sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Receita vai investigar citados no escândalo da Lava-Jato com contas na Suíça

Imagem do google
A Receita Federal abriu investigação para apurar a lista de brasileiros com conta no Banco HSBC da Suíça, investigado após o vazamento de dados que revelou um vasto sistema de evasão de divisas. A lista de correntistas do HSBC é considerada apenas um ponto de partida para uma nova investigação, que será desvinculada da Operação Lava-Jato, para identificar pessoas que tinham valores lá fora não declarados ao Fisco no Brasil.

Por enquanto a lista não foi divulgada em sua totalidade, mas de acordo com informações do Blog de Fernando Rodrigues, do UOL, pelo menos 11 pessoas ligadas ou citadas nas investigações mantiveram contas na filial suíça do banco entre 2006 e 2008. Além do nome do ex-gerente da Petrobras Pedro José Barusco Filho, que já havia admitido ter mantido contas no HSBC, o blog afirma que aparecem ainda integrantes da família Queiroz Galvão - entre eles Dario Queiroz Galvão, o empresário Júlio Faerman (ex-representante da holandesa SBM) e o doleiro Henrique Raul Srour. A lista de correntistas totaliza depósitos de US$ 110,5 milhões.

De acordo com uma fonte ligada à investigação da Lava-Jato, no entanto, a lista é apenas uma informação a ser trabalhada por grupos de inteligência da Receita Federal. A existência de valores nos anos de 2007/2008, como os que estão sendo divulgados, não tem utilidade imediata, pois o Fisco só pode cobrar impostos sobre valores remetidos ilegalmente nos últimos cinco anos.

- É uma lista fria que não serve como prova, mas como indício. Se alguém tinha dinheiro ilegalmente lá fora em 2007 ou 2008, essa pessoa pode continuar fazendo operações de lavagem de dinheiro nos últimos anos. É uma pista a ser investigada - disse a fonte ao GLOBO..

Em depoimento à PF, Barusco confessou que mantém 19 contas em bancos suíços, algumas já bloqueadas pela Justiça do país, mas outras ainda ativas. E mencionou o processo que responde na Suíça por ter recebido propina da holandesa SBM, empresa holandesa de afretamento de navios a agentes públicos em diversos países, entre eles o Brasil.No acordo de delação premiada, Barusco se comprometeu a restituir US$ 67 milhões (cerca de R$ 187 milhões pelo câmbio de hoje) que recebeu de propina no escândalo na Petrobras. Mas, pelos cálculos dos procuradores, o valor a ser restituído pelo ex-gerente da estatal podem superar os US$ 100 milhões (R$ 280 milhões).

Já Dario Queiroz Galvão teve dinheiro bloqueado no Brasil e a força-tarefa não confirma ainda possíveis bloqueios no exterior.


Agência O Globo

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