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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Instituto Butantã vai fazer soro contra o Ebola

Novo soro deverá ser desenvolvido com base na imunização de cavalos com o vírus da raiva, em versão modificada com a proteína do Ebola

O Instituto Butantã está se preparando para desenvolver um soro contra o vírus Ebola, em parceria com o Instituto Nacional da Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Segundo o diretor do instituto paulista, Jorge Kalil, os últimos trâmites estão sendo feitos para a assinatura do contrato com o NIH e, se as autoridades brasileiras liberarem a pesquisa, o novo soro estará disponível dentro de nove meses para aplicação em humanos.

Kalil explicou que o soro é diferente de uma vacina. Na aplicação de vacinas, ocorre a chamada "indução de imunidade ativa": o organismo é induzido a produzir os próprios anticorpos. Já na aplicação de soros o que ocorre é a "indução de imunidade passiva". "Nesse caso, pegamos os anticorpos já produzidos por outra pessoa, ou por outro animal."

Raiva

O novo soro deverá ser desenvolvido com base na imunização de cavalos com o vírus da raiva, em versão modificada com a proteína do Ebola. Assim que o contrato for assinado, segundo Kalil, o NIH enviará o material biológico necessário para a imunização. "Acreditamos que a chance de dar certo é muito grande, porque a proteína do Ebola que nos interessa para produzir o soro está na estrutura do vírus da raiva. Nós temos uma experiência muito grande na produção do soro contra o vírus da raiva. Muito provavelmente vamos conseguir um soro neutralizante contra o Ebola semelhante ao soro da raiva", disse Kalil.

O tratamento que mostrou mais eficácia até agora contra o Ebola foi o coquetel Zmapp: uma mistura de três anticorpos que se prendem às proteínas do vírus do Ebola, ativando o sistema imunológico para que ele seja destruído. "Se o Zmapp funciona, imaginei que o soro tradicional feito com base na imunização de cavalos também poderia funcionar. Entrei em contato com o NIH, fui para os Estados Unidos apresentar a ideia e assinaremos os contratos de propriedade intelectual e confidencialidade. A colaboração terá início em breve", afirma.

Uma vez que os cavalos forem imunizados, os cientistas verificarão se o organismo dos animais foi induzido a produzir, em grande quantidade, anticorpos neutralizantes. Depois de uma série de testes de toxicidade no Brasil, os americanos farão testes de inibição do soro com modelos de macacos.

Estadão Conteúdo

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Exames clínicos descartam caso de ebola em Caruaru

Foto: Divulgação/SSE
O protocolo de exames clínicos determinado pelo Ministério da Saúde descartou a suspeita de ebola no homem internado com sintomas da doença, na manhã desta terça-feira (11), em Caruaru (a 134 km do Recife). Segundo o gerente da 4ª Regional de Saúde Estadual, Djair Lima, nenhum dos critérios determinados nos exames indicou a presença de ebola no paciente. A suspeita de malária também foi descartada por meio de teste rápido.

Apesar de descartada a possibilidade de ebola e malária, os médicos ainda não conseguiram identificar o tipo de doença de G.V.S. (apenas as iniciais do paciente foram divulgadas), de 44 anos de idade. Trabalhador da construção civil, ele foi encaminhado para o Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, referência em infectologia no Estado. A equipe do hospital também é responsável em receber os casos suspeitos de ebola em Pernambuco - este é o primeiro. 

De acordo com Djair Lima, embora o resultado do exame de sangue coletado do paciente ainda não tenha ficado pronto, o protocolo do Ministério da Saúde garante a segurança da avaliação. G.V.S. visitou a África recentemente, mas esteve apenas na Guiné Equatorial, que não é considerada área de infestação do vírus ebola.

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, a secretária executiva de Saúde de Caruaru, Wedneide Ameida, informou que ele já teria contraído malária seis vezes, esteve durante quatro meses no Guiné Equatorial e chegou ao Brasil na última terça-feira (4). Ele desembarcou no Rio de Janeiro, onde pegou um voo para o Recife e depois seguiu de carro para Caruaru, no mesmo dia.

Na manhã desta quinta, após passar dois postos de saúde e desistir do atendimento por conta da fila de espera, o homem chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vassoural às 9h, com histórico de dor de cabeça, dores nas articulações, tosse seca e febre.

A Secretaria de Saúde informou que o trabalhador deu entrada no hospital consciente e foi levado para um setor isolado da enfermaria, onde não teve contato com outros pacientes. Cerca de 30 minutos após a sua internação, uma equipe da Vigilância Sanitária chegou à unidade com os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual). O protocolo de exame que descartou a possibilidade de ebola no paciente foi comandado pelo médico infectologista da unidade Demétrius Montenegro.

De acordo com a secretária Wedneide Ameida, as pessoas que tiveram contato com o paciente não precisarão passar por exames, já que a doença foi descartada. Ela lembrou ainda que, mesmo se fosse confirmada a doença, o vírus não é transmitido no período de incubação, mas apenas no contato direto com a secreção do doente. Seguindo o protocolo, as instalações da UPA do Vassoral serão desinfetadas e a unidade voltará a funcionar normalmente até o início da noite.

EXAMES DE SANGUE - De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, quando uma pessoa chega a uma unidade de saúde apresentando suspeita de ebola, passa pelo protocolo de avaliação e por duas coletas de sangue. Um dos materiais é enviado de avião para o Laboratório do Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA) – único credenciado no País para fazer o teste do ebola. O outro material colhido é utilizado e para exames do tipo sanguíneo e de malária (doenças de sintomas parecidos com o ebola).

Caso seja confirmada o ebola, o paciente será transportado em um avião para o Hospital da Friocruz, no Rio de Janeiro, que ficará responsável em tratar todos os pacientes do País. O mesmo procedimento padrão foi realizado no primeiros e último caso suspeito de ebola detectado no Paraná, no início de outubro.

Do NE 10 

sábado, 18 de outubro de 2014

Os mitos e as verdades sobre o ebola

O período de incubação do ebola é de 21 dias; surto da doença
já matou matou mais de 4.500 pessoas
O surto do ebola já matou mais de 4.500 pessoas, a maioria na Libéria, Guiné e Serra Leoa, e países do Ocidente ampliam medidas para tentar conter a disseminação do vírus.

Autoridades sugerem que as pessoas evitem o contato com pacientes contaminados, já que o vírus se espalha por fluidos corporais. Além disso, profissionais da saúde devem usar equipamentos de proteção e qualquer equipamento médico deve ser descontaminado.

Apesar de uma campanha de conscientização, há mitos sobre a disseminação da doença. Veja abaixo os mais populares - e as explicações verdadeiras.
O vírus se propaga pelo ar, pela água e é contraído através do contato com quem está contaminado
Mulheres curadas do ebola posam para foto na Libéria, o país
 mais atingido pelo atual surto da doença ( 
Ebola Reuters)

O contágio se produz quando os fluidos corporais de um indivíduo infectado toca alguma das membranas mucosas de alguém que não está contamiado.

Isso quer dizer que o sangue, o suor, a urina ou as fezes do portador do vírus têm que entrar em contato com os olhos, os orifícios nasais, a boca, os ouvidos, a área genital ou uma ferida aberta para contrair a doença.

O contato com lençóis, roupas ou superfícies infectadas pelo vírus também pode causar o contágio, mas apenas se houver algum corte na pele.

É possível ser contaminado por alguém que aparenta estar saudável

É muito improvável que isso aconteça, mesmo se alguém for portador do vírus.
A razão é que os sintomas podem demorar até 21 dias para aparecer - período máximo de incubação da doença. E até que os sintomas sejam visíveis, não há contágio.

Uma pessoa só pode transmitir a doença se o vírus estiver em seu sangue e secreções.

Recomenda-se abstinência sexual ou o uso de preservativos
para quem teve o vírus
Ebola (Thinkstock)
Não se contrai o vírus através de relações sexuais

Se um homem tem ebola, o vírus pode estar presente nos seus fluidos corporais, incluindo o sêmen. A Organização Mundial da Saúde acredita que o vírus pode permanecer nos fluidos do indivíduo até sete semanas após o paciente ter se recuperado.

Mas outros especialistas sugerem que a doença pode permanecer por até três meses, mesmo se médicos confirmarem não haver partículas virais no sangue.

Quem já teve ebola deve abster-se de relações sexuais ou usar preservativos durante esse período.

Enterros devem ser realizados por pessoas treinadas e com equipamentos
para evitar disseminação do vírus (
Ebola Thinkstock)
Alguém que morreu não pode espalhar a doença

Embora o indivíduo tenha morrido, o vírus ainda pode estar presente. Por isso, especialistas em epidemiologia temem que a disseminação ocorra em práticas funerárias tradicionais realizadas em alguns países africanos, nas quais parentes ficam em contato direto com os mortos.
Nestes casos, a OMS recomenda o enterro imediato e o uso de luvas e roupas de proteção para o indivíduo que manipula o corpo.

Recomenda-se, também, o treinamento daqueles que lideram os funerais sobre os procedimentos a serem seguidos para evitar que a infecção se espalhe.

Profissionais da saúde devem usar equipamentos de
proteção ao tratar de pacientes com ebola (
Ebola Getty)
Um paciente pode transmitir a doença, mesmo que ele tenha se recuperado

Normalmente, apenas as pessoas que têm os sintomas podem espalhar o vírus.

No caso de uma mulher grávida que recebeu alta, recomenda-se que ela não amamente o bebê.



Antibióticos, água salgada, leite e cebola crua podem prevenir o ebola

O consumo destes alimentos não impede a contaminação pelo ebola. Além disso, a ingestão de água salgada - que alguns acreditam que pode curá-los da doença - pode ser perigosa, especialmente em dias quentes.

A OMS cita dois casos de pessoas na Nigéria que morreram por essa razão.
No momento não há cura para o ebola, mas vacinas estão sendo testadas. Se os testes forem bem sucedidos, profissionais de saúde terão prioridade em receber as injeções.

 É recomendado lavar as mãos com frequência, com álcool 
em gel ou sabão e água limpa (Ebola Thinkstock)
Você tem que usar produtos antissépticos caros para eliminar o vírus

Recomenda-se lavar as mãos com frequência, especialmente se você estiver perto de um paciente com o ebola.
O álcool em gel pode ser útil, mas se as mãos estiverem visivelmente sujas, é importante lavar com sabão e água limpa, segundo autoridades sanitárias.



Este é o primeiro grande surto de Ebola

O primeiro surto do ebola foi registrado no Sudão e na
 República Democrática do Congo, em 1976 (Ebola CDCP)
Este é o surto que causou mais mortes, mas não é o primeiro.
Segundo a OMS, o vírus foi diagnosticado pela primeira vez em humanos em 1976, no Sudão e na República Democrática do Congo.

O surto ocorreu em uma aldeia perto do rio Ebola, daí o nome da doença. Cerca de 500 pessoas foram infectadas e 400 morreram.
Desde então, várias cepas do vírus surgiram no continente africano.

Da BBC Brasil 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ebola é pior emergência de saúde da era moderna, diz OMS

Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS),
discursou sobre o Ebola em uma conferência de saúde nas Filipinas. / Foto: AFP
A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, caracterizou a epidemia de ebola como a "emergência de saúde mais severa e aguda dos tempos modernos", ao discursar em uma conferência nas Filipinas nesta segunda-feira. Ela afirmou também que é possível refrear parte das consequências econômicas da doença, se as pessoas foram orientadas a não tomar "atitudes irracionais" para evitar o contágio.

Citando dados do Banco Mundial, Chan disse que 90% do custo econômico de qualquer epidemia "vem de tentativas irracionais e desorganizadas de pessoas para evitar a contaminação". A diretora-geral afirmou ainda que a OMS está consciente de que o medo do ebola se espalhou pelo mundo "muito mais rapidamente do que o vírus".

"Estamos vendo, agora mesmo, como o vírus pode perturbar economias e sociedades ao redor do mundo", disse a diretora-geral. Chan também pediu às autoridades para que se preparem contra o ebola, mas que foquem também em outras ameaças à saúde, incluindo doenças não transmissíveis.

Discursando em uma conferência de saúde em Manila, Chan elogiou os filipinos por realizarem uma reunião contra o ebola, na semana passada, entre autoridades de saúde do governo e representantes do setor privado. Ela também alertou que o país está em posição vulnerável, devido ao grande número filipinos trabalhando no exterior.

Segundo dados da OMS, a epidemia de Ebola já matou mais de quatro mil pessoas, a maioria deles em países do oeste africano, principalmente a Libéria, Serra Leoa e Guiné.

No mês passado, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu aos líderes dos países afetados para construírem centros especiais para isolar os pacientes de seus familiares não infectados, em um esforço para refrear a epidemia. Além disso, ele pediu às empresas de transporte e companhias aéreas internacionais que não suspendam seus serviços aos países afetados pela doença. Segundo ele, fazer isso criaria entraves às iniciativas de auxílio humanitários e médico.


Agência Estado/Fonte: Associated Press.