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sábado, 20 de setembro de 2014

Japão anuncia que voltará a caçar baleias

Japão anunciou que terá novo programa de caça a baleias em 2015/ Crédito: AP
O Japão anunciou que colocará seu programa de caça às baleias na Antártida de volta à ativa no ano que vem. A decisão foi criticada pela Comissão Internacional de Baleias (IWC, na sigla em inglês), entidade internacional formada em 1946 por diversos países para firmar compromissos de preservação das baleias.

A Comissão havia decidido, através de uma resolução, que a caça japonesa não tem propósitos de pesquisa - e portanto não é justificável. O Secretário de Gabinete do Japão, Yoshihide Suga, disse que a decisão da IWC foi "lamentável".

"O Japão vai continuar a trabalhar em sintonia com a decisão do Tribunal Internacional de Justiça, para propor um novo programa científico com baleias na Antártida, que poderá ser implementado a partir de 2015", disse.

"Nossas ações estão baseadas na lei internacional, em fatos científicos e no tratado internacional de caça às baleias", reiterou o secretário do governo japonês.

Programa japonês

A caça às baleias para fins comerciais é proibida pela Comissão desde 1986, mas o Japão tinha um acordo de exceção que o permitia caçar para objetivos científicos. Em março deste ano, porém, o Tribunal de Justiça da ONU (Organização da Nações Unidas) considerou que o que os japoneses estavam fazendo não tinha fins científicos.

Isso fez com que o Japão tivesse que abandonar o programa de caça às baleias na Antártida neste ano. O país continuou apenas o programa menor que tem no Pacífico Norte

O Japão começou seu programa de caça às baleias em 1987, um ano depois que o acordo internacional foi colocado em vigor.

Crédito: AFP

Tribunal de Justiça da ONU considerou que Japão não tinha fins científicos na caça às baleias

Segundo o Tribunal de Justiça da ONU, o Japão já capturou cerca de 3.600 baleias minke desde que o seu programa atual de caça começou, em 2005.

O governo japonês enfrentou uma revolta global e recebeu reclamações inclusive de Estados Unidos e Austrália, dizendo que o programa é uma ‘fachada para a caça comercial’.

A carne de baleira é tradicionalmente apreciada no Japão, mas a procura por esse tipo de iguaria tem diminuído no país.


BBC Brasil 

sábado, 9 de agosto de 2014

Nagasaki recorda os 69 anos da bomba atômica

Sobreviventes idosos e suas famílias, dirigentes governamentais como o primeiro-ministro e a embaixadora
americana no Japão, Caroline Kennedy, se reuniram em um jardim para as homenagens / Foto: Jiji Press/ AFP
Milhares de pessoas, entre elas vários sobreviventes, se reuniram na manhã deste sábado (9) em Nagasaki para recordar os 70.000 habitantes desta cidade que morreram no lançamento da bomba atômica há 69 anos, três dias depois da de Hiroshima.

Os sinos marcaram o início do minuto de silêncio às 11H02 local (23H02 de Brasília), hora em que a bomba transformou a cidade em uma bola de fogo, em 9 de agosto de 1945.

A cerimônia, realizada apesar dos fortes ventos provocados pela aproximação do tufão Halong, aconteceu perto do lugar em que um avião americano lançou a bomba de plutônio batizada como "Fat Man". Seis dias depois, o Japão capitulou ponde fim assim à Segunda Guerra Mundial.

Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe,
discursou durante cerimônia
Foto: Jiji Press/ AFP
Sobreviventes idosos e suas famílias, dirigentes governamentais como o primeiro-ministro Shinzo Abe ou a embaixadora americana no Japão, Caroline Kennedy, se reuniram em um jardim, onde o prefeito da cidade pediu ao Executivo que renuncie a seu projeto de abandonar a doutrina pacifista que o país mantém desde o final da guerra.

"O juramento da Constituição através do qual o Japão renuncia à guerra é o princípio fundador do Japão do pós-guerra e de Nagasaki", declarou Tomihisa Taue, para quem o recente debate sobre o direito de autodefesa coletiva "faz temer que este princípio esteja em perigo".

O governo decidiu no mês passado permitir ao exército japonês, que até agora tinha um papel essencialmente defensivo, que combata para defender seus aliados.

Além dos 70.000 mortos em Nagasaki, em Hiroshima foram 140.000 mortos pelas únicas bombas nucleares usadas em tempos de guerra.

Os Estados Unidos jamais pediram desculpas pelo uso dessas bombas e nenhum presidente em exercício do país visitou as duas cidades mártires japonesas.

Telegramas diplomáticos vazados deram a entender que Washington propôs em 2009 que o presidente Barack Obama visitasse Hiroshima, onde apresentaria desculpas oficiais, mas o Japão teria rejeitado esta visita.


Da AFP

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

68 anos da bomba atômica no Japão

As duas maiores atrocidades humanas da história completam 68 anos, no dia 6 em Hiroshima e 9 de agosto em Nagasaki

A primeira explosão de uma bomba atômica na história da humanidade aconteceu no dia 6 de agosto de 1945, uma segunda-feira. 
A bomba foi lançada sobre o centro da cidade de Hiroshima às 8h15 da manhã. Como o horário comercial começava às 8h da manhã, muitas pessoas foram atingidas em fábricas e escritórios. 

A bomba, chamada pelos norte-americanos de Little Boy, continha 50 quilos de urânio 235, com potencial destrutivo equivalente a 15 mil toneladas de TNT. O calor liberado pela bomba
 Hiroshima, atualmente
foi de 100 calorias/cm² no grau zero, 56 calorias/cm² a 500 metros e 23 calorias/cm² a mil metros do centro da explosão.

Nagasaki foi atingida no dia 9 de agosto, às 11h02 da manhã. Inicialmente o plano do exército americano era de jogar a bomba sobre Kokura, Fukuoka. Mas o tempo nublado impediu que o piloto visualizasse a cidade, e decidiu-se pela segunda opção. Nagasaki não era considerado um alvo ideal porque é rodeada por montanhas, o que diminuiria o poder destrutivo. 

A bomba, chamada Fat Boy, era de plutônio 239, com potência equivalente a 22 mil toneladas de TNT, ou seja, 1,5 vez mais potente que a bomba jogada sobre Hiroshima. Como a bomba foi jogada às pressas, sem ter um alvo definido, o centro da explosão ficou a 3 quilômetros do centro da cidade.

O número de pessoas que possuem a carteira de identificação de vítima de bomba atômica atualmente está em 235.569 pessoas, ou seja, 8,1 mil a menos que no ano passado. Mais de cem vítimas das duas bombas moram no Brasil.

Dados complementares

• Em 1945, a população de Hiroshima era de 250 mil habitantes

• Mais de 70 mil pessoas morreram em conseqüência da radiação, principalmente de câncer

• Em 2008, a Corte de Hiroshima ordenou o pagamento de 1,65 milhão de ienes (US$ 15.262) aos familiares de dois sobreviventes japoneses que viviam no Brasil


• Além do Japão, há uma estátua de Sadako Sasaki (que faleceu aos 12 anos com leucemia causada pela bomba atômica nos Estados Unidos

Texto: Redação/NippoBrasil | Fotos: Divulgação

Domo da Bomba Atômica


Inaugurado em 1915 como Palácio das Indústrias de Hiroshima, o domo de Hiroshima faz parte de um prédio em estilo ocidental projetado pelo arquiteto tcheco Jan Letzel. A construção é em estilo neobarroco e indumentária estilo sezession, muito popular na Alemanha e Áustria do final do século 19.

O prédio é uma das poucas construções que permaneceram em pé na região onde foi lançada a bomba atômica. Calcula-se que a parte central do prédio tenha ruido em menos de 1 segundo após a explosão, que ocorreu a 160 metros a leste do palácio, a uma altura de 580 metrosdo solo. A oeste fica a ponte Aioi, em forma de “T”, usado como marca para lançamento da bomba.

O domo permaneceu de pé porque foi atingido quase que verticalmente, evitando que as paredes laterais fossem seriamente danificadas. Como possuía várias janelas, a diferença de pressão do interior e exterior do prédio não foi muito grande – a diferença de pressão forçaria a parede, derrubando-o. O palácio foi atingido 0,2 segundo após a explosão por energia 1000 vezes mais forte que a luz solar, e 0,8 segundos depois ventos de 1.584 Km/h. A pressão atingiu 3,5 milhão hectopascal (35 toneladas por metro quadrado). Todas as pessoas que estavam no prédio morreram na hora.

A energia liberada pela bomba atômica pode ser dividida em 3 partes: 50% vento, 35% calor e 15% radiação, sendo 5% radiação imediata e 10% radiação remanescente.

A população de Hiroshima passou a chamar as ruínas espontaneamente de “Domo da Bomba Atômica”. O Parque Memorial da Paz foi construído em torno do domo em 1955. Na década de 1960, por causa de seu mal estado de conservação, que poderia fazê-lo ruir, cogitou-se a sua derrubada. Mas ele foi salvo pelo líder pacifista Ichiro Kawamoto, que se emocionou ao ler no diário de uma colegial que morreu de leucemia, por causa da bomba atômica, que “aquele triste palácio deve denunciar às gerações futuras os horrores da bomba atômica”. Em 1966 a prefeitura de Hiroshima decidiu pela preservação permanete do prédio. A cada 3 anos passa por vistorias para evitar o demoronamento.

O Domo da Bomba Atômica é considerado patrimônio da humanidade da UNESCO desde 1996. Junto com construções como o Campo de Concentração de Aushwitz, Polônia, e ilha de Robben, África do Sul (onde opositores do apartheid como Nelson Mandela foram presos), é preservado para nos lembrar do lado sombrio da história da humanidade.

Nippo Brasil

segunda-feira, 8 de abril de 2013

JAPONESES CELEBRAM FESTIVAL DE CULTO AO PÊNIS

Do G1, em São Paulo

g1.globo.com
Centenas de japoneses se reúnem anualmente há mais de 40 anos para participar de um festival inusitado que celebra o órgão sexual masculino em Kawasaki.

A atração principal do Kanamara Matsuri é uma procissão com um pênis gigante, que é carregado por mulheres e homens vestidos com roupas femininas.

A origem da celebração remonta ao período em que prostitutas de Kawasaki rezavam para o pênis de aço pedindo sucesso em seus negócios e proteção contra doenças sexuais. Atualmente o festival celebra a chegada da Primavera no Japão e traz fertilidade para aqueles que participam do ritual.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Japão anuncia plano de US$ 50 bi para reconstrução

Fonte: Agência Estado
O governo do Japão propôs hoje um orçamento especial de US$ 50 bilhões (cerca de 4 trilhões de ienes) para contribuir nos esforços de reconstrução e planos de erguer 100 mil casas temporárias para os sobreviventes do terremoto e tsunami ocorridos no mês passado. "Este é o primeiro passo na direção da reconstrução após o desastre", afirmou o ministro das Finanças, Yoshihiko Noda.

Os desastres destruíram rodovias, portos, fazendas e lares, além de terem danificado uma planta de energia nuclear, forçando dezenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas por pelo menos vários meses. O governo calcula que os prejuízos podem chegar a até US$ 309 bilhões, fazendo desta a tragédia natural mais cara do mundo.

A expectativa é que o orçamento extra de US$ 50 bilhões para ajudar na reconstrução seja apenas o primeiro de vários outros que serão necessários. Cerca de US$ 15 bilhões desse total serão usados para reparar estradas e portos e mais de US$ 8,5 bilhões irão para a construção de lares temporários e remoção de entulho. As informações são da Associated Press.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Terremoto pode ter diminuído a duração dos dias na Terra

WASHINGTON (EFE)

O terremoto de 9 graus na escala Richter, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) que atingiu o Japão no dia 11 de março, pode ter mudado o eixo da Terra e cortado os dias, segundo detectaram cientistas da Nasa. Os cálculos indicam que, ao mudar a distribuição da massa da Terra, o sismo pode ter causado que o planeta gire um pouco mais rápido, cortando a duração de um dia cerca de 1,8 microsegundos (1 microssegundo é 1 milionési­mo de segundo).

O pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, Richard Gross, e sua e­qui­­pe, aplicaram um complexo modelo geológico para realizar um cálculo teórico preliminar de como o terremoto do Japão afetou a rotação da Terra. Os cálculos também indicam que o movimento deve ter mudado a posição do eixo (ao redor do qual se equilibra a massa do planeta) cerca de 17 centímetros, em 133 graus longitude Este.

Tal fato não pode ser confundido com o eixo Norte-Sul, que também se movimentou cerca de dez metros, e fará com que a Terra se oscile diferente à medida que viaje, mas não vai causar uma mudança significativa. A Nasa informou, em comunicado, que ambos cálculos provavelmente mudarão à medida que os dados sobre o terremoto sejam mais precisos.

Um cálculo similar foi feito logo após o terremoto de magnitude 9,1 que atingiu Sumatra, na Indonésia, em 2004, e indicou que o fenômeno natural deve ter cortado a duração do dia 6,8 microssegundos e mudou o eixo da Terra cerca de 7 centímetros. Segundo Gross, em teoria, qualquer fenômeno que redistribua a massa da Ter­ra muda a rotação do planeta. “A rotação da Terra muda to­do o tempo, não só como con­sequência dos terremotos, mas também por mudanças nos ventos atmosféricos e correntes oceânicas”.

VÍTIMAS
As autoridades do Japão aumentaram para 4.134 o número de mortos e 8.606 o de desaparecidos pelo terremoto e posterior tsunami, indicou, ontem, a última apuração da polícia. Até o momento 26 mil pessoas foram resgatadas, segundo dados do governo

Perigo radioativo


O caso Japão ainda é foco dos principais jornais nacionais e mundiais (e ainda será por um bom tempo). A todo o momento obtemos importantes informações técnicas e observamos como aquela nação reage a essa adversidade, porem pouco sabemos dos reais riscos a saúde que eles estão correndo, e nós também uma vez que também possuímos usinas nucleares.

No Brasil exemplificamos duas usinas que estão em funcionamento como é o caso de Angra 1, que encontra-se em operação desde 1982 e fornece ao sistema elétrico brasileiro uma potência de 657 MW e Angra 2, que após longos períodos de paralisação nas obras, inicia sua geração entregando ao sistema elétrico mais 1300 MW, o dobro de Angra 1.

Mediante a gravidade do assunto 27 países da união europeia + Rússia prometem paralisar suas usinas mais velhas (que datam da década de 80) para fazer revisão, enquanto a população quer saber dos verdadeiros riscos ao meio ambiente e principalmente a saúde que um acidente nuclear pode ocasionar.
No Japão já se sabe da liberação de gás radioativo mais ainda não se sabe da quantidade. Segundo cientistas os ventos levam nuvens de radiação muitas vezes invisíveis, ai vai depender da quantidade e das correntes de vento para medir as consequências.
O material acaba caindo, assim pode contaminar o solo, plantações, dutos de água como o mar e rios, lagos, os animais e ainda de forma indireta o ser humano, por consumir alimentos e a água contaminada dessas regiões.
Em alguns casos é preciso isolar Arias e destruir plantações, eliminar os animais, pessoas contaminadas podem ficar em isolamento até o risco diminuir.
Segundo especialistas os danos a saúde depende da exposição, da proximidade do vazamento e do próprio organismo da pessoa exposta a radiação.
A radioatividade atinge o ser humano sobre a forma de raios alfa, beta e gama, esse raios são liberados pelo material ainda em atividade, ai dependendo do tipo de radiação da quantidade e do órgão atingido, eles podem causar deformações nas células alterando ou destruindo o DNA.

Quanto maior a quantidade de radiação maior as chances de matar ou causar doenças mais graves como o câncer.
O maior acidente nuclear até hoje foi em 1986 na antiga união soviética na usina de Chernobyl onde Segundo o relatório da ONU, pelo menos oito mil pessoas morreram devido a doenças provocadas pela radiação. Especialistas falam que o desastre em Chernobyl foi de nível 7, o Japão hoje já está no nível 6 em uma escala crescente.
 Mais informações em:


POR DIEGO FELIPE

domingo, 13 de março de 2011

Terremoto no Japão


Neste final de semana, o Japão sofreu um forte terremoto de “magnitude 8,9” de acordo com a medição da agência americana US Geological Survey.
Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado 'anel de fogo do Pacífico'. O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a seis que acontecem no mundo.



Segundo BBC Brasil “O epicentro do abalo se deu no fundo do mar, a uma distância de 160 quilômetros da costa.” E foi “o maior terremoto no Japão desde que começaram a ser registrados, há 140 anos.” (reuters.com)
Ainda Segundo a BBC Brasil “As ondas podem atingir também as Filipinas, o Havaí, a costa pacífica da Rússia, a Indonésia, Taiwan e mesmo países da América do Sul como o Chile”. O GLOBO acrescenta a essa lista países como “Papua Nova Guiné, Fiji, México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras, Equador, Colômbia e Peru”.

O que são terremotos?






A abertura causada pelo tremor no leito do mar empurra a água para cima, dando início à onda.

2. A onda gigante então se move nas profundezas do oceano em altíssima velocidade.

3. Na medida em que se aproxima da terra, a onda perde velocidade, no entanto fica mais alta.

4. A onda então avança por terra, arrasando tudo em seu caminho.

Dica de Vídeos:
REFERENCIA:

BBC, BBC Brasil. Forte terremoto e tsunami atingem o Japão.

Disponível:



Reuters. Terremoto de 8,9 graus atinge o Japão; ao menos 22 mortos

Disponível:
O globo. Alerta de tsunami após terremoto no Japão se estende até México e América do Sul
Disponível:
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Por Diego Felipe