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domingo, 12 de abril de 2015

Popularidade de Dilma para de cair, mas rejeição ainda é de 60%

Imagem do Google 
Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha finalizada nessa sexta-feira (10) e divulgada neste sábado (11) mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) parou de cair, mas a petista continua sendo desaprovada por 60% dos entrevistados.

Apenas 13% das pessoas que participaram da pesquisa afirmam que consideram o segundo mandato da presidente Dilma "bom" ou "ótimo", essa é a mesma taxa que foi apresentada na pesquisa realizada em março. A maioria, 60% dos entrevistados, classificaram o governo Dilma como "ruim" ou "péssimo", apenas dois pontos percentuais a menos que os números apresentados no levantamento anterior, quando a taxa era de 62%.

Segundo o instituto, a atual popularidade de Dilma só é comparável com a do ex-presidente Itamar Franco, que tinha somente 12% de aprovação em novembro de 1993, e  Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quem em setembro de 1999 apresentava os mesmo 13% que Dilma apresenta agora.

A imagem de Itamar Franco era afetada pelo escândalo do Orçamento, na Câmara, e FHC sentia os efeitos negativos da desvalorização do Real no início do seu segundo mandato.

As amostras do Datafolha também apontam que a reprovação ao governo da petista aparecem nos mais variados segmentos da sociedade: homens, mulheres, jovens e eleitores de todas as faixas de renda e escolaridade rejeitam a imagem da presidente reeleita em outubro do ano passado com uma pequena diferença de votos contra o senador tucano Aécio Neves (PMDB).

O Datafolha ouviu 2.834 pessoas e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Do Ne10 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dilma diz que Petrobras é a 'pátria de macacão e mãos sujas de óleo'

Ela disse ainda que estatal 'limpou o que tinha de limpar' e 'continua de pé'.

Presidente entregou 500 unidades do Minha Casa, Minha Vida no RJ.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (9) durante evento em Duque de Caxias (RJ) que, se a Seleção Brasileira é a "pátria de chuteiras", como dizia o jornalista e escritor Nelson Rodrigues, a Petrobras é a "pátria de macacão e mão sujas de óleo".

Dilma participou na manhã desta quinta de cerimônia de entrega de 500 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, na cidade da Baixada Fluminense. Ao ser anunciada no evento, ela foi ovacionada pela plateia, formada por beneficiários do programa.
Alvo de um esquema de corrupção que cobrava propina de fornecedores, a Petrobras perdeu valor de mercado desde que as denúncias vieram à tona no ano passado. As suspeitas de irregularidades provocaram a troca da cúpula da empresa e motivaram fundos de investimentos dos Estados Unidos e da Europa a ingressarem na Justiça para reivindicar indenizações em razão de supostos prejuízos causados aos investidores da Petrobras. Somente nos EUA já foram registradas pelo menos 11 ações coletivas contra a estatal.

"Tem um conjunto de cidadãos que sabe que ela [Petrobras] é um dos maiores orgulhos nossos e, se a Seleção é a pátria de chuteiras, como dizia um saudoso fluminense, a Petrobras, de macacão, é também a pátria de macacão e mãos sujas de óleo", disse a presidente.

Na última segunda (6), Dilma afirmou durante a posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, que a "luta" para recuperar a Petrobras "está em curso" e é do atual governo. Na semana passada, em entrevista à agência de notícias Bloomberg, ela declarou que a estatal brasileira "está ultrapassando os desafios de governança".

Antes do evento desta quinta começar, cinco pessoas que se dizem ex-funcionárias do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) estiveram no local da cerimônia com faixas, cartazes e camisetas com a frase "SOS Emprego". Momentos antes de o evento ser iniciado, eles foram autorizados a entrar, mas sem os cartazes e faixas.

No discurso, ao defender a Petrobras, a presidente afirmou que a estatal "continua de pé" e citou a extração "em tempo recorde" de 700 mil barris diários do petróleo do pré-sal.

'Limpeza'
Sem citar nomes, Dilma disse que pessoas que se aproveitaram de seus cargos na Petrobras para enriquecer "os próprios bolsos", mas a estatal "limpou o que tinha de limpar". Ela disse que a empresa "já deu a volta por cima".

"A Petrobras limpou o que tinha de limpar, tirou aqueles que tinha de tirar de lá de dentro e que se aproveitaram de suas posições para enriquecer os próprios bolsos. Mas a Petrobras continua de pé. E mais, vocês podem ter certeza de uma coisa, podem ter certeza: esta empresa não só já deu a volta por cima, como ela, hoje, mostrou a que veio. A Petrobras bate todos os recordes", disse.

Do G1 

domingo, 5 de abril de 2015

Cidadão, esse cara é você

Dizem que, quando Maria Antonieta, rainha da França, soube que o povo se revoltava pela falta de pão, perguntou: "E por que não comem brioches?" Pouco tempo depois, perdeu o trono, a liberdade e a vida.

Os poderosos se isolam e não entendem por que, quando não há comida em casa, os pobres não almoçam num bom restaurante. Nas manifestações, ficou clara a rejeição a tudo isso que está aí. E como reagem nossos poderosos?

A Petrobras, em crise, propõe o aumento do salário de seus diretores em 13%, para algo como R$ 123 mil mensais. Pode ser pouco diante do que se paga em empresas do mesmo porte; mas, diante da situação, parece deboche. No ano passado, os salários da diretoria já haviam subido 18%, contra 6,4% de inflação.

O Supremo Tribunal Federal cancelou todas as sessões nesta semana. Com isso, o inquérito sobre Jader Barbalho, por peculato, acabou. Está prescrito.

A Câmara Federal nomeou quatro deputados para visitar o então ministro da Educação, Cid Gomes, no Hospital Sírio-Libanês. Suas Excelências iriam conferir a avaliação médica do Dr. Roberto Kalil. Custo: R$ 6.500. Não é muito? Talvez. Mas qual a utilidade do passeio? Provar que um dos melhores hospitais do país estava errado? Que é que o deputado André Fufuca entende disso? E quem é que disse que se pode visitar um paciente sem autorização dele e do médico?

Lula, que, solidário, manteve os condenados do Mensalão no PT, disse: "Hoje, se tem um brasileiro indignado sou eu, indignado com a corrupção."

Pois é.

Carlos Brickmann

quinta-feira, 26 de março de 2015

Almoço Grátis

Imagem do Google
Como em todo caso de corrupção, não há vítimas: corruptos e corruptores são todos culpados. Quem compra e quem se vende se iguala na indignidade. É o caso dos envolvidos no escândalo do Petrolão.

São igualmente desprezíveis os executivos da Petrobras que operavam fraudes e desvios, os partidos que os indicavam, e os empreiteiros que superfaturavam contratos, multiplicavam seus lucros e pagavam propina ao PT, PP e PMDB em forma de doações de campanha.

Estão todos no mesmo saco de gatos, ou melhor, de gatunos, e deverão responder na Justiça na medida de seus crimes.
O delator Paulo Roberto Costa resumiu, em uma frase, como funciona o submundo da corrupção:

“Não existe almoço grátis”, uma referência ao economista americano Milton Friedman, para quem, tudo tem o seu preço.

Segundo o ex-diretor da Petrobras, não se indica alguém para um cargo político sem querer nada em troca.
“Se um político indica fulano para ser ministro dos Transportes é porque tem interesse depois que alguma coisa reverta para o partido” Afirmou o delator.

Para Costa, na Petrobras, não existia possibilidade de um diretor ocupar uma diretoria se não tivesse respaldo político . “Você podia ser um técnico brilhante”, revelou, “mas, você vai morrer ali”.
Sem mais nada a perder, o delator do Petrolão descortinou o Brasil real. O país dos QI's – os Que Indicam. Padrinhos e seus afilhados: a presidente que nomeiam advogado do PT Ministro do Supremo, a filha de ministro que vira desembargadora graças ao “pedigree”, o governador que cria secretaria para abrigar filha desempregada...

É como se o Estado fosse deles, como se eles tivessem o direito legítimo de dispor do público como se privado fosse. E às favas com os princípios da moralidade e impessoalidade!

Vivemos a mais profunda crise de valores. O avesso do avesso! Avesso do bom senso, da honra, da ética, da vergonha na cara...

Lá no serviço público, de meras repartições à Cortes e ministérios, onde manda quem pode e obedece quem tem juízo, o mérito é apenas um detalhe dispensável.

Depois de 17 anos como servidora pública concursada, sem QI, nem “pistolão”, aprendi que funcionário é como um livro numa estante. Os mais úteis estão sempre nas prateleiras mais baixas.

BLOG DA RAQUEL SHERAZADE 

Blog do Magno Martins:Coluna da quinta-feira

Convidado a cair fora

A demissão do ministro de Comunicação Social, Thomas Traumman, pegou pouca gente de surpresa em Brasília, porque era inevitável, decorrente de denúncias de malfeitos no Governo. Ele foi responsável por conduzir a Pesquisa Brasileira de Mídia, a fim de auxiliar o Planalto a tomar decisões relacionadas à publicidade oficial.

Parlamentares de oposição defenderam a demissão do ministro devido a um documento interno divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" que teria sido elaborado pela Secretaria de Comunicação e apontava uma situação de “caos político” no País, “comunicação errática” do Governo.

Defendia também mais investimentos em propaganda em São Paulo. Comissões da Câmara e do Senado aprovaram convite para que o ministro esclarecesse aos parlamentares o conteúdo do documento. O Palácio do Planalto se transformou em uma trincheira de guerrilha com a prática do ex-ministro Thomas Traumman.

Em pronunciamento do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), cobrando a saída de Traumman, a oposição explorou que a imprensa havia divulgado documento da Secretaria de Comunicação propondo uma ação conjunta e coordenada entre a divulgação institucional de atos do governo, cargo do órgão federal, e os blogs ditos progressistas, com a finalidade de destruir a reputação de adversários, num verdadeiro terrorismo ideológico.

Através de requerimento do próprio Aloysio Nunes, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou a convocação do ministro de Comunicação para dar explicações sobre suas declarações atrapalhadas em relação à forma de o Governo reagir ao bombardeio da oposição depois das manifestações de rua pelo afastamento da presidente.

No documento, que Thomas vazou pata o Estadão, há uma clara referência de que o Governo erra desde a reeleição de Dilma, sugerindo que os apoiadores do Governo “estão levando uma goleada da oposição nas redes sociais”. E aponta como saída reverter o quadro pós-manifestações de 15 de março com investimento maciço em publicidade oficial em São Paulo, cidade administrada pelo petista Fernando Haddad, onde se concentra, hoje, a maior rejeição ao PT.

EMPURRA-EMPURRA– A conta salgada de R$ 3 milhões de energia, não paga para manter três perímetros de irrigação no São Francisco, é de responsabilidade da Chesf, que jogou no colo da Codevasf, que por sua vez não assume. Resultado: sem luz, cortada ontem pela Celpe, quem paga o pato são os dois mil irrigantes que produzem frutas e cereais na área. Diz o ditado popular que a corda sempre quebra do lado mais fraco.

Que mico! – O corte de energia pela Celpe nos projetos de irrigação do São Francisco foi confirmado no momento em que o presidente da distribuidora, Luiz Antônio Ciarlini de Souza, dava explicações, ontem, no congresso da Amupe, sobre a transferência de responsabilidade pela iluminação pública, incluindo o custeio e manutenção de luminárias, lâmpadas, relés e reatores aos prefeitos. O município que descumprir a determinação pode ser enquadrado na Lei de Improbidade Administrativa.



Tremendo abacaxi– Os prefeitos estão apreensivos porque o prazo para assumirem os ativos de iluminação pública, que atualmente estão sob gestão das distribuidoras de energia, expirou no dia 31 de dezembro. A concessão de um prazo de adaptação foi atendida pelo Governo, porque muitos municípios enfrentam dificuldades na transferência do serviço.

Isolando o PT– Os partidos de oposição decidiram dar todo poder ao vice Michel Temer na reforma política, para colocar o PT contra a parede. Há mais simpatia pelo Distritão de Temer e do PMDB do que pelo voto em lista do PT. Presidente da Comissão, Rodrigo Maia (DEM) conta com o PSD de Gilberto Kassab e o PP também apoiando o Distritão.

Em nome da paz– Temendo o agravamento da violência, a população de Serra Talhada sai às ruas, hoje, numa passeata pela paz, iniciativa da Igreja e de outras instituições representativas da sociedade civil. O prefeito Luciano Duque se engajou ao movimento e diz que levará toda a sua equipe. “Vamos erguer a bandeira da paz”, pede.



CURTAS

RELATÓRIO– A Comissão de Economia do Senado aprovou, ontem, o relatório do senador Douglas Cintra (PTB) criando o novo marco regulatório para a biodiversidade. Entre as emendas aceitas por Cintra, está a proposta de entidades indígenas e de agricultores familiares para criação de um centro de biodiversidade.

VAIA– O deputado Ângelo Ferreira (PSB) diz que o prefeito de Sertânia, Guga Lins (PSDB), inventou a “perua” de um e-mail velho para justificar a não ida ao ato com o governador, sábado passado, de anúncio do anel rodoviário. “Na verdade, ele não foi porque iria levar uma vaia. Está ilhado no seu próprio município, porque é vaiado em qualquer evento público que comparece”, assinalou.


Perguntar não ofende: O que afinal os governadores levarão do encontro com Dilma ontem?

segunda-feira, 23 de março de 2015

Pesquisa aponta que 84% dos brasileiros acreditam que Dilma sabia do esquema de corrupção na Petrobras

Levantamento realizado pelo Instituto Datafolha em todo o País, nos últimos dias 16 e 17 de março, aponta que 84% dos brasileiros acreditam que a presidente Dilma Rousseff (PT) sabia do esquema de corrupção na Petrobras, investigada pela força-tarefa da Operação Lava Jato. A pesquisa foi divulgada neste domingo (22) pela Folha de S. Paulo.

Grande maioria dos entrevistados também acredita que a petista sabia do esquema e deixava ele correr livremente. Para 61% dos entrevistados ela “deixou” que ocorrem os atos de corrupção. Outros 23% dizem que, apesar de saber, Dilma “não poderia fazer nada” para impedir as fraudes.

De acordo com a pesquisa, não há distinção entre faixas, divisões socioeconômicas ou preferências partidárias. O sentimento é semelhante em todos os estratos sociais.

Entre os que votaram em Dilma no segundo turno do ano passado, 74% acreditam que ela sabia do esquema. Outros 19% acham que ela não tinha conhecimento e 8% não souberam responder.

Já para aqueles que declararam voto em Aécio Neves, existem quase uma unanimidade em afirmar que Dilma sabia da corrupção na Petrobras (94%). Outros 3% acham que ela não sabia e 3% não souberam responder ao questionamento.

Blog de Jamildo 

Charges do Thiago


domingo, 22 de março de 2015

Programa Mais Médicos, Escravidão e Medicina de Faz de Conta

Imagem do Google 
E a ditadura Castro está ameaçando substituir os escravos cubanos que atuam como “médicos” no Brasil. Denúncia da Folha de SP. Cuba não quer que seus “médicos” mantenham a família no Brasil, temendo que cônjuges e filhos acabem incentivando a fixação dos cubanos no país, o que, para a ditadura castrista, seria considerado deserção.

Prisioneiros em seu próprio país, e, agora, escravos no Brasil, os profissionais do programa Mais Médicos estão apavorados com a ameaça de ter de voltar à ilha de Fidel.

Quarenta deles já desistiram de ser explorados e denunciaram: são tratados como prisioneiros, vigiados, dia e noite, por agentes da ditadura cubana, sem ter o pleno direito de ir e vir no Brasil. Além disso, recebem 3 mil reais, bem menos que os dez mil que ganham os demais colegas do Mais Médicos: o resto do salário, 7 mil reais acabam enviados ao governo de Raul Castro. OU seja, o Brasil está, indiretamente, financiando a falida ditadura comunista em Cuba e incentivando o trabalho análogo à escravidão.

É de se estranhar e perguntar porque o Ministério Público do Trabalho e a Secretaria dos Direitos Humanos continuam omissos nesse caso.

Para implantar o alardeado e eleitoreiro Programa Mais Médicos, o governo brasileiro também passou por cima do Conselho de Medicina. Dispensou os cubanos de se submeter ao revalida, teste que comprovaria as habilidades profissionais, tornando válidos ou reprovando os diplomas dos profissionais estrangeiros.

Outra crítica ao Mais Médicos é que ele custa caro e não resolve o dilema da saúde nos rincões do país, apenas maquiando o problema.

Com o dinheiro investido no programa, ano passado foram quase 2 milhões, o Governo brasileiro deveria melhorar a infra-estrutura de saúde nos pequenos municípios, criar um plano de carreira atrativo para os médicos brasileiros, que supririam a demanda de mão de obra garantindo aos profissionais as ferramentas mínimas para exercer a medicina dignamente.

Hoje, os escravos cubanos representam 80 por cento dos profissionais atuando no Mais médicos.
Mas, não se faz medicina com caneta, receituário e médicos de faz de conta.

BLOG RAQUEL SHEHERAZADE 

A vaca sempre tossindo

Na campanha presidencial de 1960, Jânio Quadros repetiu o mesmo discurso, palavra por palavra, no país inteiro. E prometeu instalar umas quinze fábricas de automóveis, cada uma localizada exatamente no local em que fazia o discurso. Não havia problema: as comunicações eram precárias, ninguém sabia num lugar o que ele havia prometido em outro. O discurso repetido sempre parecia novo.

Jânio se elegeu há 55 anos. A tecnologia já é outra, não dá mais para disfarçar. E o Pacote Anticorrupção de hoje da presidente Dilma pode ser achado no Google. Em julho de 2005, quando o Mensalão quase afundou o Governo, o presidente Lula, ao lado da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, lançou um Pacote Anticorrupção igualzinho ao de agora (veja no Google: "Lula", "Pacote Anticorrupção", "2005"). Em 2011, no início do seu mandato, Dilma teve de se livrar de sete ministros habituados a botar o dedo no pudim. Em setembro, houve protestos de rua contra a ladroeira. E a presidente anunciou de novo o mesmo Pacote Anticorrupção de 2005 - que, diga-se, é exatamente o de hoje. Se repetir a lei resolvesse, a corrupção no país seria abolida pela terceira vez em dez anos. 

Mas será que o Governo quer mesmo pagar o preço político da luta contra a corrupção? A Casa Civil da Presidência da República há um ano e meio está sentada em cima da Lei Anticorrupção, e não há quem a convença a regulamentá-la para que entre imediatamente em vigor. Dilma poderia dar ordens à Casa Civil para que faça seu trabalho. Como se explica que, tão mandona, Dilma se cale?

“CARLOS BRICKMANN”

sábado, 21 de março de 2015

Blog do Magno Martins:Coluna do sabadão

Dilma tem dinheiro?

Enfim, os governadores do Nordeste terão uma agenda conjunta com a presidente Dilma. Acontece na próxima quarta-feira, em Brasília, depois de o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), insistir. Foi em João Pessoa, há dois meses, que os nove chefes de Estado da região se encontraram para discutir pleitos consensuais.

Os governadores querem priorizar novas fontes de financiamento para a saúde que garantam a elevação do patamar de atendimento à população, que tem se tornado cada vez mais difícil, bem como a ampliação dos serviços contemplados com as atuais fontes de financiamento.

Acham que o Governo Federal e o Congresso Nacional precisam abrir uma discussão que traga recursos financeiros para o custeio do Sistema Único de Saúde, com o direcionamento prioritário dos recursos para a Média e Alta Complexidade, possibilitando eficiência com a implantação de novas formas de gestão.

A Dilma, dirão que solicitaram aos ministros do Supremo Tribunal Federal a votação do mérito da ADIN 4917, que permite a entrada em vigor da Lei dos Royalties do Petróleo (Lei 12.734/2012), legitimamente aprovada no Congresso Nacional. Querem também a redefinição do papel da União com a construção de uma política nacional que contemple a modernização das Forças de Segurança (polícias militar, civil e bombeiros) dos Estados.

E também a elaboração de um plano nacional integrado de combate às drogas e armas, e a imediata implementação do Programa Crack: é Possível Vencer, que, apesar de anunciado pelo Governo Federal, ainda não foi totalmente implantado, bem como a criação do Fundo Complementar para a segurança pública.

Pedirão ainda investimentos na infraestrutura e logística de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos do Nordeste, visando ao fortalecimento da integração regional como fator fundamental de competitividade e a inclusão de estudos que viabilizem a implantação de uma malha aeroviária da Região.

Por fim, os governadores querem a criação de uma linha de crédito especial, PROINVESTE NORDESTE, já no primeiro semestre de 2015, para investimentos em infraestrutura dos Estados, nos moldes do Pro investe atualmente em execução.

Isso sem falar da conclusão do projeto de modificação da tributação das operações interestaduais não presenciais, inclusive aquelas realizadas na modalidade de comércio eletrônico (compras pela internet), destinadas ao consumidor final, que precisa ser finalizado este ano no Congresso para entrar em vigor em 2015.

“O Nordeste não pode continuar a conviver com as perdas decorrentes do atual modelo de tributação do comércio eletrônico. Reivindicamos a manutenção dos juros praticados pelo BNB abaixo daqueles de outras instituições de crédito, como instrumento de desenvolvimento regional”, diz a carta dos governadores assinada em João Pessoa. Segundo o governador Paulo Câmara, os governadores também dirão a Dilma que apoiam as investigações dentro do Estado de Direito e o combate incessante à corrupção, com a punição de todos os culpados em quaisquer casos.

“Porém, entendemos que o Brasil não pode ser o País da agenda negativa e única. É preciso convergir esforços para superar os problemas e construir soluções que coloquem o País num cenário de crescimento, competitividade, aumento e distribuição de riquezas. O Brasil precisa de uma nova agenda política e econômica”, assinalou.

SAI O FEM– O governador Paulo Câmara anuncia o seu primeiro FEM na próxima segunda-feira no seminário da Amupe, a Associação Municipalista de Pernambuco. São R$ 300 milhões para investimentos, mas prefeitos que não tiverem prestado contas do fundo I e II não irão ter direito ao novo FEM, segundo explicou ao blog o governador durante o fórum Todos por Pernambuco, ontem,  em Afogados da Ingazeira.

Pedra no caminho – A deputada e presidente estadual do PT, Teresa Leitão, tem sido apontada por setores do Governo como impedimento para um entendimento em torno do aumento dos professores. Tudo porque, para discutir o reajuste, o Governo teria que, antes, contemplar 4.060 professores com o piso nacional, que ainda não recebem. A parlamentar não concorda.


A primeira baixa– O governador Paulo Câmara nomeou o ex-prefeito de Afrânio, Carlos Cavalcanti, o Carlinhos, para a Assessoria Especial sem saber que ele responde por processos na justiça por improbidade administrativa, sendo, portanto, ficha suja. Pelo que deixou a entender, ontem, na passagem pelo Pajeú, pode revogar a decisão.

Os excluídos – O vice-governador Raul Henry (PMDB) tem defendido a tese de que os prefeitos que não tenham prestado contas dos recursos recebidos para a última etapa do FEM, o Fundo de Emergência dos Municípios, não sejam contemplados no novo fundo que venha a ser anunciado pelo governador no seminário da Amupe, segunda-feira, no Recife.

Candidatíssima! –Presente, ontem, em Afogados da Ingazeira, ao seminário “Todos por Pernambuco”, a deputada estadual Raquel Lyra (PSB) praticamente confirmou que disputa a Prefeitura de Caruaru nas eleições do próximo ano. “Estou muito animada”, afirmou. Sobre a nomeação da ex-deputada Miriam Lacerda para a Assessoria Especial, a socialista disse que quem deveria explicar era o Governo.


CURTAS

HAJA APETITE! – Em Floresta, o governador teve que almoçar duas vezes na última quinta-feira após a abertura do seminário Todos por Pernambuco. Primeiro, na casa da prefeita Rorró Maniçoba (PSB), que é Ferraz; depois na casa do deputado Rodrigo Novaes. Ferraz e Novaes não se bicavam até Rodrigo ser vice de Rorró antes de ser eleito deputado. Mas já estão novamente rompidos.

DE BRANCO– Neopetista, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, apareceu, ontem, de camisa branca no seminário Todos por Pernambuco em Afogados da Ingazeira, o que pegou muita gente de surpresa. O branco é a cor adotada pelo ex-governador Eduardo Campos em campanha. Será que vai aderir ao Governo?

Perguntar não ofende: Paulo Câmara tem em caixa R$ 300 milhões para bancar um novo FEM?


quarta-feira, 18 de março de 2015

No terceiro mês do mandato, governo Dilma é reprovado por 62% da população, diz Datafolha

Foto: José Cruz/ABR
Menos de três meses depois de assumir o segundo mandato como presidente da República, Dilma Rousseff (PT) vê seu governo atingir 62% de reprovação, segundo divulgou o Datafolha na manhã desta quarta-feira (18). O índice reúne as pessoas que consideraram a gestão de Dilma ruim ou péssima.

De acordo com o Datafolha, esse é o maior índice de rejeição de um presidente da República desde setembro de 1992, quando o então presidente Fernando Collor estava prestes a sofrer o impeachment no Congresso Nacional. Naquele levantamento, a aprovação de Collor era de 9%.

O Datafolha aponta ainda que 24% consideram o governo Dilma regular e 13% consideram a administração do Planalto como ótima ou boa.

Essa é a primeira vez em que a pesquisa aponta que Dilma é reprovada por mais da metade dos brasileiros. O índice de desaprovação cresceu 18% desde o início de fevereiro, quando o último levantamento do Datafolha foi levantado.

Em comparação com a situação de Dilma, o pior índice de aprovação do ex-presidente Lula (PT) foi com 28% de ótimo/bom e 29% de ruim/péssimo, em dezembro de 2005, logo após a cassação do ex-ministro José Dirceu, pelo escândalo do Mensalão.

Já o pior momento de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi em setembro de 1999, quando a economia sofreu com a desvalorização do real. A gestão dele era tida como ótima/boa por 13%, assim como Dilma, mas ele era reprovado por 56%.

O Datafolha ouviu 2.842 eleitores entre os dias 16 e 17 de março, em 172 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Blog de Jamildo 

terça-feira, 17 de março de 2015

MPF denuncia 27 em Lava Jato; Dilma diz não interferir em investigações

O Ministério Público fez nessa segunda-feira (16) as primeiras denúncias a 27 investigados na 10ª fase da Operação Lava Jato. Entre eles está o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Ao mesmo tempo, no primeiro pronunciamento após as manifestações do último fim de semana, a presidente Dilma Rousseff afirmou que as denúncias provam que o partido não interfere nas investigações.

"Eu acho que esse acontecimento mostra que todas as teorias a respeito de como o governo interferiu sobre o MPF, ou quem quer seja para investigar e fazer qual coisa, é absolutamente infundada. Se querem investigar vão investigar, quem for responsável pagará pelo que fez", disse a presidente durante uma entrevista coletiva.

Entre os denunciados pelo MPF estão o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, o ex-gerente da empresa, Pedro Barusco, o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e alguns executivos de empreiteiras. Eles são acusados de lavagem de dinheiro e corrupção.

De acordo com os procuradores que apresentaram as denúncias, João Vaccari Neto participou de reuniões com Renato Duque nas quais eram acertados valores a serem transferidos ao PT em doações ilegais. O MPF afirma que foram feitas 24 doações ao partido, totalizando R$ 4,26 milhões.
O PT, no entanto, afirma que só recebe doações legais para suas campanhas.

Em nota, a defesa de Vaccari Neto afirmou que ele "não participou de nenhum esquema para recebimento de propina ou de recursos de origem ilegal destinados ao PT".
Falando à imprensa após a cerimônia de sanção do novo Código de Processo Civil, a presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar que anunciará um conjunto de medidas para o combate à impunidade nos próximos dias e disse não acreditar que o Congresso, partido de sua base aliada, dificultará a aprovação do pacote.
Nos últimos meses, o governo tem tido problemas na negociações com os parlamentos, incluindo da própria base aliada, incluindo o PMDB, partido dos líderes tanto do Senado quanto da Câmara dos Deputados.
Presidente disse 'estar aberta ao diálogo', com 'atitude de humildade'
Em resposta ao comentário do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB - RJ) – que afirmou que "a corrupção está no Executivo, não no Legislativo", a presidente disse que "a corrupção pode estar em qualquer lugar".

"A corrupção não nasceu hoje. Ela é uma senhora idosa, e pode estar em qualquer lugar, não poupa ninguém. Ela pode estar, inclusive, no setor privado. Não vamos achar que tem qualquer segmento acima de qualquer suspeita", disse.

'Prova de democracia'
Em seu discurso sobre o novo Código de Processo Civil, a presidente relembrou o aniversário da redemocratização, no dia 15 de março, e afirmou que as manifestações que aconteceram em todo o país na última sexta-feira e no último domingo – contra e a favor do governo – mostravam que o Brasil "convive pacificamente com manifestações".

Ao contrário dos protestos de junho de 2013, os atos do último fim de semana não registraram episódios de violência, nem excessos da polícia.

"Sexta-feira e ontem, centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas para se manifestar com toda a liberdade, de forma pacífica. Assim como as urnas traduzem a vontade da nação, que não pode ser desrespeitada, as ruas são o espaço legítimo da manifestação."

"Ontem, quando vi centenas de milhares de cidadãos se manifestando pelas ruas de várias cidades brasileiras, não pude deixar de pensar que valeu a pena lutar pela liberdade, valeu a pena lutar pela democracia. Este País está mais forte do que nunca", afirmou.

Dilma voltou a falar sobre a reforma política como solução para a corrupção, uma das demandas dos manifestantes em ambos os dias.
Ela não mencionou, no entanto, a proposta de um plebiscito para decisões sobre projetos de reforma e disse que "a protagonista (do debate) é toda população brasileira, mas o espaço adequado é o Congresso Nacional".

Erros
Questionada sobre erros cometidos em sua administração, Dilma afirmou que a entrevista não era "um confessionário" e defendeu os ajustes fiscais, dizendo que diálogo com setores do governo e com a sociedade será com "posição de humildade, mas firmeza".

"Somos obrigados agora a fazer ajustes e correções para continuar crescendo. Não estamos acabando com nossas políticas, mas corrigindo."
"Tem gente que acha que a gente devia ter deixado algumas empresas quebrarem e muitos trabalhadores se desempregarem. Eu tendo a achar que isso era um custo muito grande para o país. Agora que é possível discutir se podia ser um pouco mais, um pouco menos, é possível discutir."

A presidente admitiu, no entanto, que o governo errou ao delegar às faculdades particulares a responsabilidade pelas matrículas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). E afirmou que está sendo corrigido o erro que possibilitou que alunos não aprovados em Português conseguissem a bolsa do governo.

BBC Brasil 

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