: 4x0.
Foi um tremendo balde de água
fria na cabeça dos paraibanos. Mesmo assim, o Treze ainda atacava, mais por não
ter outra alternativa do que por ter esperança de algo melhor do que uma
derrota. E foi num contra-ataque que o tricolor chegou ao quinto gol. Sandro
Manoel roubou a bola no meio de campo e lançou Dedé. Ele mandou para DM9 marcar
seu terceiro gol na partida. Da meia-lua ele mandou no canto direito. A festa
chegou ao fim com Sandro Manoel, que contou com uma enorme ajuda do goleiro
Cléber. Ele recebeu de fora da área, mandou uma bomba. A bola bateu nas mãos de
Cléber e, mesmo assim, terminou nas redes.
Ficha do jogo:
Santa Cruz: Tiago Cardoso; Luciano Sorriso, Léo Bahia, Renan
Fonseca e Tiago Costa; Ramirez, Dedé, Natan (Sandro Manoel) e Raul (Jefferson
Maranhão); Dênis Marques e Caça-Rato (André Dias). Técnico: Sandro Barbosa.
Treze: Cléber; Hudson, Gláuber, João Paulo e Jhonnatans; Sapé, Jé,
Richardson (Téssio) e Cristian (Rafael); Soares (Thiago Souza) e Túlio Renan.
Técnico: Luciano Silva (interino).
Local: Arruda, Recife (PE).
Árbitro: Rogério Lima da Rocha (Sergipe).
Auxiliares: Ailton Farias da Silva e Daniel Vidal Pimentel (ambos do Sergipe).
Gols: Dênis Marques, aos 27; Raul, aos 31; e Flávio Caça Rato, aos 38 do primeiro tempo. Dênis Marques, aos 22 e 34. Sandro Manoel, aos 42 do segundo.
Cartões amarelos: Tiago Costa, Flávio Caça Rato e Jé.
Público: 15.165.
Árbitro: Rogério Lima da Rocha (Sergipe).
Auxiliares: Ailton Farias da Silva e Daniel Vidal Pimentel (ambos do Sergipe).
Gols: Dênis Marques, aos 27; Raul, aos 31; e Flávio Caça Rato, aos 38 do primeiro tempo. Dênis Marques, aos 22 e 34. Sandro Manoel, aos 42 do segundo.
Cartões amarelos: Tiago Costa, Flávio Caça Rato e Jé.
Público: 15.165.
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