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A
Receita Federal abriu investigação para apurar a lista de brasileiros com conta
no Banco HSBC da Suíça, investigado após o vazamento de dados que revelou um
vasto sistema de evasão de divisas. A lista de correntistas do HSBC é
considerada apenas um ponto de partida para uma nova investigação, que será desvinculada
da Operação Lava-Jato, para identificar pessoas que tinham valores lá fora não
declarados ao Fisco no Brasil.
Por
enquanto a lista não foi divulgada em sua totalidade, mas de acordo com
informações do Blog de Fernando Rodrigues, do UOL, pelo menos 11 pessoas
ligadas ou citadas nas investigações mantiveram contas na filial suíça do banco
entre 2006 e 2008. Além do nome do ex-gerente da Petrobras Pedro José Barusco
Filho, que já havia admitido ter mantido contas no HSBC, o blog afirma que
aparecem ainda integrantes da família Queiroz Galvão - entre eles Dario Queiroz
Galvão, o empresário Júlio Faerman (ex-representante da holandesa SBM) e o
doleiro Henrique Raul Srour. A lista de correntistas totaliza depósitos de US$
110,5 milhões.
De
acordo com uma fonte ligada à investigação da Lava-Jato, no entanto, a lista é
apenas uma informação a ser trabalhada por grupos de inteligência da Receita
Federal. A existência de valores nos anos de 2007/2008, como os que estão sendo
divulgados, não tem utilidade imediata, pois o Fisco só pode cobrar impostos
sobre valores remetidos ilegalmente nos últimos cinco anos.
-
É uma lista fria que não serve como prova, mas como indício. Se alguém tinha
dinheiro ilegalmente lá fora em 2007 ou 2008, essa pessoa pode continuar
fazendo operações de lavagem de dinheiro nos últimos anos. É uma pista a ser
investigada - disse a fonte ao GLOBO..
Em
depoimento à PF, Barusco confessou que mantém 19 contas em bancos suíços,
algumas já bloqueadas pela Justiça do país, mas outras ainda ativas. E
mencionou o processo que responde na Suíça por ter recebido propina da
holandesa SBM, empresa holandesa de afretamento de navios a agentes públicos em
diversos países, entre eles o Brasil.No acordo de delação premiada, Barusco se
comprometeu a restituir US$ 67 milhões (cerca de R$ 187 milhões pelo câmbio de
hoje) que recebeu de propina no escândalo na Petrobras. Mas, pelos cálculos dos
procuradores, o valor a ser restituído pelo ex-gerente da estatal podem superar
os US$ 100 milhões (R$ 280 milhões).
Já
Dario Queiroz Galvão teve dinheiro bloqueado no Brasil e a força-tarefa não
confirma ainda possíveis bloqueios no exterior.
Agência O Globo
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