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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Polícia terá agentes à paisana no combate ao tráfico durante carnaval

Oficiais vão circular pelos polos sem a farda para localizar suspeitos.
Depois, equipe completa segue para abordar e prender os identificados.

A Polícia Civil de Pernambuco vai intensificar o combate ao tráfico de drogas durante o Carnaval através do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Além de fortalecer a busca pelos traficantes, os policiais vão atuar nos principais polos da festa no Recife e em Olinda. Os detalhes da operação foram repassados pelos gestor do Denarc, Leonardo Freire, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta quarta-feira (28).

“Estamos acertando duas operações para o Carnaval de 2015. Uma é focada nos distribuidores de drogas para tentar reprimir o tráfico, que já é o trabalho ordinário do Denarc. E, para o Carnaval especificamente, faremos algumas ações pontuais nos focos de folia”, contou Leonardo Freire. Cerca de 22 oficiais devem participar das ações nos pontos mais movimentados do Recife e de Olinda, os dois maiores polos de Carnaval do estado.

No primeiro momento, os policiais vão circular pelos polos sem a farda, com o intuito de identificar os suspeitos de tráfico. Terminado esse processo, a equipe completa deve se dirigir ao local para abordar os suspeitos. "Teremos um efetivo que irá fazer a identificação dos pequenos traficantes de forma descaracterizada. Depois, todo o departamento vai para efetuar a detenção e a prisão de algumas pessoas”, explicou Freire.

O gestor do Denarc ainda revelou que a ação já começou neste final de semana nas prévias de Olinda e irá continuar nas festas que antecedem o Carnaval. “Mais ações acontecerão e com novas prisões”, acredita.

G1/pe.com


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Blog do Magno Martins:Coluna da quinta-feira

 No colo de Câmara

O governador Paulo Câmara (PSB) tem que mostrar capacidade de diálogo, negociação e jogo de cintura para evitar o pior cenário nesta crise na segurança pública mais adiante: a greve da Polícia Militar.

Reunidos, ontem, os principais segmentos da corporação deram um prazo até 10 de fevereiro para o Governo se posicionar sobre seus pleitos.

São reivindicações antigas, que provocaram a greve de maio de 2014, na qual o ex-governador João Lyra, atordoado com arrastões na Região Metropolitana por falta de policiamento, teve que recorrer às tropas federais, sendo atendido de imediato pela presidente Dilma.

Naquela ocasião, para pôr fim ao movimento, que apavorou a população, devido aos saques em supermercados e no comércio em geral, Lyra acatou uma proposta que acabou sobrando para o seu sucessor. Os policiais militares querem um aumento entre 30% a 50%, dependendo da patente.

Exigem, ainda, reestruturação da Hospital da PM, no Derby, e a implantação de um programa de gratificação por risco de vida no salário base da categoria, proposta que tramita na Assembleia Legislativa. O documento, enfim, avalizado por Lyra envolve nada mais nada menos do que 18 itens.

Isso sem falar num fato novo eclodido na crise do sistema penitenciário, com três dias de rebeliões: a proteção dos presídios por parte de agentes penitenciários e não policiais militares, que se recusam a acumular a função. Difícil para o Governo?

Pelo menos no plano salarial, impossível. Não há precedente no Estado para aumentos salariais em patamares exigidos pelos militares, não só porque os índices estão muito acima da inflação oficial como, acatados, o Governo estaria provocando uma reação em cadeia por parte de outras categorias, a começar pela Polícia Civil.

Sendo assim, o governador tem pela frente um grande desafio. Se motim em presídios já deixa o Estado refém da agenda negativa, imagine uma greve da Polícia Militar em pleno Carnaval!

SEM CARNAVAL– Sem dinheiro sequer para pagar em dia os servidores e manter os serviços essenciais, prefeitos começam a cancelar o Carnaval. O primeiro a tomar decisão corajosa foi Luciano Duque (PT), de Serra Talhada. Ontem, o prefeito de Limoeiro, Thiago Cavalcanti (PROS), também se dobrou à dura realidade e, em nota, informou que o município fica sem os festejos momescos.

Risco de degola– A versão vem dos próprios petistas: o ex-prefeito João Paulo teria sido rifado da lista de Dilma para a Codevasf por causa da rejeição das suas contas de prefeito do Recife referentes ao exercício de 2008. Há, também, indícios que o petista também perderá a guerra contra outros processos cabeludos que correm na instância federal.

Piada de salão– A candidatura de Edilson Silva (PSOL) à Presidência da Assembleia Legislativa caiu na galhofa. Corre o risco de ter apenas o voto dele, porque a oposição não morre de amores pelo seu estilo, preferindo, se for o caso, a reeleição de Guilherme Uchoa. Silva quer, na verdade, espaço na mídia e está conseguindo.

Tropa conselheira– Secretários mais próximos a Paulo Câmara foram convocados, ontem, para uma reunião de emergência no Palácio ao meio dia. Em pauta, a crise no sistema penitenciário, que tem tirado o sono do governador. As decisões sobre o assunto, portanto, estão sendo tomadas em conjunto e não de forma isolada pelo chefe.

O porta-voz – Responsável pela assembleia dos militares, ontem, no Centro de Convenções, que culminou na primeira proposta levada ao Governo para evitar a greve da PM, o deputado Joel da Harpa (PROS) também conduziu, em seguida, a manifestação da tropa pelas ruas da cidade em protesto contra a morte do sargento Carlos Silveira, na primeira rebelião no Aníbal Bruno, segunda-feira passada.

CURTAS

CALOTE– Não é só o prefeito de Águas Belas que não paga o salário dos servidores em dia. Em Custódia, Luiz Carlos (PT) está sem honrar a folha há dois meses, gerando um clima de insatisfação e revolta na categoria, que já fala em promover manifestações.

ASFALTO– Carlos Alberto, dono da empreiteira responsável pelas obras de restauração da PE-292, ligando Albuquerquené a Afogados da Ingazeira, garantiu ao Governo que, a partir de hoje, operários começam a chegar ao canteiro de obras para instalação da usina de asfalto.

Perguntar não ofende: Qual a saída que o Governo dará para o elefante branco do presídio de Itaquitinga?

'Como o rugido do leão jovem é a indignação do rei, mas como o orvalho sobre a relva é a sua benevolência'. (Provérbios 19-12)

Blog do Magno Martins 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Batalhão de Choque é acionado para conter tumulto no Complexo Prisional do Curado

Os detentos reivindicam maior celeridade no julgamento dos processos criminais
O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado na manhã desta segunda-feira (19) para conter um tumulto em um dos pavilhões do Complexo Prisional do Curado, antigo Aníbal Bruno, no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife. Os detentos atearam fogo em colchões e o Corpo de Bombeiros também foi acionado.
De acordo com a assessoria da Secretaria de Ressocialização, os detentos das três unidades prisionais do complexo iniciaram um movimento que reivindica uma maior celeridade no julgamento dos processos. Por causa do protesto, um reforço no número de agentes penitenciários foi solicitado e o Choque foi acionado para conter possíveis confrontos. Por enquanto, a situação no Curado está sob controle.

Ne10.com

sábado, 17 de janeiro de 2015

Polícia Civil pode paralisar as atividades durante o Carnaval

Os policiais não aceitam o valor oferecido pelas horas extras no período carnavalesco e podem paralisar as atividades
Policiais civis de Pernambuco estão ameaçando realizar uma paralisação durante o Carnaval. O motivo é a discordância com a maneira como ficou determinado o pagamento das horas extras, tanto do Carnaval quanto do período pré-carnavalesco, e vão decidir por uma paralisação caso não seja oferecido um novo valor para as diárias.
O valor oferecido aos policias para a semana anterior ao Carnaval é de R$ 54 por 24 horas de trabalho, o que equivale a menos de R$ 2 por hora; nos dias de Carnaval, o valor sobe para R$ 120 por dia, equivalente a R$ 5 por hora. Segundo Aureo Cisneiros, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), o movimento pede que as horas extras sejam pagas de acordo com a constituição, que prevê o pagamento da hora extra acrescida de 50%. "Os policiais não querem trabalhar por esses valores, e se o Governo não revê-los, a Polícia vai paralisar as atividades durante o Carnaval", explicou.

No dia 28, os policiais vão se reunir em assembleia na sede do Sinpol para definir ou não por uma paralisação.

Ne10.com

segunda-feira, 8 de abril de 2013

1/3 DOS PRESÍDIOS TEM SUPERLOTAÇÃO IGUAL AO CARANDIRU

http://estadao.br.msn.com

estadao.br.msn.com
Passados pouco mais de 20 anos do massacre do Carandiru, um terço dos presídios paulistas está com lotação maior que a da Casa de Detenção na época em que 111 presos foram mortos, em outubro de 1992. Às vésperas do julgamento da maior chacina de detentos da história de São Paulo, o sistema penitenciário paulista ultrapassou os 200 mil presos, com 198.476 nas 156 unidades prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária e 5.205 em cadeias da Secretaria da Segurança Pública.

A superlotação do Carandiru foi apontada como uma das causas do massacre. As mortes ocorreram depois que dois presos iniciaram uma briga que rapidamente levou a uma rebelião. Policiais militares foram chamados para conter os rebelados e acabaram provocando o massacre. Segunda-feira, 26 serão julgados no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, acusados pela morte de 15 presos no 2.º pavimento do pavilhão 9.

O caso do Carandiru não foi levado à Corte Interamericana de Direitos Humanos porque o Estado de São Paulo se comprometeu a diminuir a lotação no sistema penitenciário, o que não ocorreu. Hoje, considerados os 77 presídios paulistas, 28 têm mais que o dobro de presos em relação à capacidade. Na época do massacre, o Carandiru tinha pouco mais que o dobro de presos por vagas (7.257 para 3,5 mil).

"A situação no sistema penitenciário é hoje pior do que há 20 anos", afirma a professora de Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC Camila Nunes Dias. "Nos Centros de Detenção Provisória o drama é ainda maior. Como faltam funcionários para administrar essa superpopulação, cabe hoje aos próprios presos, integrantes do Primeiro Comando da Capital, assumir a tarefa."