Da Agência O Globo
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imagem: veja.abril.com.br |
BRASÍLIA
- Sob a ameaça de consecutivas greves de policiais militares, a Câmara dos
Deputados sofre pressão para votar o piso nacional da categoria (PEC 300), sem
sequer conhecer com rigor o limite de cada estado para reajustar o salário da
tropa.
A maioria dos governos estaduais ainda nem enviou ao legislativo a
contabilidade do impacto financeiro. No
fim de 2011, a União calculou um impacto de R$ 46 bilhões, dos quais R$ 12
bilhões seriam bancados por um fundo custeado pelo governo federal. O Palácio
do Planalto ainda não propôs alternativa à guerra de números patrocinada por
parlamentares, favoráveis à proposta, e governadores, que rejeitam com
veemência a aprovação do piso.
A
redação da lei complementar, que circula no Congresso e seria votada a reboque
da Emenda Constitucional, propõe piso de R$ 3.500. Levantamento feito pelo
GLOBO, no entanto, mostra que nenhum estado paga hoje esse valor, à exceção do
Distrito Federal, que remunera a polícia com dinheiro da União.