Análise da água é semanal;
relatórios de balneabilidade são quinzenais.
Agência monitora trechos
do litoral onde se concentram banhistas.
No litoral de Pernambuco,
treze das praias com maior movimento de cidadãos e turistas são consideradas
impróprias para o banho, de acordo com a classificação da Agência Estadual de
Meio Ambiente (CPRH). Dentre elas, estão trechos das praias do Pina, no Recife;
de Jaguaribe, em Itamaracá; do Janga, em Paulista; e de Bairro Novo, em Olinda.
A classificação das praias vale de 16 a 22 de janeiro e é apontada de acordo
com o relatório de balneabilidade do CPRH.
O presidente da CPRH,
Paulo Teixeira, explica que o relatório, que aponta a qualidade da água
quinzenalmente, é elaborado a partir de análises específicas de cada área da
praia. “Monitoramos 50 pontos em todo o litoral pernambucano, procurando
monitorar os que são mais vulneráveis”, explica, ressaltando que os locais
escolhidos para a análise são aqueles que possuem concentração urbana e,
consequentemente, recebem mais banhistas.
Paulo Teixeira destaca
também os fatores que tornam impróprios alguns pontos das praias. “O esgoto é
um dos grandes problemas. Mas também tem o lixo, a concentração de animais, que
defecam e deixam coliformes fecais, que afetam a qualidade da água e da areia
também”, aponta, destacando que programas de educação ambiental e tratamento de
esgoto podem combater a situação.
A Agência Estadual de Meio
Ambiente recomenda que os banhistas mantenham pelo menos 100m de distância dos
pontos classificados como impróprios. Paulo Teixeira destaca que as pessoas que
tiverem um contato primário com a água e areia desses trechos podem ter
problemas intestinais e doenças de pele, mas a classificação funciona como um
alerta. "É para que o cidadão pernambucano e o turista evitem aquele
ponto. Mas não significa que se ele for para aquele local ele vá ter algum
problema de saúde", ressalta.
Ainda de acordo com
Teixeira, a avaliação do litoral é realizada durante o ano inteiro, desde 1974.
Ele explica que a CPRH coleta amostras da água de cada ponto, onde a
profundidade da praia atinge 1m. “É onde se concentra a maior quantidade de
banhistas”, detalha. As amostras são semanais e a análise se baseia em amostras
das últimas cinco semanas de cada período.
Se após a análise das
coletas for detectado que há mais de mil coliformes fecais para cada 100ml de
água, num total de 20% das amostras, o trecho entra para a lista de praias
impróprias naquele período, até que outra análise prove o contrário. “Não é a
presença do coliforme [o que determina a classificação], mas ele é o indicador
que utilizamos. Se há muitos coliformes, há também a presença de bactérias”,
pontua Paulo Teixeira.
O relatório de
balneabilidade do litoral está disponível para a população na página do CPRH na
internet. Confira a lista de praias impróprias, de acordo com a agência, no
período de 16/1 a 22/1:
>> Em Itamaracá:
Praia de Jaguaribe, em
frente à Rua Santina de Barros.
>> Em Paulista:
Praia de Pau Amarelo, em
frente ao Forte de Pau Amarelo,
Praia do Janga, em frente
à Rua Betânia.
>>
Em Olinda:
Praia de Casa Caiada, em
frente à Av. Ministro Marcos Freire Nº 3861,
Praia de Bairro Novo, em
frente à Av. Ministro Marcos Freire, 2039 (Quartel da PE),
Praia de Bairro Novo, em
frente à Av. Min. Marcos Freire, 1387, por trás do Colégio Bairro Novo,
Praia do Farol, em frente
à Rua do Farol, 334, esquina com Rua Farias Neves Sobrinho,
Praia do Carmo, em frente
à Praça João Pessoa, por trás dos CORREIOS.
Praia dos Milagres, em
frente à Praça dos Milagres.
>> No Recife:
Praia do Pina, em frente
ao Iate Clube,
Praia do Pina, em frente à
Rua Com. Morais com Eng. Antônio de Góes (Cassino Americano).
>> Em Sirinhaém:
Praia de Barra de
Sirinhaém, em frente à Escola Municipal Leonildo da Silva,
Praia de Barra de
Sirinhaém, em frente ao Loteamento Ondas da Barra.
G1/pe.com
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