“O
que o movimento LGBT quer é constranger as igrejas.” A frase é do pastor
Cleiton Collins (PP), deputado estadual mais votado da Assembleia Legislativa
de Pernambuco (Alepe), que explicou ao Blog de Jamildo, na manhã desta
terça-feira (24), porque é contra a criação da nova secretaria executiva
voltada para minorias que o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB),
deseja instalar no governo. “Imagina se fôssemos criar a secretaria Religiosa?”
Para
Cleiton Collins, a criação de uma pasta para tratar da questão de negros,
índios e da comunidade LGBT não atende a todas as formas de minorias, o que ele
classifica como “privilégio”. O deputado cobra também disposição do Estado para
debater a questão dos idosos e deficientes e diz não ver necessidade para a
existência da nova pasta, considerando que já existe a Secretaria Estadual de
Direitos Humanos.
O
pepista lembra ainda o momento econômico difícil que o governo vem passando e
diz que não é o momento de criar novas estruturas, que exigem mais recursos. Além
disso, diz que existem áreas mais importantes, como a Secretaria Estadual
Anti-drogas, que ele defende há anos.
“Daqui
a pouco, os gordinhos vão pedir proteção. Vai ter a ‘gordofobia'”, afirma o
deputado. “Qual o programa de humor que você vê que não tem um [humorista]
imitando uma bichinha? Isso é da cultura”, diz.
Cleiton
Collins lembra que parte da população brasileira é conservadora e que a
“família tradicional” precisa ser tolerada pelos homossexuais, do mesmo modo
que esses são tolerados pelos religiosos. “Você nunca vai ouvir dizer que um
evangélico matou um homossexual.”
Questionado
sobre as declarações fortes, o deputado disse que fala verdades que muito não
têm coragem de dizer e cobra que a comunidade evangélica também seja
respeitada. “O que não tem de pastor sendo chamado de ladrão?”, questiona.
Collins
garante que prega o respeito às pessoas e diz que existem “homossexuais
normais” e aqueles “mais assanhadinhos”.
O
deputado também critica a polêmica em torno do casal de turistas homossexuais
que foi detido em Olinda, no Carnaval. “Daqui a pouco, vão criar cadeia para
homofóbico”, diz. “Até o beijo comum, homem e mulher, dependendo do ambiente,
se torna constrangedor”, defende.
ENTENDA
– A criação da secretaria das minorias causou polêmica na Alepe nessa
segunda-feira (23), depois que o pastor Cleiton Collins usou a tribuna para se
posicionar contra a medida do governador Paulo Câmara.
A
declaração foi endossada pelo Professor Lupércio (SD), que disse não ter nada
contra os gays, mas sim contra a pratica da homossexualidade e citou a Bíblia
para dizer que a relação entre dois homens não é aceitável perante Deus; e por
Joel da Harpa, segundo quem diferente dos negros e índios, os homossexuais não
nascem minoria e podem optar por serem heterossexuais.
Em
contrapartida, a criação da pasta foi defendida tanto pelo líder do governo,
Waldemar Borges (PSB), que disse que esses grupos precisam de políticas
públicas próprias e defendeu o Estado como garantidor de direitos civis, e pelo
líder da oposição, Silvio Costa Filho (PTB), que apoiou a iniciativa, desde que
ela não aumente as despesas do Estado.
Blog do Jamildo
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