Mostrando postagens com marcador Pacote de Incentivo à Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pacote de Incentivo à Economia. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de abril de 2015

Procon Recife registra variação de até 77,94% nos preços de medicamentos

Pesquisa aponta ainda diferença de 50% entre genéricos e 'de marca'.
Segundo o órgão, os genéricos são, em média, 50% mais baratos.

Pesquisa feita pelo Procon em drogarias do Recife revelou que os preços dos medicamentos oscilaram de acordo com a marca e também por estabelecimento, podendo a diferença chegar a até 77,94% entre alguns genéricos e 54,47% entre remédios de referência (de marca). O órgão indicou também que os genéricos são, em média, 50% mais baratos que os tradicionais.

O resultado do levantamento, que analisou 58 medicamentos, foi divulgado nesta sexta (24). O Procon apontou, como exemplo, o medicamento de referência Amoxil, na apresentação 500mg com 21 cápsulas. O menor preço encontrado foi R$ 26,50 e o maior, R$ 58,21. Já o medicamento genérico na fórmula paracetamol, 200mg/ml - gotas, 15ml, foi encontrado no menor preço de R$ 2,92 e o maior no valor de R$ 13,24.
O Procon ressaltou que essas diferenças de preços, tratando-se de um mesmo produto, sinalizam desrespeito do fornecedor para com o consumidor por se tratar de produto essencial. O órgão orienta ainda que o consumidor consulte a lista de preços máximos dos medicamentos, disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Também devem ser consultadas as listas de preços que devem estar disponíveis nos estabelecimentos, conforme determina a Resolução da Câmara de Resolução do Mercado de Medicamentos (CMED). Vale lembrar ainda que, por meio do programa 'Aqui tem Farmácia Popular', o consumidor pode obter gratuitamente, nas drogarias credenciadas, os medicamentos indicados para o tratamento de hipertensão e diabetes.
O consumidor que tiver dúvidas ou quiser registrar uma reclamação, pode procurar o Procon Recife na Rua Carlos Porto Carreiro, nº 156, Derby, área central da cidade, de segunda a sexta, das 8h às 13h. O telefone é o 0800-28-11-311.

Do G1/PE

sábado, 11 de abril de 2015

Blog do Magno Martins:Coluna do sabadão

GOVERNADORES ASSUMEM AJUSTE
 A reunião dos governadores do Nordeste com as bancadas dos nove Estados na Câmara Federal, marcada para a próxima quarta-feira, em Brasília, tem um componente ligado ao desdobramento do encontro que os chefes de Estado tiveram com a presidente Dilma.

Deixarão claro, nas suas intervenções junto aos parlamentares, que são amplamente a favor do reajuste fiscal e pedirão, de forma indireta, o apoio para que o projeto seja aprovado. Há quem seja contrário, mas como Dilma tem alegado que sem o ajuste nada anda, os governadores resolveram perder a inibição e pedirão voto para o ajuste.

Falando sobre o assunto, ontem, em Garanhuns, onde abriu e coordenou a plenária do seminário Todos por Pernambuco, o governador Paulo Câmara (PSB) assumiu ser favorável ao ajuste desde que os próprios parlamentares nordestinos pudessem dar a sua colaboração para ampliar e melhorá-lo.

“A presidente tem colocado que o País não anda por falta do ajuste. Precisamos apoiar, mas encontrar mecanismos também que o Congresso tem sua participação em cima da proposta”, disse Câmara, que confirmou sua presença no encontro, ressaltando que pedirá aos deputados da sua bancada empenho para ajudar o Governo a apoiar a medida.

A articulação do encontro dos governadores está sendo feito da Paraíba pelo governador Ricardo Coutinho (PSB). Segundo Coutinho, além de debater com a bancada as demandas de cada Estado no Congresso, os governadores podem ter uma outra agenda em Brasília com a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, para tratar do processo dos royalties do petróleo e sua distribuição para os Estados.

VERSÃO SOCIALISTA– Os seis senadores do PSB, que retiraram suas assinaturas para criação da CPI dos Fundos de Pensão, alegam que sucessivas CPIs têm como objetivo dispersar e enfraquecer investigações que estão em curso. O alvo seria retirar o peso das CPIs do HSBC, da Operação Zelotes e do Extermínio de Jovens. O PSB critica a eventual criação da CPI dos Fundos de Pensão, proposta pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

SURTO GOVERNISTA – Na abertura do seminário Todos por Pernambuco, ontem, em Garanhuns, o prefeito Izaias Régis, armandista roxo, fez um discurso tão governista que assustou os aliados de Paulo Câmara. E ainda por cima fez questão de posar com o governador fazendo o “V” da vitória”. Vitória, segundo ele, “da grave crise que venceremos juntos”.



AUMENTO DE SERVIDOR– Em relação à grita do Judiciário por mais recursos, sob a alegação de que o Estado cortou orçamento, o que se comenta é que o intuito é cobrir os gastos com reajuste de servidores daquele poder. “Nenhum Estado está dando aumento a qualquer categoria”, alega um secretário estadual, adiantando que o governador tem passado o duodécimo do Judiciário religiosamente em dia, com base no orçamento aprovado.

FUSÃO GARANTIDA – As cúpulas do PTB e do DEM na Câmara e no Senado garantem que a fusão será feita, apesar da posição contrária da bancada do PTB no Congresso. O que se diz é que o líder Jovair Arantes (GO) não tem votos na Executiva trabalhista ou na convenção nacional para impedir a fusão e que sai antes de setembro, como quer Jovair.

O NÓ DE ARARIPINA– Em Araripina, o ex-deputado Emanuel Bringel (PSDB) rompeu com o prefeito Alexandre Arraes (PSB) e pode ter o seu filho Bringel Filho na vice do candidato da oposição a prefeito, Raimundo Pimentel. O problema é que Pimentel já havia sinalizado para ter como vice o vereador Evilásio Mateus (PDT), na foto ao lado, velho aliado, que agora passou a ser assediado por Arraes para entrar na sua chapa.



CURTAS

ENCONTRO– O secretário de Desenvolvimento, Thiago Norões, disse que tomou conhecimento pela mídia do projeto de demissão voluntária no Complexo Industrial Químico-Têxtil PQS, em Suape, para reduzir sua produção a um terço da atual. Informou que na próxima semana terá um encontro com a direção do complexo.

AUMENTO– O prefeito do Cabo, Vado da Farmácia (PTB), informa que concedeu aumento de 13,01% aos professores efetivos da rede municipal de ensino, percentual exigido em lei sobre o Piso Nacional do Magistério dos Professores da Educação Básica, estipulado pelo Ministério da Educação.


PERGUNTAR NÃO OFENDE: O Judiciário pernambucano ganha a guerra contra o Governo no STF?

domingo, 5 de abril de 2015

Cidadão, esse cara é você

Dizem que, quando Maria Antonieta, rainha da França, soube que o povo se revoltava pela falta de pão, perguntou: "E por que não comem brioches?" Pouco tempo depois, perdeu o trono, a liberdade e a vida.

Os poderosos se isolam e não entendem por que, quando não há comida em casa, os pobres não almoçam num bom restaurante. Nas manifestações, ficou clara a rejeição a tudo isso que está aí. E como reagem nossos poderosos?

A Petrobras, em crise, propõe o aumento do salário de seus diretores em 13%, para algo como R$ 123 mil mensais. Pode ser pouco diante do que se paga em empresas do mesmo porte; mas, diante da situação, parece deboche. No ano passado, os salários da diretoria já haviam subido 18%, contra 6,4% de inflação.

O Supremo Tribunal Federal cancelou todas as sessões nesta semana. Com isso, o inquérito sobre Jader Barbalho, por peculato, acabou. Está prescrito.

A Câmara Federal nomeou quatro deputados para visitar o então ministro da Educação, Cid Gomes, no Hospital Sírio-Libanês. Suas Excelências iriam conferir a avaliação médica do Dr. Roberto Kalil. Custo: R$ 6.500. Não é muito? Talvez. Mas qual a utilidade do passeio? Provar que um dos melhores hospitais do país estava errado? Que é que o deputado André Fufuca entende disso? E quem é que disse que se pode visitar um paciente sem autorização dele e do médico?

Lula, que, solidário, manteve os condenados do Mensalão no PT, disse: "Hoje, se tem um brasileiro indignado sou eu, indignado com a corrupção."

Pois é.

Carlos Brickmann

sábado, 4 de abril de 2015

Blog do Magno Martins:Coluna do Sabadão

SEM O PODER DA CANETA

Diante da pior aprovação de seu Governo, Dilma passa ao País a impressão de que não vai conseguir superar o quadro de adversidade. Há quem diga que o ponto central de seu desgaste é o fato de ser uma presidente sem poder. A manifestação de poder de um governante se expressa na maneira como negocia com os diversos setores e consegue implementar suas determinações.

Para isso, não basta apenas o poder da caneta. O governante precisa ter debaixo de si uma estrutura que permita controlar o enorme cipoal burocrático do governo, um Ministério proativo que ajude a filtrar as demandas e se responsabilize pela implementação de medidas e pelos resultados da sua pasta.

Com muito mais condições que o presidente é o ministro proativo que tem a temperatura do setor, controle sobre sua estrutura e a responsabilidade de identificar problemas, trazer soluções e propor medidas inovadoras. O presidente é o maestro da orquestra. Dilma não montou um Ministério com essa incumbência. Por vontade própria, tornou-se um maestro sem orquestra, refém do PMDB.

Além disso, o presidente necessita de “operadores” – pessoas de sua estrita confiança incumbidos de fazer valer as ordens nos diversos nichos de poder: Ministérios, autarquias, instituições públicas etc. Também não dispõe desses quadros. É muito desconfiada para conferir esse poder a terceiros.

Lula tinha vários “operadores”: Antônio Pallocci junto ao setor privado, Gilberto Carvalho junto aos movimentos sociais, José Dirceu junto aos diversos segmentos de poder (embora muitas vezes corresse em raia própria), tinha a confiança de dirigentes de fundos de pensão e de bancos públicos e o próprio CDES para contato direto com a chamada sociedade civil organizada.

Além disso, mantinha ministros de peso sendo interlocutores de seus setores – como Luiz Furlan, no MDIC, Roberto Rodrigues na Agricultura, Gilberto Gil/Juca na Cultura, Nelson Jobim na Defesa; Márcio Thomaz Bastos na Justiça; Fernando Haddad na Educação; Celso Amorim nas Relações Exteriores.

Todos com capacidade de formulação e poder de decisão garantido pelo presidente. Ou seja, cada ministro era a expressão do poder do presidente. Quando o poder é claro, torna-se o imã que atrai todas as demandas e expectativas. E o presidente torna-se um mediador de conflitos.

Por falta de experiência com o cargo e com a política, Dilma não soube montar essa estrutura nem deu liberdade para seus ministros montarem as suas. Ou seja, o poder presidencial não chega na ponta. Some-se a uma política econômica errática e com parcos resultados e se terá a explicação para o desgaste atual do governo. De qualquer modo, Dilma está na situação do time de futebol que depende apenas dos seus resultados para vencer o grande desafio que se abre pela frente com um governo extremamente desgastado, sem a menor credibilidade e com uma crise que se agrava pelo componente econômico.

AÉCIO NA CABEÇA– O desgaste do Governo Dilma atinge por tabela o ex-presidente Lula, que está de olho no Palácio do Planalto nas eleições de 2018. Se a sucessão presidencial fosse hoje, o petista perdia a eleição para Aécio Neves. Pesquisa do Instituto Paraná aponta que o tucano teria em média 38% dos votos. Marina (Rede) teria cerca de 26% e os petistas Lula e Dilma em torno de 18% e de 16%, um quadro bastante adverso.

MENDONÇA NO SENADO – No comentário desta coluna de ontem, antecipando a disputa para o Senado, omitimos o nome de Mendonça Filho, alternativa do DEM. Como existe uma possibilidade real de o Democrata se fundir ao PTB, o parlamentar, que hoje lidera o seu partido na Câmara dos Deputados, trairia a legenda trabalhista, hoje sob o comando de Armando Monteiro, para a Frente Popular, com chances de ser um dos escolhidos na chapa majoritária.

DISTRITÃO REGIONALIZADO– Diante da inviabilidade de aprovar o voto distrital misto, o PSDB se prepara para propor a adoção do distrital regionalizado. Esse movimento está sendo interpretado como uma transição antes do partido fechar com o projeto do distritão. Para evitar a aprovação combinada do fim das coligações nos pleitos proporcionais e da cláusula de barreira, os deputados do PCdoB avaliam apoiar a adoção do distritão.

MEGA ESCÂNDALO - O grupo Gerdau, do empresário Jorge Gerdau, foi apontado pela Polícia Federal como o responsável pela maior propina descoberta na Operação Zelotes, ação que descobriu um esquema de pagamento de comissões para atenuar junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais multas impostas pela Receita Federal. No caso da Gerdau, trata-se de uma comissão de R$ 50 milhões para aliviar uma condenação fiscal de R$ 4 bilhões.

CHEGANDO AO AGRESTE– O governador Paulo Câmara, que passa o feriadão da Semana Santa em Gravatá, retoma a programação do seminário “Todos por Pernambuco” na próxima quinta-feira por Surubim, seguindo na sexta para Garanhuns e no sábado Caruaru. Cumpre, assim, a primeira etapa do Agreste depois de percorrer todas as regiões do Sertão.

CURTAS

MEDICINA– Salgueiro, Araripina e Arcoverde são os municípios do Interior pernambucano pré-selecionados pelo Ministério da Educação em oito Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste para receber novos cursos de Medicina em instituições particulares por meio do programa Mais Médicos.

REPROVADO– A popularidade do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), está mais baixa que a da presidenta Dilma (PT). A revelação é do instituto Paraná Pesquisas, que fez sondagem exclusiva para a revista Época. Segundo o levantamento, 76% dos eleitores do Paraná afirmaram desaprovar a administração do governador tucano.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: Lula vai conseguir a cabeça de Mercadante?

"As riquezas granjeiam muitos amigos, mas ao pobre, o seu próprio amigo o deixa". ( Provérbios 19-4)


sábado, 28 de março de 2015

Blog do Magno Martins:Coluna do sabadão


UVP MUDA DE COMANDO

Eleito, ontem, para o comando da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), o vereador Josinaldo Barbosa (PTB), presidente da Câmara de Timbaúba, já havia ameaçado a reeleição de Biu Farias (PSB) na eleição passada. Sua vitória, apertadíssima, por uma diferença de apenas 10 votos, já era de certa forma esperada.

Havia entre os vereadores um desejo expresso pela renovação do comando da instituição, que estava sob o controle de um grupo, antes liderado pelo ex-prefeito de Triunfo, João Batista, há mais de 10 anos. Biu Farias, no final do seu terceiro mandato, foi apoiado, na sua primeira eleição, pelo grupo de Batista.

É salutar a alternância de poder. Embora seja um bom camarada e tenha um bom trabalho, Biu entrou na campanha pela reeleição com uma taxa de rejeição alta. Conseguiu reverter muitos votos na reta final, tanto que perdeu por apenas 10 votos – 429 a 419 votos.

Mas seu crescimento não foi capaz de ofuscar o candidato da oposição, que soube fazer uma excelente campanha, andando o Estado inteiro, recorrendo até a propaganda em outdoors em várias regiões, principalmente na BR-232, corredor de grande visibilidade.

Mas não pode nem se deve creditar a vitória de Josinaldo a uma derrota das forças governistas, até porque Josinaldo, embora filiado ao PTB, não subiu no palanque de Armando Monteiro para governador na eleição passada, tendo apoiado o governador Paulo Câmara.

Outro fator importante foi a profissionalização da campanha de Josinaldo, com uma estratégia bem elaborada pelo cientista político Adriano Oliveira. O desafio do novo presidente é oxigenar a instituição, num instante em que o parlamento brasileiro está com uma imagem bastante desgastada, quase no fundo do poço.

DESASTRE ECONÔMICO– Ao receber o resultado do PIB do ano passado, de crescimento de apenas 0,1%, o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, considerou o número desastroso. “Os dados do IBGE mostram que o brasileiro está mais pobre. É mais um capítulo do estelionato eleitoral. Na campanha, Dilma disse que a inflação estava controlada e a economia estava bem”, afirmou.

O BEIJO DA MORTE – Derrotado na disputa pela UVP, Biu Farias (PSB) recebeu o beijo da morte quando escolheu o vereador Luciano Pacheco, do PTB de Arcoverde (na foto), para vice na sua chapa. Coordenador da campanha de Armando para governador em 2014 em seu município, Pacheco afugentou muitos socialistas históricos, enquanto Josinaldo, o vitorioso, foi de uma fidelidade canina a Paulo Câmara.

APOIO AO AJUSTE– Lula diz que trabalha para aprovar o ajuste da presidente Dilma. Sua posição é pública desde 6 de fevereiro, na festa dos 35 anos do PT. Lá, ele disse: “A companheira Dilma teve de tomar algumas medidas que eram necessárias. De vez em quando a gente tem que parar, tomar fôlego e seguir na caminhada. Faça o que tiver que fazer”. E lembrou “medidas duras e amargas” que adotou na presidência em 2003.

OBRA ADIADA– As obras do Arco Metropolitano só devem começar no próximo ano. Foi o que informou o representante regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Cacildo Cavalcante. A obra, orçada em R$ 1,2 bilhão, é uma alça viária de 98 km, que, inicialmente, ligaria o município de Goiana, na Mata Norte, ao Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul sem passar pela congestionada BR-101.

OLHO NO SUCESSO BAIANO– Na passagem por Salvador, quarta-feira passada, onde participou da inauguração de uma escola em homenagem a Eduardo Campos, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), teve tempo para conhecer alguns projetos inovadores que fizeram de ACM Neto o prefeito mais popular do País.

CURTAS

PROTESTO– Apesar da promessa do Governo, de que liberaria de imediato R$ 3 milhões pela Codevasf para pagar a conta de energia da Celpe, que suspendeu seus serviços em três projetos de irrigação do São Francisco, os trabalhadores fecharam, ontem, três BRs, provocando um grande tumulto no Sertão.

MARCHA– Soube, ontem, que o companheiro Wilson Monteiro, blogueiro em Sagueiro, sofreu complicações de saúde e está, desde a última quarta-feira, na UTI de um hospital daquele município. Monteiro também tem atuação na área política, tendo disputado a eleição para vereador sem sucesso nas urnas. Votos de recuperação!

PERGUNTAR NÃO OFENDE: Houve traição na eleição da UVP?

quinta-feira, 26 de março de 2015

Denatran adia até 1º de julho exigência do extintor veicular ABC

É a 2ª vez que a decisão é adiada; medida era pra valer em janeiro.

Segundo governo, equipamento continua em falta nas lojas.

Foto: Luciana Amaral/G1
O Denatran adiou nesta ultima quarta-feira (25) por mais 90 dias a obrigatoriedade do uso do extintor veicular do tipo ABC. A nova data prevista para início da fiscalização será 1º de julho.

De acordo com o Ministério das Cidades, o motivo para adiar a obrigatoriedade é que o equipamento continua em falta nas lojas.

Desde dezembro, pouco antes de a medida entrar em vigor, os consumidores reclamam da falta do item no comércio.

A multa começaria em 1º de janeiro deste ano, mas, no dia 7 daquele mês, o governo anunciou o primeiro adiamento da exigência, para 1º de abril.
Em fevereiro, o G1 fez um levantamento em lojas de 5 estados, em busca do extintor ABC, e constatou que a maioria dos estabelecimentos consultados ainda não contava com o equipamento.

Quando entrar em vigor, a resolução irá punir com multa de R$ 127,69, além de cinco pontos na carteira de habilitação, os motoristas que trafegarem com extintor que não seja do tipo ABC.

Qual a diferença, e quem deve trocar?

O extintor do tipo ABC é mais completo do que o BC, utilizado por alguns veículos. O novo modelo também é eficaz no combate a incêndios em materiais como madeira e tecidos, comuns no interior dos carros. O extintor ABC tem validade de 5 anos.

Uma resolução do Contran de 2004 estabeleceu que, a partir de 2009, todos os veículos deveriam sair de fábrica com o extintor do tipo ABC. Porém, a medida foi derrubada, e voltou a valer em 2009. Com isso, mesmo modelos produzidos entre 2004 e 2009 podem conter o equipamento do tipo BC.

Vale lembrar que o adiamento não desobriga o uso de um extintor automotivo, com prazo de validade em vigência. O não uso, ou uso de um item vencido também é passível de multa.

G1/pe 

Blog do Magno Martins:Coluna da quinta-feira

Convidado a cair fora

A demissão do ministro de Comunicação Social, Thomas Traumman, pegou pouca gente de surpresa em Brasília, porque era inevitável, decorrente de denúncias de malfeitos no Governo. Ele foi responsável por conduzir a Pesquisa Brasileira de Mídia, a fim de auxiliar o Planalto a tomar decisões relacionadas à publicidade oficial.

Parlamentares de oposição defenderam a demissão do ministro devido a um documento interno divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" que teria sido elaborado pela Secretaria de Comunicação e apontava uma situação de “caos político” no País, “comunicação errática” do Governo.

Defendia também mais investimentos em propaganda em São Paulo. Comissões da Câmara e do Senado aprovaram convite para que o ministro esclarecesse aos parlamentares o conteúdo do documento. O Palácio do Planalto se transformou em uma trincheira de guerrilha com a prática do ex-ministro Thomas Traumman.

Em pronunciamento do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), cobrando a saída de Traumman, a oposição explorou que a imprensa havia divulgado documento da Secretaria de Comunicação propondo uma ação conjunta e coordenada entre a divulgação institucional de atos do governo, cargo do órgão federal, e os blogs ditos progressistas, com a finalidade de destruir a reputação de adversários, num verdadeiro terrorismo ideológico.

Através de requerimento do próprio Aloysio Nunes, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou a convocação do ministro de Comunicação para dar explicações sobre suas declarações atrapalhadas em relação à forma de o Governo reagir ao bombardeio da oposição depois das manifestações de rua pelo afastamento da presidente.

No documento, que Thomas vazou pata o Estadão, há uma clara referência de que o Governo erra desde a reeleição de Dilma, sugerindo que os apoiadores do Governo “estão levando uma goleada da oposição nas redes sociais”. E aponta como saída reverter o quadro pós-manifestações de 15 de março com investimento maciço em publicidade oficial em São Paulo, cidade administrada pelo petista Fernando Haddad, onde se concentra, hoje, a maior rejeição ao PT.

EMPURRA-EMPURRA– A conta salgada de R$ 3 milhões de energia, não paga para manter três perímetros de irrigação no São Francisco, é de responsabilidade da Chesf, que jogou no colo da Codevasf, que por sua vez não assume. Resultado: sem luz, cortada ontem pela Celpe, quem paga o pato são os dois mil irrigantes que produzem frutas e cereais na área. Diz o ditado popular que a corda sempre quebra do lado mais fraco.

Que mico! – O corte de energia pela Celpe nos projetos de irrigação do São Francisco foi confirmado no momento em que o presidente da distribuidora, Luiz Antônio Ciarlini de Souza, dava explicações, ontem, no congresso da Amupe, sobre a transferência de responsabilidade pela iluminação pública, incluindo o custeio e manutenção de luminárias, lâmpadas, relés e reatores aos prefeitos. O município que descumprir a determinação pode ser enquadrado na Lei de Improbidade Administrativa.



Tremendo abacaxi– Os prefeitos estão apreensivos porque o prazo para assumirem os ativos de iluminação pública, que atualmente estão sob gestão das distribuidoras de energia, expirou no dia 31 de dezembro. A concessão de um prazo de adaptação foi atendida pelo Governo, porque muitos municípios enfrentam dificuldades na transferência do serviço.

Isolando o PT– Os partidos de oposição decidiram dar todo poder ao vice Michel Temer na reforma política, para colocar o PT contra a parede. Há mais simpatia pelo Distritão de Temer e do PMDB do que pelo voto em lista do PT. Presidente da Comissão, Rodrigo Maia (DEM) conta com o PSD de Gilberto Kassab e o PP também apoiando o Distritão.

Em nome da paz– Temendo o agravamento da violência, a população de Serra Talhada sai às ruas, hoje, numa passeata pela paz, iniciativa da Igreja e de outras instituições representativas da sociedade civil. O prefeito Luciano Duque se engajou ao movimento e diz que levará toda a sua equipe. “Vamos erguer a bandeira da paz”, pede.



CURTAS

RELATÓRIO– A Comissão de Economia do Senado aprovou, ontem, o relatório do senador Douglas Cintra (PTB) criando o novo marco regulatório para a biodiversidade. Entre as emendas aceitas por Cintra, está a proposta de entidades indígenas e de agricultores familiares para criação de um centro de biodiversidade.

VAIA– O deputado Ângelo Ferreira (PSB) diz que o prefeito de Sertânia, Guga Lins (PSDB), inventou a “perua” de um e-mail velho para justificar a não ida ao ato com o governador, sábado passado, de anúncio do anel rodoviário. “Na verdade, ele não foi porque iria levar uma vaia. Está ilhado no seu próprio município, porque é vaiado em qualquer evento público que comparece”, assinalou.


Perguntar não ofende: O que afinal os governadores levarão do encontro com Dilma ontem?

domingo, 22 de março de 2015

Pesquisa aponta principais vilões para a economia do consumidor

Alimentação está em primeiro lugar na lista, energia elétrica em terceiro.

Diferença sentida pelo comprador tem relação com o salário mínimo.

Uma pesquisa realizade pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) revelou que a alimentação é a principal vilã no bolso do consumidor. De acordo com os dados do estudo, a energia elétrica está em terceiro lugar na lista dos responsáveis pelos maiores custos da família brasileira.

Para o economista Diogo Bezerra, a diferença sentida pelo comprador tem relação com o salário mínimo. Ele ainda afirma que esta base de cálculos feita pelo governo tem projeção para dois anos, enquanto os valores de produtos e serviços são reajustados mais vezes durante o mesmo período. "Em termos nominais, o salário teve aumento, mas em termos reais, se lervamos em consideração o que o trabalhador vai comprar, ele é menor", completa.

O consumidor tem percebido esse crescimento de preços no último trimestre. Para o militar Mazurkievicz Carneiro, encher o carrinho de compras está mais difícil do que era há um ano, "a feira aumentou, a gente fazia com um valor menor", frisa.


A estudante Jenifer Leitão tenta driblar os valores pesquisando bastante antes de comprar, mesmo assim, nota a diferença no gasto. "Antes a gente conseguia comprar qualquer coisa com menos de R$ 100, agora qualquer coisa que está faltando em casa e precisamos comprar não dá menos que R$ 200", diz. Já a dona de casa Maria Arruda sentiu a mudança dentro de casa, na conta de energia que passou de R$ 6 para quase R$ 40 em menos de cinco meses. "O aumento foi demais. Eu até me assustei", desabafa.
G1/PE

A vaca sempre tossindo

Na campanha presidencial de 1960, Jânio Quadros repetiu o mesmo discurso, palavra por palavra, no país inteiro. E prometeu instalar umas quinze fábricas de automóveis, cada uma localizada exatamente no local em que fazia o discurso. Não havia problema: as comunicações eram precárias, ninguém sabia num lugar o que ele havia prometido em outro. O discurso repetido sempre parecia novo.

Jânio se elegeu há 55 anos. A tecnologia já é outra, não dá mais para disfarçar. E o Pacote Anticorrupção de hoje da presidente Dilma pode ser achado no Google. Em julho de 2005, quando o Mensalão quase afundou o Governo, o presidente Lula, ao lado da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, lançou um Pacote Anticorrupção igualzinho ao de agora (veja no Google: "Lula", "Pacote Anticorrupção", "2005"). Em 2011, no início do seu mandato, Dilma teve de se livrar de sete ministros habituados a botar o dedo no pudim. Em setembro, houve protestos de rua contra a ladroeira. E a presidente anunciou de novo o mesmo Pacote Anticorrupção de 2005 - que, diga-se, é exatamente o de hoje. Se repetir a lei resolvesse, a corrupção no país seria abolida pela terceira vez em dez anos. 

Mas será que o Governo quer mesmo pagar o preço político da luta contra a corrupção? A Casa Civil da Presidência da República há um ano e meio está sentada em cima da Lei Anticorrupção, e não há quem a convença a regulamentá-la para que entre imediatamente em vigor. Dilma poderia dar ordens à Casa Civil para que faça seu trabalho. Como se explica que, tão mandona, Dilma se cale?

“CARLOS BRICKMANN”

sábado, 21 de março de 2015

Pesquisa revela aumento no preço de itens mais consumidos na Páscoa

Pescado, cebola e camarão foram alguns produtos que ficaram mais caros.
Levantamento feito pela Fecomércio-PE foi divulgado na ultima sexta-feira (20).

A Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio-PE) divulgou, nesta sexta-feira (20), uma pesquisa que revela aumento no preço dos itens mais consumidos na Páscoa. O levantamento, realizado através dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aponta que o pescado, de forma geral, é o produto da cesta básica que mais inflacionou nos últimos dois meses, acumulando alta de 3,36%.

Segundo a pesquisa, o tipo de pescado que mais encareceu foi o peixe cavalinha (12,19%), seguido do camarão (6,29%) e do peixe merluza (5,89%). Na outra ponta, a sardinha e o peixe corvina apresentam deflação de -3,91% e -0,17%, respectivamente.

O chocolate em barra/bombom e chocolate/achocolatado em pó acumulam alta nos preços nos dois primeiros meses do ano de 2,45% e 1,70%, respectivamente, sinalizando assim um impacto nos preços dos ovos de chocolate. "A seca afeta a produção do cacau e isso reflete nos custos. Tem a questão da produção realmente [do chocolate], com aumento da energia e do diesel e gasolina [que encarece] a distribuição", explicou o economista Rafael Ramos.

Itens como cebola, tomate e batata inglesa que também compõe os pratos da festa mostram comportamento distinto. O primeiro vem com forte aceleração de 11,30% enquanto que os dois seguintes demostram recuo no índice de preço de -1,26% e -0,66%.

De acordo com o economista, o aumento da cebola foi provocado por choque de oferta. "Há bastante tempo, o País vem sofrendo com secas, que afeta a oferta do alimento e, consequentemente, o preço sobe", disse. O peixe mais caro tem outra explicação. "Ele vem sofrendo um aumento por substituição. A carne [vermelha] vem aumentando muito, e o consumidor troca por itens próximos para caber em seu orçamento, assim aumenta a demanda e, consequentemente, o preço", apontou.
Operação Páscoa

O Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE) encerrou, na manhã desta sexta (20), a Operação Páscoa, iniciada na última segunda (16), no Grande Recife. Ao todo, 29 estabelecimentos receberam a visita dos técnicos, que fiscalizaram cerca de 16 mil ovos de chocolate. Nenhuma irregularidade foi encontrada.

A ideia foi coibir a venda de itens irregulares para oferecer aos consumidores a garantia de que estão adquirindo apenas produtos certificados e que, se utilizados de maneira correta, não oferecerão perigo. Na próxima semana, técnicos do Laboratório de Produtos Pré-Medidos também vão realizar a pesagem de artigos típicos de Páscoa, sardinha, ovos de chocolate, colomba, azeite, leite de coco, creme de leite, atum enlatado, garrafas de vinho, dentre outros.

No caso dos chocolates, a atenção do consumidor deve ser redobrada quanto ao peso e a numeração indicada na embalagem. No processo de pesagem dos ovos, os técnicos avaliam principalmente o peso da embalagem para saber se o desconto que é dado ao produto está sendo aplicado corretamente. Caso sejam constatadas irregularidades, o fabricante será autuado e poderá receber advertência a multas que variam entre R$ 100 a R$ 1,5 milhão.

G1/pe

terça-feira, 10 de março de 2015

Governo aceita reajuste de 6,5% na tabela do IR para quem ganha menos

Ideia do governo era de 4,5%, que depois negociou com parlamentares.

Executivo tenta evitar nova derrota no Legislativo e aprovar orçamento.

Após duas reuniões do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no Congresso Nacional nesta terça-feira (10), o governo cedeu e concordou com um reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) deste ano para as faixas de renda menores, ou seja, para quem ganha menos.

Levy, chegou a ir ao Congresso Nacional na manhã desta terça-feira para debater o assunto, e informou que a equipe econômica tentaria promover um reajuste maior, de 6,5%, para quem salários menores. Na noite de hoje, ele retornou ao Parlamento para retomar as negociações, mas não houve acordo com a oposição.

"O importante é que houve uma construção com o Congresso, dentro da capacidade fiscal do país. No momento de ajuste fiscal. Mas acho que concluímos com um valor que é suportável. O impacto excede R$ 6 bilhões. A gente está fazendo a última conta. Aproximadamente 16 milhões [de contribuintes] vão ser beneficiados pela correção e 6,5%", disse Levy a jornalistas após a reunião.

Essa correção de 6,5% valerá para as duas primeiras faixas de renda (limite de isenção e a segunda faixa) e será implementada por meio de Medida Provisória (MP) - com vigência a partir de 2 de abril, mas que precisa ser ratificada posteriormente pelo Legislativo. Na terceira faixa de renda, o reajuste proposto será de 5,5%. Na quarta e na quinta faixas de renda - para quem recebe salários maiores - a tabela do IR será reajustada, respectivamente, em 5% e 4,5%, pelo novo modelo.

A ideia inicial do governo era de propor um reajuste menor para a tabela do Imposto de Renda em 2015, de 4,5%, a exemplo do que foi feito nos últimos anos, mas isso não foi encampado pelo Legislativo. O Congresso Nacional aprovou, no ano passado, um reajuste de 6,5% para todas as faixas de renda - mas a presidente Dilma Rousseff vetou esse formato no início de 2015. A proposta de uma correção maior da tabela para as pessoas com renda menor foi feita por parlamentares.

"A reunião não contou com o apoio da oposição, que não aceita o aumento de impostos. As pessoas vão pagar mais impostos", declarou o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). "O compromisso do PSDB é com o reajuste da tabela pela inflação. E a inflação hoje é maior do que os 6,5%. Já está chegando quase a 8%. O que houve foi apenas um arremedo de proposta que na prática representa aumento de carga tributária. O governo não tem a humildade de reconhecer os seus erros e apontar os caminhos que levarão o Brasil ao desenvolvimento", completou.

Governo busca evitar nova derrota no Congresso
Com o novo formato de reajuste da tabela do IR, proposta feita por parlamentares, mas não aceita pelos partidos de oposição, o governo tenta evitar mais uma derrota no Congresso, que pode votar esta semana para derrubar o veto da presidente Dilma Rousseff à proposta de reajuste de 6,5% aprovada pelo Senado em dezembro do ano passado.

A decisão também pode abrir caminho para a votação do orçamento federal deste ano. Isso porque os parlamentares se reunirão nesta quarta-feira (11) para analisar a peça orçamentária. Entretanto, antes disso, a pauta tem que ser "destravada" com a avaliação de nove vetos presidenciais - entre eles o que trata do reajuste da tabela do Imposto de Renda, o item considerado mais polêmico.
"Amanhã [quarta-feira] vamos apreciar os vetos. O propósito nosso, destrancando a pauta, é votar em seguida o orçamento", disse o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL). "E eu considero um avanço na relação institucional. O governo editar uma MP produto da negociação com o congresso, resolvendo definitivamente essa questão do Imposto de Renda. O papel da oposição nós compreendemos. Foi muito importante a presença da oposição na reunião. Oposição pediu para que o ajuste fosse tratado de uma forma geral, e não fatiado, discutindo temas como o Imposto de Renda."
Renúncia fiscal

Um reajuste maior na tabela do IRPF implica em uma renúncia fiscal maior para o governo, ou seja, menos recursos nos cofres públicos. O Executivo busca neste ano atingir uma meta de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) de 1,2% do PIB, ou R$ 66,3 bilhões, para todo o setor público.

A correção da tabela do IR em 4,5% neste ano, proposta original do governo, resultaria em uma renúncia fiscal de R$ 5 bilhões, segundo informações da Fazenda. O reajuste para toda a tabela de 6,5% implicaria em perdas de R$ 7 bilhões em 2015. Segundo Levy, o novo formato de reajuste da tabela do IR implica em uma renúncia fiscal pouco acima de R$ 6 bilhões.

Nos últimos meses, para reequilibrar as contas públicas, que tiveram o pior resultado da história em 2014, com déficit primário inédito, o governo subiu tributos sobre combustíveis, automóveis, cosméticos, empréstimos e sobre a folha de pagamentos.

Além disso, informou que não fará mais repasses à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – o que impactará a conta de luz, que, segundo analistas, pode ter aumento acima de 40% neste ano –, limitou benefícios sociais, como seguro-desemprego e abono salarial, e reduziu gastos de custeio e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo o ministro Joaquim Levy, o governo vai "encontrar recursos ao longo do ano, sem deixar de cumprir a meta fiscal". "Certamente vamos encontrar meios na nossa programação financeira. Sem deixar de cumprir nossa meta, vamos fazer o esforço necessário para permitir esse movimento", declarou ele.
Nova tabela do Imposto de Renda

Com o novo formato da tabela do Imposto de Renda, aceito pelo governo federal, ficarão isentos os contribuintes que ganham até R$ 1.903,98 - o equivalente a 11,49 milhões de pessoas. Se a tabela fosse corrigida em 4,5% (proposta inicial do governo), os contribuintes que ganhassem até R$ 1.868,22 neste ano seriam isentos.

G1.com

Dilma afirma que não há crise 'da dimensão que alguns dizem'

Ela afirmou que conjuntura, mais difícil que antes, não ofuscará avanços.

Presidente disse que ajustes do governo não vão fazer o país parar.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (10), em discurso na abertura do 21º Salão Internacional da Construção, em São Paulo, que o país passa por um momento difícil, mas que não há "uma crise da dimensão que alguns dizem que estamos vivendo".

"O Brasil passa por um momento difícil, mais difícil do que tivemos em anos recentes, mas nem de longe estamos vivendo uma crise das dimensões que alguns dizem que estamos vivendo", disse.
Antes do discurso, ao chegar à feira, a presidente foi vaiada por pessoas que trabalham no evento enquanto visitava estandes. A vaia ocorreu minutos antes de ela seguir para anfiteatro do centro de eventos. As vaias duraram cerca de cinco minutos e a presidente não reagiu. Não havia público, pois a feira ainda não estava aberta.

Em sua fala, Dilma garantiu que o Brasil tem condições de avançar na economia e chegar a "novo patamar". Ao dizer que as dificuldades existem, a presidente defendeu as medidas de ajuste que o governo tem adotado nos últimos meses e afirmou que elas não vão comprometer as conquistas sociais, "tampouco vão fazer o Brasil parar".

"A conjuntura atual é muito mais difícil que nos últimos anos, mas ela não pode ofuscar os avanços nem tampouco obscurecer que hoje temos as bases, o aprendizado para ir muito mais além do que já fomos, para dar saltos de produção e de competitividade ainda maiores", disse.

A uma plateia formada por empresários, a presidente ressaltou que as medidas são necessárias, e, "justamente por isso", o governo tem feito ajustes nas contas públicas. Dilma destacou que a União absorveu "parte importante" da crise entre 2008 e 2014.


"Estamos fazendo ajustes, mas não abdicamos nem abdicaremos em estabelecer as condições para que, o mais rápido possível, tenhamos uma economia competitiva e mais dinâmica. Por isso, não deixem que as incertezas conjunturais determinem sua visão de futuro do Brasil", pediu a presidente aos empresários. 
G1.com

quinta-feira, 5 de março de 2015

Governo exclui 5,8 milhões de famílias da Tarifa Social

Aneel argumenta que famílias excluídas não se enquadram mais nos critérios exigidos
Imagem do Google
O governo excluiu 5,8 milhões de famílias do programa Tarifa Social da Baixa Renda neste ano, quase metade do total de beneficiados. O programa, que concede desconto na conta de luz de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, é uma das principais bandeiras dos governos Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O número de excluídos foi obtido pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, com fontes do setor. Até o ano passado, 13,1 milhões de famílias tinham direito à Tarifa Social programa que concede descontos escalonados de 10% a 65% na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) alega que as famílias excluídas do programa não se enquadram mais nos critérios exigidos pelo governo.

"Nossa preocupação foi garantir que todos que merecem o benefício continuem recebendo e assegurar que quem não faz jus ao programa não seja subsidiado", disse o diretor da Aneel Tiago de Barros Correia.

Todas as pessoas excluídas tiveram problemas com o cadastro único para programas sociais do governo, exigido para a concessão do benefício. Para ter direito ao desconto na conta de luz, é preciso estar em dia com o cadastro do Número de Identificação Social (NIS), feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

Quase 2,801 milhões de famílias perderam o benefício porque deixaram de atualizar o cadastro nos últimos dois anos. Para esse grupo, o desconto deixou de valer em 1º de março. A duplicidade de cadastro resultou na retirada de 909,6 mil famílias. Era o caso em que um mesmo NIS era usado em mais de uma residência. Somente o primeiro endereço cadastrado foi mantido. Esse grupo perdeu o desconto em 1º de janeiro. Outros 2 185 milhões de famílias perderam o direito ao benefício por não terem sido localizadas no cadastro ou por terem renda superior a 0,5 salário mínimo. Esse grupo perdeu o desconto em 1º de novembro.

Ao todo, foram 5,8 milhões famílias excluídas, ou 45% do total de beneficiários de 2014, que somava 13,1 milhões. Até o ano passado, cerca de 60% dos beneficiários eram do Nordeste e 20% do Sudeste. O restante se dividia de forma semelhante no Norte, Sul e Centro-Oeste. A Aneel informou que não fechou o número total de beneficiários excluídos. A agência reconheceu que o potencial de exclusão era de 5,8 milhões, mas, ao fazer o orçamento do programa neste ano, considerou que 5 milhões deixariam o programa.

Custo

O programa Tarifa Social consumirá R$ 2,166 bilhões neste ano, ante R$ 2,099 bilhões em 2014. Até o ano passado, o Tesouro bancava o custo. Neste ano, ele será pago por todos os consumidores, que tiveram um aumento extra na conta de luz. Por causa dos aumentos expressivos da conta de luz neste ano, o gasto foi praticamente mantido, apesar dos milhões de famílias excluídas. Se ninguém tivesse perdido o benefício, o gasto seria de R$ 2,78 bilhões em 2015.

O programa funciona de forma escalonada, como o recolhimento de Imposto de Renda. Uma família com consumo mensal de 250 kWh paga os primeiros 30 kWh com 65% de desconto; a faixa entre 31 kWh e 100 kWh com 40% de desconto; a parcela entre 101 kWh e 220 kWh com 10% de desconto; e a parte acima de 220 kWh sem desconto algum.
BlogdaFolha

segunda-feira, 2 de março de 2015

Blog do Magno Martins:Coluna da segunda-feira

Tensão em Brasília

Tem tirado o sono dos políticos o clima de tensão e apreensão com a divulgação da lista dos parlamentares, governadores e ex-governadores supostamente envolvidos na operação Lava Jato, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, promete liberar até amanhã.

Fala-se em 30 deputados, oito senadores e quatro governadores. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que até então demonstrou desdém pela denúncia do Ministério Público Federal ao STF, agora teme ser citado, segundo tem deixado transparecer nos últimos dias.

Antes confiante de que ficaria fora do rol, o peemedebista disse a aliados ter recebido sinais de que seu nome poderá ser incluído. “Diante da hipótese, Cunha se mostrou colérico e disposto a se vingar do governo”, revela um parlamentar bem próximo ao presidente da Câmara.

Na semana passada, Cunha afirmou que "a Câmara não ia parar” por causa da lista: “Primeiro, que não tem processo de cassação. Para começar, um processo de cassação vai demorar muito. Tem que ter representação, depois tem que ter admissibilidade, e depois de votar admissibilidade, tem que instaurar o processo. A Casa vai trabalhar normalmente", afirmou.

Esta declaração foi anterior ao tomar conhecimento de que seu nome irá ser um dos citados na lista, que tudo indica deve ser levado ao conhecimento da Nação amanhã. Resta saber se de fato aparecer entre os envolvidos, Cunha vai se manter dócil em relação ao impeachment ou se endurece o jogo.

REAÇÃO NAS RUAS– Diante da manifestação pelo impeachment de Dilma convocado pelas redes sociais para o próximo dia 15, os petistas resolveram reagir. Engrossam a manifestação que a CUT está promovendo dois dias antes, em 13 de março, em defesa da democracia e da Petrobras. O ato de São Paulo terá a presença do ex-presidente Lula. Os manifestantes não vão se encontrar nas ruas do país, mas não deixarão de se enfrentar.

O “CARIOCA” ARROGANTE– Esnobe, metido a cavalo de cão, o presidente que não preside o PSDB estadual, Bruno Araújo, tem mania de fingir que não é nordestino, exagerando no sotaque carregado nos esses. Por isso, em Brasília ganhou o apelo de “Carioca”. Achando-se um político nacional, que, convenhamos, está distante léguas, o “Carioca” resolver passar o comando do partido para Antônio Moraes. “Não tenho tempo para as questiúnculas locais”, alega. É a bala que matou Kennedy.



MAIS ENERGIA NA ILHA – Em São Paulo, o administrador de Fernando de Noronha, Reginaldo Valença Júnior, discutiu com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, parcerias para investimentos em matrizes energéticas na ilha. Há pouco, ele implantou no arquipélago um projeto pioneiro, instalando um sistema de iluminação pública via energia solar.

AZUL E BRANCO– O governador Paulo Câmara está convencido de que não será fácil atrair investimentos federais para o Estado diante da crise nacional e do ajuste fiscal. Por isso, já adotou o discurso, transmitido na última reunião com o secretariado, de que trabalhará, como Roberto Magalhães, em cima do dinheiro azul e branco e esperar as transferências voluntárias da União.

NO LOMBO DO TRABALHADOR– Fevereiro se despediu deixando um rastro negativo na economia e uma conta salgada para o trabalhador. Entre as medidas amargas tomadas pelo Governo estão o aumento de impostos, o reajuste dos combustíveis, a alta extra na tarifa de energia e mudanças em benefícios sociais como seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte, sendo que estas últimas começam a valer a partir de hoje.





CURTAS

PAULEIRA– Pela agenda traçada para o Governo nos Municípios, entre os dias 13, 14 e 15, o governador Paulo Câmara faz seminários, pela ordem, em Araripina, compreendendo o Sertão do Araripe, Petrolina, o Sertão do Francisco, e Salgueiro, o Sertão Central. Quem gosta de cruzar os braços no fim de semana que se cuide!

ISOLADO– Para o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que levou, ontem, um puxão de orelha de Dilma pelas provocações a Guido Mantega, está isolado e por isso mesmo terá dificuldades de fazer o ajuste fiscal.

PERGUNTAR NÃO OFENDE: Quantos pernambucanos vão aparecer na lista de Janot?


domingo, 1 de março de 2015

Desoneração: Dilma diz que Levy foi 'infeliz'

Imagem do google

A presidente Dilma Rouseff classificou de "infeliz" a afirmação do ministro Joaquim Levy (Fazenda) sobre a desoneração da folha de pagamento.

Levy afirmou na ultima sexta (27) que a política era grosseira.

"Eu acredito que a desoneração da folha foi importantíssima e continua sendo. Se não fosse importante, nós a tínhamos eliminado e simplesmente abandonado. Acho que o ministro foi infeliz no uso do adjetivo", afirmou a presidente, em viagem ao Uruguai.

"O fato é que o ministro e todos os setores estão comprometidos com uma melhoria das condições fiscais do país."

Segundo Dilma, a desoneração da folha de pagamento é uma realidade. "O que fizemos foi um reajuste nas condições", disse ela.

"[A desoneração] será sempre um instrumento, que não é pura e simplesmente de ajuste fiscal. É um instrumento que, em certas conjunturas, temos que reajustá-lo, ou para cima ou para baixo. Agora foi para cima", afirmou.

Ao ser questionada se isso representava reconhecer erros de sua política econômica anterior, a presidente respondeu: "Quando a realidade muda, a gente muda".

Para Dilma, o Brasil vai sair da crise mais fortalecido.


Blog do Magno Martins 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Aneel aprova aumento de até 39,5% para contas de luz de 58 distribuidoras

A partir da próxima segunda-feira (2), a conta de luz vai ficar mais cara para consumidores atendidos por 58 concessionárias. A revisão tarifária extraordinária para essas empresas foi aprovada hoje (27) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a previsão é de aumento médio de 23,4%.

Os maiores reajustes serão para as distribuidoras AES Sul (39,5%), Bragantina (38,5%), Uhenpal (36,8%) e Copel (36,4%). Os mais baixos serão aplicados para as distribuidoras Celpe (2,2%) e Cosern (2,8%).

A distribuidora CEA, do Amapá, não pediu a revisão tarifária. Já as empresas Amazonas Energia (AM), Boa Vista Energia e CERR (RR) não terão revisão tarifária porque não participam do rateio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e não estão no Sistema Interligado Nacional. A Ampla (RJ) também não passou pela revisão, porque seu processo tarifário ocorre em 15 de março, quando todos os efeitos serão considerados.

Os impactos da revisão serão diferentes conforme a região da distribuidora. Para as concessionárias das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o impacto médio será de 28,7% e, para as distribuidoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste, de 5,5%. A diferença ocorre principalmente por causa do orçamento da CDE e da compra de energia proveniente de Itaipu.
Também começam a valer na semana que vem os novos valores para as bandeiras tarifárias, que permitem a cobrança de um valor extra na conta de luz, de acordo com o custo de geração de energia. Além da revisão extraordinária, as distribuidoras passarão neste ano pelos reajustes anuais, que variam de acordo com a data de aniversário da concessão.

Segundo a Aneel, a revisão leva em consideração diversos fatores, como o orçamento da CDE deste ano, o aumento dos custos com a compra de energia da Usina de Itaipu - por causa da falta de chuvas -, o resultado do último leilão de ajuste – que aumentou a exposição das distribuidoras ao mercado livre – e o ingresso de novas cotas de energia hidrelétrica. “No ano passado e neste ano, o custo da energia elétrica tem sido realmente alto, porque o regime hidrológico não está favorável, temos despachado todas as térmicas, que têm um custo mais alto”, explicou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

A revisão extraordinária está prevista nos contratos de concessão das distribuidoras e permite que a Aneel revise as tarifas para manter o equilíbrio econômico e financeiro do contrato, quando forem registradas alterações significativas nos custos da distribuidora, como, por exemplo, modificações de tarifas de compra de energia, encargos setoriais e de uso das redes elétricas. Na tarde de hoje, a Aneel também aprovou o orçamento da CDE para este ano, que prevê repasse de R$ 22 bilhões para a conta dos consumidores de energia.

Entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015, várias empresas solicitaram a revisão extraordinária, por causa da falta de chuvas e da maior necessidade de compra de energia de termelétricas, que é mais cara.

Veja abaixo os percentuais de reajuste por distribuidora:

Celpe2,20%
Cosern2,80%
Cemar3,00%
Cepisa3,20%
Celpa3,60%
Energisa PB3,80%
Celtins4,50%
Ceal4,70%
Coelba5,40%
Energisa Borborema5,70%
Sulgipe7,50%
Energisa SE8,00%
CPFL Sta Cruz9,20%
Coelce10,30%
Mococa16,20%
Ceron16,90%
CPEE19,10%
João Cesa19,80%
Cooperaliança20,50%
Eletroacre21,00%
Santamaria21,00%
Chesp21,30%
CSPE21,30%
CEEE21,90%
Light22,50%
CJE22,80%
Ienergia23,90%
CEB24,10%
Elektro24,20%
Celesc24,80%
Bandeirante24,90%
ENF26,00%
Escelsa26,30%
Cemat26,80%
Energisa MG26,90%
Eflul27,00%
Eletrocar27,20%
Celg27,50%
DME-PC27,60%
Enersul27,90%
Cemig28,80%
CPFL Piratininga29,20%
EDEVP29,40%
CPFL Paulista31,80%
Hidropan31,80%
CFLO31,90%
Eletropaulo31,90%
Forcel32,20%
Caiua32,40%
Demei33,70%
Muxfeldt34,30%
Cocel34,60%
CNEE35,20%
RGE35,50%
Copel36,40%
Uhenpal36,80%
Bragantina38,50%
AES Sul  39,50%


Agência Brasil