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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Beijo da Discórdia

Foi um crime premeditado: com local, dia e hora para acontecer. Pelo Facebook, a ativista Joana Palhares convocava gays, lésbicas e simpatizantes para o “Primeiro Beijaço Gay” em São Sebastião, no Rio.

O slogan do evento já dava o tom provocativo:

“Feliciano, nos aguarde”.

Conforme prometido, em 15 de setembro de 2013, durante um culto evangélico onde se reuniam cerca de 15 mil cristãos para preleções, orações e cânticos sagrados, os ativistas começaram a tumultuar a cerimônia religiosa, com cartazes ofensivos, gritos e apitos. Mas, perturbar o culto era pouco. Era preciso algo mais radical, chocante... um gesto que pudesse ofender e escandalizar não só o pastor, mas também os fiéis e a própria religião. Foi quando Joana, e sua companheira Yunka Miura, resolveram se beijar – calorosa, demorada e acintosamente. 

As garotas conseguiram o que queriam: o culto foi interrompido. Diante do flagrante, o pastor Feliciano deu voz de prisão às ativistas, como poderia fazer qualquer cidadão diante de uma situação de crime flagrante. As meninas relutaram em deixar o local, acabaram algemadas e levadas para a delegacia.
Esses foram os fatos.

Agora, se pusermos de lado as paixões e os partidarismos, o liberalismo e o conservadorismo, a causa LGBT e os dogmas religiosos, a opção sexual e a orientação religiosa de cada um, resta-nos, então, a letra fria da lei. E o Código Penal é taxativo. Em seu artigo 208, considera crimes contra o sentimento religioso:

“Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

A pena é de detenção, de um mês a um ano, ou multa.

Segundo a lei penal brasileira, as meninas beijoqueiras praticaram, em um só ato, três crimes: escarneceram de um líder religioso publicamente por motivo de suas crenças; interromperam uma liturgia e ainda por cima ofenderam um ato religioso, no caso o próprio culto.

Mas, apesar dos crimes praticados, nenhuma punição foi imposta. Nem o pastor, nem os 15 mil fiéis que assistiam ao culto prestaram queixa contra as garotas.

Mas, eis que agora, os fatos se invertem.

Joana e Yunka querem posar de vítimas, processar o pastor e faturar 2 milhões de reais em indenização por danos morais decorridos, segundo elas, de homofobia, suposta modalidade de crime que sequer existe no ordenamento jurídico brasileiro.

Se houve ofensa no lamentável episódio do “beijaço”, ela não partiu dos cristãos, esses são os ofendidos.

Pois, se nas ruas, o beijo gay não fere mais a já cauterizada moral pública  num culto religioso cristão ainda é motivo de afronta, de escândalo.

Há hora certa e lugar propício para tudo. Se as meninas queriam protestar contra o deputado Feliciano que fizessem seu “beijaço” no Congresso, que é a casa do povo. O culto religioso é a casa de Deus, protegida inclusive pelas leis dos homens.


Blog da RACHEL SHEHERAZADE

sábado, 24 de janeiro de 2015

Justiça recusa acusação de Marco Feliciano contra Porta dos Fundos

A Vara do Juizado Especial do Fórum da Barra Funda, em São Paulo, julgou o processo movido contra o grupo Porta dos Fundos por conta dos vídeos que satirizam a religião cristã e entendeu que não houve crime.

A representação criminal do grupo foi feita pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP) por conta do vídeo “Especial de Natal” de 2013, dizendo que o vídeo se enquadrava no artigo 208 do Código Penal.

“Não é possível extrair das cenas e frases dos personagens a intenção de ofender a Igreja ou culto religioso. Como é cediço, para a configuração deste delito é necessário que o agente se conduza de má-fé (…). Não vislumbro essa intenção no caso narrado. Ainda que os autores tenham agido com falta de cortesia (…) isso não pode, por si só, configurar o crime do artigo 208 do Código Penal”, diz o parecer.

A defesa do grupo de “humoristas” diz que eles estão protegidos pela liberdade de expressão garantida como direito fundamental. “Além disso, a jocosidade, o humor, a graça, a paródia retiram qualquer elemento volitiva do tipo penal indicado, além do que afasta qualquer ideia de intenção de agredir sentimento religioso”, afirma o advogado Alexandre Fidalgo — sócio do escritório Espallargas, Gonzales, Sampaio e Fidalgo Advogados.

O caso estava na 2ª Delegacia de Polícia de Repressão aos crimes raciais e de delitos de intolerância e foi levado para o Ministério Público de São Paulo que apresentou a denúncia ao Juizado Especial Criminal.

Do Portal Gospel com informações Consultor Jurídico

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O projeto da ‘Cura Gay’ não será apreciado hoje


Do Blog da FolhaPE

O presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves (PMDB), enviou um ofício à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Casa, comandada pelo polêmico pastor Marco Feliciano (PSC), solicitando o adiamento da sessão do colegiado marcada para essa quarta-feira (8). O pedido foi acatado pelo social-cristão, que deixará o polêmico projeto da “Cura Gay” para a análise da comissão na próxima semana.

A solicitação de Henrique Alves se deve ao seu temor  em ver a Casa tomada dois protestos simultâneos. Amanhã, o mesmo grupo de índios que invadiu, há duas semanas, o Congresso Nacional, em reivindicação por melhor tratamento à raça, voltará a Câmara com o mesmo fim.

Como também se esperava algum tipo de protesto de integrantes do segmento LGBT, por conta da polêmica em torno da matéria que propõe o tratamento psicológico para homossexuais, Henrique Alves entendeu que a segurança da Câmara poderia ficar comprometida com duas manifestações ao mesmo tempo.

terça-feira, 9 de abril de 2013

FELICIANO DIZ QUE DEUS TERIA MATADO JOHN LENNON E ‘MAMONAS ASSASSINAS’

Do http://extra.globo.com
www.cenariomt.com.br
O pastor evangélico e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) voltou a ser motivo de críticas nas redes sociais, na noite deste domingo, após a divulgação de dois novos vídeos, nos quais o político, durante pregações de culto, comenta a morte do ex-Beatle John Lennon e dos membros da banda Mamonas Assassinas. Ele afirma que Deus teria matado os cantores, após declarações de afronta a Deus.


 “John Lennon um dia chegou diante das câmeras, bateu no peito e disse: ‘Os Beatles são mais populares do que Jesus Cristo’. Jesus não era pop star como ele, mas sim o mestre de uma grande religião. John Lennon estava olhando para as câmeras, dizendo: 'Nós Beatles somos uma nova religião’. A minha bíblia diz que Deus não recebe esse tipo de afronta e fica impune”, afirma Feliciano.


No vídeo, que já tem mais de 64 mil visualizações, o pastor continua: “Passou algum tempo depois dessa declaração, está ele entrando em seu apartamento, quando ele abre a porta e escuta alguém chamá-lo pelo nome, ele vira e é alvejado com três tiros no peito. Eu queria estar lá no dia em que descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: ‘me perdoe John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho e esse é em nome do Espírito Santo’". Feliciano conclui: “Ninguém afronta a Deus e sobrevive para debochar”.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

DEPOIMENTO DE PASTOR POR PRÁTICA DE ESTELIONATO SERÁ FECHADO, DIZ STF


http://estadao.br.msn.com

www.crato.org
BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski decidiu nesta quarta-feira, 4, que será fechado o depoimento do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Relator do processo contra o deputado, Lewandowski afirmou que é preciso "preservar a tranquilidade e intimidade" de Feliciano e disse que a sala onde será ouvido na sexta-feira, 5, é pequena e não comportaria a presença de jornalistas.

O processo aberto contra Feliciano não tramita em segredo de Justiça, o que justificaria o depoimento a portas fechadas. Feliciano foi denunciado pela prática do crime de estelionato pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul em 2009, antes de ser empossado deputado federal. Conforme a denúncia, o deputado teria recebido o valor de R$ 13 mil para ministrar um culto religioso, mas não compareceu.

No passado, os depoimentos colhidos no Supremo eram abertos e podiam ser acompanhados pela imprensa. Em 1996, foi público o interrogatório da ex-ministra da Zélia Cardoso de Mello, que atuou no governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello e era acusada de envolvimento com irregularidades.

Na ocasião, a ex-ministra chegou a passar mal por causa de uma crise de hipoglicemia no momento em que respondia a perguntas formuladas pelo relator do processo, o então ministro do STF Néri da Silveira. Foi providenciado um copo de suco de laranja para que ela se restabelecesse e pudesse voltar a depor. Em nenhum momento os jornalistas foram retirados da sala onde ocorria o interrogatório.