Um estudo divulgado neste sábado
(10) durante a 108ª Reunião Anual da Associação de Sociologia Americana acabou
gerando enorme polêmica. Segundo a pesquisa, as pessoas têm mais empatia por
animais maltratados que pelos humanos adultos.
Jack Levin, professor de
sociologia e criminologia da Universidade Northeastern é o autor do estudo. Ele
e o co-autor Arnold Arluke, um professor da mesma universidade, entregaram aos
participantes quatro artigos fictícios. Um deles falava sobre violência contra
uma criança de um ano de idade, de um adulto de 30 anos, de um filhote de
cachorro e o de um cão adulto.
Todas as histórias eram
idênticas, exceto pela identificação da vítima. Após lerem os artigos, as
pessoas deviam indicar seu “grau de empatia” em relação à vítima. Foram
entrevistados 240 homem e mulheres adultos.
A diferença do nível de empatia
pela criança e pelo filhote de cachorro foi quase insignificante, mas a grande
maioria disse se revoltar mais com a violência contra o cachorro adulto do que
contra o homem de 30 anos.
Embora o estudo se baseie no
exemplo de cachorros, os pesquisadores acreditam que as conclusões seriam as
mesas se fossem outros tipos de mascotes. “Cachorros e gatos são animais de
estimação e muitas vezes são considerados parte da família. Muitas pessoas
atribuem a esses animais características humanas”, explica.
“Os humanos adultos vítimas de
violência recebem menos empatia que as crianças, os filhotes e os cães adultos
vítimas de abuso ou crimes. Ou seja, os cachorros adultos são vistos como dependentes
e vulneráveis, tanto quanto seus filhotes e as crianças”, explicou Levin.
Durante sua apresentação, Levin
ressaltou: “A idade parece ser mais relevante que a espécie quando se trata de
receber empatia. Aparentemente, considera-se que os humanos adultos são capazes
de se proteger, enquanto os cachorros adultos são vistos como filhotes
maiores”.
Levando-se em conta o grande
número de instituições e ONGs que agem em defesa dos animais, o resultado não
surpreende. No Brasil, a maioria dos donos de animais de estimação gasta mais
de R$ 50 por mês para cuidar do bicho. Apenas 12% conseguem gastar menos do que
isso. Mais da metade (quase 65%) deixa entre R$ 50 e R$ 120 nos pet shops todos
os meses.
Enquanto isso, organizações
cristãs como a Visão Mundial encontram dificuldades para encontrar pessoas que
doem 50 reais por mês para “apadrinhar” crianças que morrem de fome num país
onde oficialmente existem 42,3 milhões de evangélicos, ou 22,2% dos
brasileiros.
Portal Gospel Prime/com
informações de Live Science e Examiner.
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