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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Silvio Santos só vendeu banco após pressão do BC

Silvio Santos só aceitou vender o controle do Panamericano para o BTG Pactual após receber um telefonema do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, no início da tarde de segunda-feira, dia em que o negócio foi anunciado. Até então, o empresário relutava em aceitar as condições da operação. O contrato foi assinado por volta das 20h30.

Segundo fontes que acompanharam as negociações, desde a confirmação do novo rombo (de R$ 1,5 bilhão), cerca de 10 dias atrás, Silvio mostrou-se irritado. Em diversas ocasiões, “trucou”. O empresário dizia que, se as condições de venda não fossem mais favoráveis a ele, o BC poderia liquidar de vez o Panamericano. Procurada, a assessoria de Silvio não quis comentar. O BC não se pronunciou.

Em novembro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) emprestou R$ 2 5 bilhões para cobrir um rombo no banco, descoberto em setembro pelo BC. Em troca, Silvio deu o patrimônio como garantia. O FGC é uma entidade mantida pelos bancos para garantir depósitos de correntistas em caso de quebra de banco.

No dia 9 de novembro, a diretoria do Panamericano foi demitida. Assumiram executivos indicados pela Caixa (que tem 49% do capital votante) e pelo FGC, que identificaram mais inconsistências nos números. O buraco não era de R$ 2,5 bilhões. Chegava a R$ 4 bilhões. A única saída para evitar a liquidação do banco era um novo empréstimo. Os principais banqueiros do País aceitaram cobrir o rombo. Mas exigiram a troca do acionista controlador, Silvio Santos.

As conversas começaram. O FGC apresentou um esboço de proposta a Silvio, que impôs uma condição: só venderia o banco se saísse sem dívida e com o patrimônio liberado. Os banqueiros não gostaram. Mas avaliaram que a alternativa seria pior. Uma quebra do banco geraria despesa adicional de R$ 2,2 bilhões para o FGC, que teria de cobrir depósitos de clientes. No total, chegaria a R$ 4,7 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Acordo entre Sílvio Santos e BTG Pactual evita venda do SBT


A venda da participação do empresário Sílvio Santos no Banco Panamericano para o banco BTG Pactual por R$ 450 milhões preservou a maior parte do patrimônio do empresário, incluindo o SBT. O negócio foi confirmado na noite desta segunda-feira. Uma nota foi divulgada pelo Pactual, após a conclusão da venda informando que havia sido adquirida a totalidade de ações do Grupo Silvio Santos no PanAmericano por R$ 450 milhões. A aquisição está sujeita a aprovação do Banco Central.

O empresário Silvio Santos informou que a partir de agora seu grupo não tem mais nenhum débito com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), e que não vai vender mais nenhuma empresa do conglomerado. “Eu não sei as bases da negociação, isso foi tratado pelos meus advogados”, disse Silvio Santos na saída da sede Pactual, na zona Oeste da capital paulista. “As minhas empresas que estavam como garantia foram liberadas.”

A venda do PanAmericano ocorreu após o Banco Central constatar que fraudes no banco causaram prejuízos estimados em R$ 4 bilhões, e não de R$ 2,5 bilhões, como havia sido divulgado, em novembro de 2010, quando a crise no banco tornou-se pública.
Blog da Folha com informações do iG






quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Empresário espanhol pode comprar SBT


Quem diria! Parece que Sílvio Santos está mesmo disposto a vender o SBT para tentar quitar a dívida feita para salvar da falência o banco PanAmericano. Para quem não se lembra, o “Homem do Baú” recentemente pediu um empréstimo de R$ 2,5 bilhões para pagar o prejuízo causado pelo banco.

De acordo com a coluna da Lauro Jardim, da revista “Veja”, um empresário espanhol se dispôs a comprar a emissora e veio ao Brasil somente para isso. Ainda segundo a publicação, o acordo seria fechado até a última terça-feira (30).

O espanhol, presidente da empresa “Ongoing” no Brasil, está há pouco mais que um ano com a marca no país e, desde então, já comprou o grupo “O Dia” (“O Dia”, “Meia Hora” e “MarcaBR”), lançou o jornal “Brasil Econômico” e pretende lançar um jornal no Distrito Federal.

Parece que o prejuízo do Grupo Sílvio Santos vem caindo até sobre o pagamento de seus funcionários, pois segundo Hebe Camargo, o apresentador teria proposto um salário de R$ 250 mil para o novo contrato. Parece muito, mas a apresentadora garantiu que é pouco para o valor de R$ 1 milhão que ela já chegou a receber na casa.

Fonte: msn entretenimento.

domingo, 21 de novembro de 2010

Caixa perdeu mais de R$ 320 mi no Panamericano

Participação do governo federal no banco, de 35,5%, era de mais de R$ 740 milhões

A Caixa Econômica Federal perdeu mais de R$ 320 milhões na compra de uma participação no Banco Panamericano, do empresário e dono da rede de TV SBT, Silvio Santos.

Quando a Caixa comprou 35,5% do Panamericano por R$ 740 milhões, em novembro de 2009, o Panamericano valia R$ 2,1 bilhões na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Na última quinta-feira (18), o chamado valor de mercado (o valor total das ações da empresa) havia desabado para R$ 1,2 bilhão.

Ou seja, essa participação de 35,5% agora vale pouco mais de R$ 420 milhões - o que significa que a Caixa perdeu mais de R$ 320 milhões no negócio.

Uma das várias questões que intrigam o mercado no caso Panamericano é o fato de o banco ter conseguido dois grandes aportes de capital quando aparentemente já enfrentava problemas.

Segundo o Banco Central, há indícios de que as fraudes contábeis começaram em 2006. Ainda assim, o Panamericano conseguiu levantar quase R$ 800 milhões em um IPO (Oferta Pública Inicial de Ações, na sigla em inglês) realizada em novembro de 2007.

Somando a compra pela Caixa e o IPO, chega-se a cerca de R$ 1,5 bilhão.

A abertura de capital foi coordenada por três instituições bastante ativas no mercado de capitais brasileiro: UBS Pactual (hoje BTG Pactual), Bradesco BBI e Itaú BBA. Antes de efetuar a compra de parte do Panamericano, a Caixa foi assessorada pelo Banco Fator e pela KPMG.

Principal coordenador do IPO, o BTG Pactual diz que "seguiu os mesmos procedimentos adotados nos demais processos de abertura de capital". O Itaú BBA afirma "que se serve de informações públicas e auditadas como base para todos os negócios que assessora".

O Bradesco BBI alega que "faz parte dos processos de IPO um relatório de empresa de auditoria especializada, o que ocorreu no caso em questão [foi a Deloitte]". A KPMG diz que "os limites do trabalho executado, bem como das informações disponibilizadas no ‘data room’ [um banco de dados com informações do Panamericano], não permitiriam a detecção dos fatos ora noticiados pela imprensa como irregularidades".

O diretor do banco de investimentos do Fator, Venilton Tadini, afirma que a instituição se baseou nas informações fornecidas pelo Panamericano. Segundo ele, o "escopo" do trabalho era fazer a chamada due diligence (análise e avaliação detalhada de dados e documentos de uma empresa) a partir de "informações primárias apresentadas pelo Panamericano".
Como tais informações se têm revelado falsas, Tadini afirma que o Fator estuda processar o Panamericano.

Garantia

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) atendeu ao pedido do Grupo Silvio Santos e concedeu um empréstimo de R$ 2,5 bilhões, para que o Panamericano saneasse suas contas. O fundo é uma reserva guardada pelos bancos brasileiros para garantir crédito a acionistas e clientes em caso de problemas com algum associado.

Em troca, o FGC exigiu todo o patrimônio do apresentador como garantia - e compromisso de que as empresas sejam vendidas nos próximos anos até a liquidação da dívida. Silvio foi atendido e poderá vender o SBT no último dos dez anos que terá para devolver o dinheiro. O único pedido de Silvio Santos durante os 26 dias em que negociou socorro financeiro foi a permissão para vender o SBT por último.