Mostrando postagens com marcador MEC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MEC. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Estudantes têm até hoje para aderir ao Fies

De acordo com o último balanço do Ministério da Educação (MEC), foram firmados 249,9 mil contratos

Termina hoje (30) o prazo para adesão de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para obter o financiamento, os candidatos devem acessar o Sistema Informatizado do Fies (SisFies). De acordo com o último balanço do Ministério da Educação (MEC), foram firmados 249,9 mil contratos.

Os candidatos devem ter obtido pelo menos 450 pontos na média das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não podem ter tirado 0 na redação. O MEC diz que está monitorando o sistema para garantir o pleno atendimento a quem ainda pretende fazer a inscrição. A orientação, em caso de dúvida, é entrar em contato com a central de atendimento, pelo telefone 0800 - 616 161.

Segundo os critérios divulgados pelo MEC, os estudantes que pleiteiam financiamento em cursos nota máxima nas avaliações da pasta, que é 5, têm mais chance de obter o financiamento, pois todos as vagas ofertadas pela instituição de ensino serão atendidas.

Para o financiamento de graduações com notas 3 e 4 serão considerados alguns aspectos regionais, com prioridade para localidades e cursos que historicamente foram menos atendidos.

O estudante pode consultar a nota do curso na internet, no portal e-MEC. Basta clicar no estado, selecionar a instituição de ensino e em seguida a graduação. Já os estudantes com contrato vigente têm até o dia 29 de maio para fazer a renovação, também pelo SisFies. Ainda faltam ser aditados 156,9 mil contratos.

O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso. O programa acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições.

Agência Brasil

quinta-feira, 12 de março de 2015

Universitários relatam dificuldades para inscrição no Fies

Estudantes de vários estados vêm relatando, em redes sociais, dificuldades para se inscrever no Programa de Financiamento Estudantil (Fies). Alguns estão preocupados porque já têm boletos de mensalidades para pagar, mas não têm garantia de que vão conseguir o financiamento.

Foi criado no Facebook um grupo chamado Erro M321 Fies 2015, relativo ao aviso “Limite de vagas para esse Campos/IES esgotado”, relatado por estudantes que tentaram se inscrever. O grupo tem 165 estudantes trocando informações a todo instante para tentar resolver o problema.

“Pelo amor de Deus, não sei o que fazer mais! Desde o dia 23, esta mensagem [Erro M321] aparece pra mim e não tenho como trocar de faculdade, pois só existe esta na minha cidade com o curso de medicina veterinária”, lamenta uma estudante do grupo.
Além do "erro", os candidatos ao financiamento contam que o portal para inscrição sai do ar com muita frequência, e por vezes, não aceita o CPF ou a senha do postulante ao crédito. As falhas no sistema têm sido relatadas desde o início das inscrições, no dia 23 de fevereiro. As inscrições para novos financiamentos vão até 30 de abril.

Segundo a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, Amábile Pacios, as universidades não foram informadas pelo Ministério da Educação (MEC) sobre uma limitação de vagas para financiamentos por instituição de ensino.

Em nota, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao MEC, informa que está trabalhando continuamente para garantir estabilidade ao sistema informatizado do Fies. “Ocorre que, com a demanda muito forte dos últimos dias, o sistema passou por problemas de perfórmance, o que é uma situação muito dinâmica. Mas é necessário lembrar que sistemas de grande volume de acessos passam por esse tipo de situação, de forma sazonal, e os órgãos responsáveis estão tomando todas as medidas possíveis para superar as dificuldades.”

A nota do FNDE ressalta ainda que está expandindo o horário de atendimento pela linha direta 0800 616161, que passará a atender também nos fins de semana.

Sobre novas inscrições, o FNDE esclarece que as requisições são liberadas por instituição de ensino e por curso, em ordem cronológica, ressalvados os critérios de qualidade, distribuição regional e disponibilidade de recursos. “A abertura do Fies 2015 leva em consideração a qualidade dos cursos, com atendimento pleno aos cursos nota 5 [nota máxima]. Já nos cursos nota 3 e 4 são considerados alguns aspectos regionais, como cursos e localidades que historicamente foram menos atendidos”, explica a nota.

Agência Brasil

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

MEC abre inscrições para o Fies nesta segunda-feira

O Ministério da Educação (MEC) abre nesta segunda-feira (23) inscrições, pelo sistema informatizado, para novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2015. As inscrições poderão ser feitas exclusivamente pela internet até o dia 30 de abril.

A portaria que dispõe sobre o prazo de inscrição está publicada na edição desta segunda (23) do Diário Oficial da União. Define também que serão observados os indicadores de qualidade de instituições de ensino superior para a concessão do financiamento.

Passo a passo divulgado pelo MEC informa que para efetuar a inscrição o estudante deverá acessar o sistema informatizado (SisFies) e inserir os dados solicitados. Após prestar essas informações, receberá mensagem no endereço eletrônico informado para a validação do seu cadastro. A partir daí, o estudante acessará o SisFies e fará sua inscrição informando os dados pessoais, do curso e instituição e as informações sobre o financiamento solicitado.

Após concluir a inscrição, o estudante deverá validar suas informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), na instituição de ensino, em até 10 dias, contados a partir do dia posterior ao da conclusão da inscrição.

Após a validação das informações o estudante deverá comparecer a um agente financeiro do Fies em até 10 dias, contados a partir do terceiro dia útil imediatamente subsequente à data da validação da inscrição pela CPSA, para formalizar a contratação do financiamento.

No ano passado, o ministério alterou as regras para concessão de novos contratos do Fies. O estudante terá que obter um resultado mínimo de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para conseguir o financiamento. Disciplinou também o uso simultâneo de recursos Fies e do Programa Universidade para Todos (ProUni). Um estudante só poderá usar os dois programas quando tiver bolsa parcial do ProUni e o complemento do Fies for para o mesmo curso e na mesma instituição de ensino superior.

Da Agência Brasil

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

MEC divulga resultado da segunda chamada do ProUni

O Ministério da Educação divulgou hoje (19) a lista dos estudantes pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). A lista está na página do ProUni e nas instituições de ensino participantes do programa. Os candidatos têm até a próxima terça-feira (24) para comprovar nas instituições as informações prestadas no momento da inscrição.

É responsabilidade do estudante verificar nas unidades de educação superior os horários e o local onde deve comparecer. A perda do prazo ou a não comprovação das informações resultarão na reprovação do candidato. Entre o que deve ser apresentado estão um documento de identificação, comprovantes de residência, de rendimento dos estudantes e de integrantes do grupo familiar e comprovantes de ensino médio.

Quem não foi pré-selecionado na segunda chamada ainda poderá manifestar interesse em participar da lista de espera nos dias 2 e 3 de março, na página do ProUni.

Nesta primeira edição de 2015, o ProUni registrou 1.523.878 inscritos. São oferecidas 213.113 bolsas para 30.549 cursos em 1.117 instituições de ensino superior privadas.

O programa é destinado aos estudantes que querem concorrer à bolsa de estudos parciais e integrais em instituições particulares de educação superior, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Agência Brasil

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Nove em cada dez municípios não atingem meta de aprendizado, mostra levantamento

Aproximadamente nove em cada dez municípios brasileiros não atingiram o percentual mínimo de alunos com desempenho adequado em matemática no 9º ano do ensino fundamental, segundo os parâmetros do movimento Todos pela Educação para 2013. De acordo com o movimento, 10,8% dos municípios atingiram a meta intermediária calculada para que, em 2022, bicentenário da Independência do Brasil, pelo menos 70% dos alunos tenham aprendizado adequado. 

O Todos pela Educação considerou os resultados da Prova Brasil de 2013, os últimos disponíveis. Em matemática, 10,8% atingiram a meta intermediária. Em português, esse percentual foi 29,6% dos municípios.  As metas variam de acordo com o ano, a disciplina e a localidade. As metas intermediárias podem ser consultadas no site do movimento.
Desde 2011, o movimento tem verificado a queda do percentual dos municípios que conseguem cumprir as metas intermediárias em ambas as disciplinas. Para se ter ideia, em 2009,  83,7% dos municípios cumpriram a meta para o ano em português no fim do ensino fundamental e 42,7% em matemática.

"Não é que os municípios estejam piorando, mas o que estamos observando é que não estamos melhorando", analisa a coordenadora-geral do Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco. "Isso acende um alerta. Tinha-se a expectativa de que os bons resultados que vêm sendo observados nos anos iniciais teriam repercussão nos anos finais, que começariam a melhorar, mas não é isso que vem se verificando. Chega ao ensino médio um aluno que não tem condições de acompanhar a etapa", acrescenta.

O Brasil não tem, oficialmente, metas claras do que deve ser aprendido em cada nível de ensino. Em matemática, no 9º ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) considera nove níveis de desempenho na Prova Brasil, sem definir qual é o adequado. Para o movimento Todos pela Educação, o desempenho adequado é igual ou maior que 300, que corresponde, no mínimo, ao nível cinco do Inep. Para português, o desempenho considerado adequado é igual ou superior a 275, que corresponde no mínimo ao nível quatro dos oito considerados pelo Inep.

Segundo Alejandra, "não há bala de prata para solucionar a questão". Ela defende que esses resultados reforçam que é preciso pensar políticas públicas específicas para os anos finais do ensino fundamental. A formação de professores e a definição de uma base nacional comum seriam questões-chave. "A formação dos professores é, sem dúvida, a mais importante, a que mais se aproxima de uma bala de prata. Uma base nacional comum ajuda a definir melhor o currículo de formação dos professores e ajuda o professor a ter clareza do que trabalhar em sala, além dos pais, a terem uma ideia mais objetiva do que deve cobrar da escola".


Nos anos iniciais do ensino fundamental, segundo o movimento, 48% dos municípios atingiram a meta intermediária para o ano em português e 61,7%, em matemática, com base no desempenho do 5º ano.

Agencia Brasil

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Centralizar oferta do Fies 'otimiza' busca por vagas, diz MEC

O secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, defendeu nesta terça-feira (10) um novo modelo para oferta de financiamentos do Fies e disse que a pasta "não abre mão" de uma pontuação mínima no Enem para acesso ao programa.

No final do ano, portaria do MEC passou a exigir nota de 450 pontos no exame para o estudante obter o contrato. A exigência, e a redução do fluxo de pagamento para as mantenedoras geraram fortes críticas do setor. Diante das mudanças, o sistema do Fies ficou em manutenção e, no final de janeiro foi reaberto para aditamento de contratos em vigor. A previsão é que até o final deste mês o site esteja disponível para novos contratos.
A defesa de um novo modelo de oferta dos contratos, que segue os moldes do Sisu -sistema online que reúne vagas em instituições públicas- foi feita pelo secretário-executivo em seminário da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior).

Segundo ele, a ideia de criar um sistema único para oferta de contratos do Fies vai melhorar a oferta de vagas aos estudantes interessados em obter o financiamento estudantil. "Não é limitador [o modelo em estudo]. Ele otimiza a oferta de vagas. É um sistema vitorioso, porque mostra as boas vagas que estão sendo ofertadas", disse Costa.

450 PONTOS - "Estamos dialogando, sem abrir mão do parâmetro de qualidade", resumiu. Ele ponderou, no entanto, que a pasta "não abre mão" da exigência de pontuação mínima de 450 pontos no Enem para acesso ao Fies. Esse já é o desempenho exigido para obter bolsa do Prouni. "Nada me convencerá de abrir mão dos 450 pontos", afirmou o secretário-executivo.

Presidente da associação, Gabriel Rodrigues apontou a "falta de recursos" das instituições diante das mudanças. "O problema existe e precisamos encontrar uma solução, senão será uma catástrofe."

Ele argumenta que a alteração nas regras do Fies afeta a "bandeira" defendida pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma de ampliar o acesso ao ensino superior. Atualmente, segundo o secretário-executivo do MEC, 20,1% dos jovens entre 18 e 24 anos estão cursando ou já concluíram graduação.

INFLAÇÃO - Durante o encontro, instituições relataram problemas no processo de continuidade dos contratos em andamento.

Desde o final do mês passado, o MEC reabriu o site do Fies para aditamentos, mas as mantenedoras alegam que o sistema não está autorizando os contratos cujo reajuste de mensalidades de um ano para outro foi acima de 4,5% (centro da meta de inflação).

Embora afirme não ter conhecimento dessa restrição, Luiz Cláudio ponderou que "não dá para permitir que seja qualquer valor". "Isso não é irreversível", ponderou em seguida.

Da Folhapress

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

MEC divulga resultado da primeira chamada do ProUni

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (2) o resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). As informações estão na página do programa. Também a partir de hoje, os candidatos selecionados devem comparecer às instituições de ensino e comprovar as informações prestadas na hora da inscrição.

O programa oferece bolsas no ensino superior privado com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Este ano, são ofertadas 213.113 bolsas – 135.616 integrais e 77.497 parciais. As bolsas são para 30.549 cursos, em 1.117 instituições de ensino superior privadas.

Os selecionados deverão comparecer às instituições até o dia 9 de fevereiro. Entre os documentos a serem apresentados estão: de identificação, comprovante de residência, comprovante de rendimento e comprovante de conclusão do ensino médio. A lista completa está na pagina do ProUni.

No dia 19 será divulgado o resultado da segunda chamada. Aqueles que não forem selecionados poderão participar da lista de espera nos dias 2 e 3 de março.


Segundo balanço parcial do MEC, até poucas horas antes do fim do prazo de inscrição o programa registrava mais de 1,4 milhão de inscritos, número que superou o total do ano passado.
Portal ne10.com 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Idiomas sem Fronteira vai oferecer cursos de espanhol e mandarim

Os cursos de espanhol e mandarim poderão ser os próximos oferecidos pelo programa Idiomas sem Fronteiras. A documentação de ambos está mais adiantada, segundo a coordenadora do programa do Ministério da Educação (MEC), Denise Lima. Além desses, italiano, japonês e alemão também estão nos trâmites finais. Ela não informa uma data para que isso aconteça.

A proposta do Idiomas sem Fronteiras é complementar o Ciência sem Fronteiras e as demais políticas públicas de internacionalização do ensino. O programa prevê a aplicação de testes de proficiência e de nivelamento, cursos on-line e presenciais. O programa foi lançado em novembro do ano passado com a promessa de oferecer a formação em inglês, francês, espanhol, italiano, japonês, mandarim, alemão e português para estrangeiros que tenham interesse no nosso idioma. O inglês é ofertado ofertado desde 2013, pelo Programa Inglês sem Fronteiras,  e o francês desde o ano passado. Todos os demais idiomas, segundo Denise, passarão a ser ofertados neste ano.

“Os idiomas são todos necessários. A oferta depende do andamento da documentação e da logística interna”, explica a coordenadora. “O programa conseguiu um grande alcance com o inglês. Conseguimos cadastrar todos as universidades federais e quase a totalidade dos institutos federais. O francês também tem tido uma repercussão boa na comunidade universitária e tem auxiliado no processo de mobilidade estudantil”, acrescenta.

O Idiomas sem Fronteiras, de acordo com a coordenadora, vai além do objetivo de formar os intercambistas, estende-se a professores, técnicos e alunos de graduação, mestrado e doutorado das instituições de educação superior, públicas e particulares. Além de professores de idiomas da rede pública da educação básica.

O impacto no Ciência sem Fronteiras foi reduzir o tempo que os estudantes passam em outros países recebendo e apenas aprendendo o idioma. O prazo, que podia ser de até de um ano, foi restrito ao limite máximo de 10 semanas antes do início das aulas, segundo Denise. "Quando se manda o aluno para o exterior, pode até garantir que ele vá aprender esse idioma, mas investe-se no aluno o que poderia estar investindo em muitos alunos. Muito mais barato estudar aqui, apesar de o processo ser mais lento que uma imersão no idioma", analisa.

O Ciência sem Fronteiras oferece bolsas, prioritariamente, nas áreas de ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e da saúde. O programa deve oferecer 100 mil bolsas em instituições de ensino estrangeiras de 2015 a 2018.

Da Agência Brasil 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Selecionados no Sisu podem fazer matrícula a partir desta sexta

A partir desta sexta-feira (30), os candidatos selecionados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) devem providenciar a matrícula nas instituições de ensino. O prazo vai até a próxima terça-feira (3). O candidato deverá verificar, na instituição em que foi aprovado, o local, horário e os procedimentos para a matrícula.

O Sisu seleciona estudantes para vagas em instituições públicas de ensino com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, o Sisu oferece 205.514 vagas em 5.631 cursos, em 128 instituições. O sistema registrou quase 2,8 milhões de inscritos.

Aqueles que não foram selecionados na primeira opção de curso poderão aderir à lista de espera do sistema. Para isso, deverão acessar o boletim pessoal na página do Sisu e clicar no botão correspondente à participação na lista. O prazo de adesão vai até 6 de fevereiro.

Os selecionados na segunda opção de curso poderão fazer a matrícula e ainda assim participar da lista de espera para a primeira opção.
A lista com os selecionados está disponível na página do programa desde segunda-feira (26). Os candidatos em lista de espera serão convocados pelas instituições a partir do dia 11.


Portal da Agência Brasil

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Fim da espera: notas do Enem serão divulgadas nesta terça

A espera dos feras finalmente está chegando ao fim e nesta terça fera (13) eles vão poder conferir o resultado do  Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado nos dias 8 e 9 de novembro do ano passado. As notas serão divulgadas no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e ajudarão os estudantes a ingressar nas universidades públicas de todo o país, através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Mais de 6,2 milhões de estudantes fizeram as provas do Enem em todo o país. O exame é a principal porta de entrada para universidades públicas no Brasil através do  Sisu, que este ano oferece  205.514 vagas, em 5.631 cursos de 128 instituições públicas de educação superior. As inscrições começam no próximo dia 19 e segue até o dia 22.

Diario de Pernambuco

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Piso salarial dos professores deve ser reajustado em 13%, estima CNM

Os salários dos professores devem ter aumento de 13,01%, segundo estimativa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) com base nos critérios que têm sido adotados pelo Ministério da Educação (MEC). 

Com o ajuste, o salário inicial dos professores de escola pública, com formação de nível médio e jornada de trabalho de 40 horas semanais, será de R$ 1.918,16.

O cálculo está previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008), que vincula o aumento ao percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano. Se, por um lado, existe a demanda de um piso cada vez maior, que garanta atratividade à carreira, por outro, há dificuldade, principalmente dos municípios, na manutenção dos salários.

De acordo com o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, o novo piso significará, no total, um aumento de cerca de R$ 7 bilhões nos gastos dos municípios. "Ninguém é contra o piso", justifica, "mas o problema vem se acumulando, está tirando muito qualidade da educação. Não tem dinheiro para reformar as escolas, dar infraestrutura", diz.

O piso salarial passou de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011, conforme valores informados no site do MEC. Em 2012, o valor vigente era R$ 1.451; em 2013, passou para R$ 1.567; e, em 2014 foi reajustado para R$ 1.697,39. O maior reajuste foi 22,22%, em 2012.

Em publicação no próprio site, a CNM pede ao ministro da Educação, Cid Gomes, "sensibilidade para resolver o problema do reajuste do piso".

Para o diretor de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Heleno Araújo, o reajuste é necessário para que se cumpra o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê equiparar o rendimento médio dos professores ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência do plano.

"Esse reajuste é importante para alcançar a meta do PNE. Tem que valorizar a educação e os profissionais", diz Araújo, enfatizando que muitos governadores, nas cerimônias de posse, afirmaram que o compromisso com a educação é forte. De acordo com o MEC, o reajuste será oficialmente anunciado nesta semana.

Agência Brasil

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

MEC cria Idioma Sem Fronteiras para alunos e professores

Foto: reprodução
Idioma Sem Fronteiras vai dar bolsas de estudos a estudantes, docentes de instituições públicas e privadas do ensino superior, professores de ensino básico, além de ensino de língua portuguesa para estrangeiros

O Ministério da Educação instituiu nesta segunda-feira (17) o programa Idioma Sem Fronteiras para ajudar na capacitação e proficiência em línguas estrangeiras. Vinculado ao Ciência Sem Fronteiras, o programa é voltado para alunos e professores que precisam melhorar a proficiência. A portaria foi publicada nesta segunda-feira, 17, no Diário Oficial da União.

O Idioma Sem Fronteiras vai dar bolsas de estudos a estudantes, docentes de instituições públicas e privadas do ensino superior, professores de ensino básico, além de ensino de língua portuguesa para estrangeiros. As seleções serão feitas por editais específicos do MEC, assim como acontece no Ciência Sem Fronteiras.

Ainda não há informação de quantos idiomas serão fornecidos no programa, que serão especificados nos futuros editais de convocação. Segundo a portaria, as aulas serão disponibilizadas presencialmente e pela internet.

Para executar o projeto serão firmados convênios, acordos de cooperação com órgãos de governo, além de utilizar parcerias já existentes do Programa Ciência Sem Fronteiras e de outros programas de internacionalização para educação superior.

O programa já existente, Inglês Sem Fronteiras, passa a partir desta segunda-feira a fazer parte do guarda-chuva do Idioma Sem Fronteiras. De acordo com o MEC, o projeto será custeado por recursos da União, mas ainda não há valores definidos no orçamento.

Estadão Conteúdo 

domingo, 21 de setembro de 2014

Brasil tem 508 escolas rurais sem infraestrutura, diz estudo

No Brasil, 508 escolas rurais não têm condições de infraestrutura, têm baixa taxa de aprovação e muitos alunos abandonam os estudos. Nessas escolas não há sequer água filtrada. É o que mostra o estudo Escolas Esquecidas, divulgado esta semana pelo Instituto CNA, ligado à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil,  que mapeou esses centros de ensino. A maioria está nas regiões Norte e Nordeste e é de difícil acesso.

O estudo utiliza os dados do Censo Escolar de 2012 e revela instituições que não têm biblioteca, computador, TV, antena parabólica, videocassete, DVD, água filtrada, saneamento básico ou eletricidade.  Quase 40% dos estudantes repetiram de ano e 23% abandonaram os estudos. Nas demais escolas do país, a taxa de aprovação passa dos 83%, e o abandono chega a 3,8% no ensino fundamental e a 10,2% no ensino médio. 

A maior parte dessas escolas está na Região Norte: 209 no estado do Pará e 202 no Amazonas. As demais escolas estão no Acre (36), no Maranhão (22), na Bahia (12) em Roraima (11), em Pernambuco (6), no Amapá (4), no Mato Grosso (3), no Piauí (2) e em Rondônia (1). Do total, 184 estão em terras indígenas, 44 em áreas de assentamento, oito em áreas remanescentes de quilombos e uma em unidade de uso sustentável. Grande parte é municipal.

São Gabriel da Cachoeira, município do Amazonas que faz fronteira com a Venezuela e a Colômbia, concentra 67 escolas rurais sem condições mínimas de infraestrutura, o maior número encontrado no estudo. “A zona rural é muito distante da zona urbana. Há locais em que é preciso uma semana para chegar, é preciso ir de rapeta pelos rios, passar por cachoeiras”, explica a assessora da Secretaria de Educação do município, Socorro Borges. “As escolas estão nessa situação pela dificuldade de levar material e porque não temos muito recurso.”

O município encontra também dificuldades em levar os alimentos da merenda escolar para os centros de ensino, que atendem, com exceção de dois, à populações indígenas. Socorro explica que eles contrataram uma empresa para fazer o transporte e que têm que levar alimentos enlatados, em vez de orgânicos, para que durem mais tempo.

Chaves, no Pará, tem 17 escolas que aparecem no relatório. “Essas escolas são de madeira, estão perto das margens dos rios, algumas estão interditadas porque a erosão chegou nelas”, diz o secretário de Educação do município, Edgar Quadros. A cidade fica às margens do Rio Amazonas e é frequentemente atingida pela pororoca -  grandes e violentas ondas que são formadas a partir do encontro das águas do mar com as águas do rio. “Muitas vezes comunidades inteiras têm que se mudar por causa de alagamentos e a escola vai junto.”

Segundo ele, das quase 100 escolas do município, 97 estão em zona rural. O secretário disse que já solicitou ao Ministério da Educação (MEC) ajuda para construir 43 escolas, 31 estão em processo licitatório. Também há problema em fixar os docentes. “Poucos são das comunidades. Geralmente são de fora, vêm de cidades próximas, de Belém, e ficam nas comunidades por temporadas”, diz o secretário.

De acordo com o levantamento, as escolas sem infraestrutura representam 0,7% do total de escolas públicas rurais no país que, em 2012, somavam 75,7 mil centros de ensino.

“O estudo é um alerta para o meio rural, especialmente para aquelas escolas que chamamos de esquecidas. Através dessa metodologia chegamos a 508, mas sabemos que outras escolas estão ali no limite, se houvesse uma flexibilização nos critérios, haveria um número maior de escolas [sem as condições mínimas de infraestrutura]”, diz o secretário executivo do Instituto CNA, Og Arão.

Segundo ele, as escolas rurais são muito importantes para a formação das comunidades do campo e são também um incentivo para que as famílias permaneçam na área rural. “Sem uma escola de qualidade não consigo formar, levar conhecimento e inovação, manter essas pessoas no campo”, acrescenta Arão.

O MEC diz que desde 2012, com o Pronacampo, tem intensificado ações voltadas para as escolas rurais, enviando recursos aos estados e municípios e às próprias escolas. Além disso, também desde 2012, reúne-se com 80 municípios, que são os que concentram a maior parte das escolas rurais, buscando uma gestão mais próxima, discutindo formação de professores, possibilidades de financiamento e de apoio às escolas do campo.

Segundo a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Macaé Evaristo, 46% das escolas apontadas no estudo estão em municípios que fazem parte desse grupo. “Nenhuma criança nesse país pode ficar sem atendimento escolar. No campo é preciso atenção redobrada, independentemente do lugar que a criança nasceu, tem que ter acesso à educação e educação de qualidade”, diz a secretária.


Agência Brasil

quarta-feira, 18 de junho de 2014

MEC abre processo administrativo contra 79 instituições de ensino superior

O Ministério da Educação (MEC) abriu processo administrativo para punir 79 instituições de educação superior que obtiveram resultados insatisfatórios no Índice Geral de Cursos (IGC) e que não tenham assinado Termo de Saneamento de Deficiências do MEC. A decisão e a lista de instituições estão publicadas na edição de hoje (18) do Diário Oficial da União.

As instituições têm 15 dias para apresentar defesa à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC. As instituições com o índice considerado insuficiente ficam impedidas de firmar novos contratos do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), de participar de processo seletivo para oferta de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O IGC é um instrumento construído com base numa média das notas dos cursos de graduação e pós-graduação de cada instituição. Assim, sintetiza num único indicador a qualidade dos cursos de graduação, mestrado e doutorado da mesma organização de ensino. O índice tem notas de 1 a 5. Instituições com IGC 1 ou 2 estão abaixo da média e sofrem penalidades como suspensão de vestibulares e até fechamento do curso. O índice é divulgado anualmente pelo MEC.


Agência Brasil

segunda-feira, 13 de maio de 2013

MEC registra 472 mil inscritos no primeiro dia de inscrições no Enem


Da Agência Brasil

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) recebeu 472.495 inscrições até as 18h30 desta segunda-feira (13), de acordo com balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As inscrições tiveram início hoje e vão até dia 27 de maio.

“Nas primeiras horas de inscrições para o Enem, nós fizemos quase 300 mil inscrições”, disse  o presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, em entrevista à Rede de Comunicadores, programa interno da assessoria de comunicação do Ministério da Educação (MEC).

Costa também disse que, no primeiro dia de funcionamento da página criada na internet para prestar informações sobre as inscrições, o processo transcorreu normalmente. “O sistema está funcionando muito bem. Todos os testes foram feitos para que o estudante tenha tranquilidade neste período de inscrição”, disse.

As inscrições terminam às 23h59 do dia 27 deste mês. O Enem é  destinado àqueles que já concluíram ou vão concluir o ensino médio até o fim de 2013, mas pode ser feito também por quem quer apenas treinar para a prova. O resultado no exame é usado no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de educação superior.  Os interessados em fazer a prova devem se inscrever pela internet no endereço do Enem. O exame será aplicado nos dias 26 e 27 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal.

sábado, 27 de outubro de 2012

MEC pede que Polícia Federal investigue boatos sobre cancelamento do Enem


Da Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) pediu que a  Polícia Federal investigue os boatos que circularam nea quinta-feira (25) nas redes sociais de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano teria sido cancelado. A pasta confirmou a realização das provas nos dias 3 e 4 de novembro.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, as provas já estão nos pontos estratégicos para serem distribuídas aos locais onde serão aplicadas “com total segurança”. Mercadante detalhou que o esquema de segurança em torno do transporte e da distribuição das provas conta com 72 batalhões do Exército, agentes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar.

Ontem, uma reportagem publicada em 2009 pelo jornal O Globo, que noticiava o cancelamento das provas do Enem naquele ano, voltou a circular na rede via Facebook, aparecendo na listas de matérias mais lidas da rede social no site do jornal. A notícia se espalhou nas redes sociais, gerando inclusive uma sobrecarga no volume de acessos ao site do MEC.

O Globo emitiu nota de esclarecimento afirmando que o Enem 2012 não foi cancelado e que está tomando providências junto aos administradores da rede social para que a reportagem de 2009 não seja usada indevidamente.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Crianças com menos de seis anos poderão cursar o ensino fundamental em Pernambuco


Do Pernambuco.com

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) confirmou na quinta-feira (25) a decisão da 2ª Vara Federal de Pernambuco para a autorização da matrícula de crianças com idade inferior a seis anos no ensino fundamental, desde que haja comprovação de sua capacidade intelectual. A decisão, no entanto, ficou restrita ao estado. O Ministério Público Federal (MPF), que solicitou a implantação da medida em todo o país, não obteve êxito. A medida ainda poderá ser contestada através de recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça e recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) editou em 14/01/2010 a Resolução nº 01 e, em outubro de 2010, a Resolução nº 06, que definia as diretrizes operacionais para a implantação do ensino fundamental limitando à idade mínima de seis anos. O MPF considerou inconstitucionais as resoluções e ajuizou uma ação civil pública perante a Justiça Federal, distribuída para a 2ª Vara Federal, pedindo a suspensão das normas e a garantia da matrícula na primeira série do ensino fundamental aos menores de seis anos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Vestibular 2013 da UFPE adiado


Do NE10

O Vestibular 2013 da Universidade Federal de Pernambuco teve a data de realização da 2ª fase adiada. Inicialmente, a data prevista era 2 e 3 de dezembro, entretanto, pelo atraso na regulamentação da Lei de Cotas por parte do Governo Federal, o concurso precisou ter a data alterada.

Provavelmente as provas serão realizadas apenas em janeiro de 2013, já que os fins de semana seguintes à data inicial já estão comprometidos com outros concursos: 9 e 10 de dezembro é o Vestibular Seriado da Universidade de Pernambuco (UPE) e 16 de dezembro é a seleção do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). Os próximos domingos já são véspera de Natal e Ano Novo.

A Reitoria tomou esta decisão após reuniões entre o Ministério da Educação (MEC), pró-reitores de graduação e dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) realizadas nessa quarta-feira (3) em Brasília. O MEC discutiu com os representantes das Ifes propostas para o decreto de regulamentação e a portaria de normatização da Lei Nº 12.711, a Lei de Cotas, indispensáveis para a publicação dos editais do processo seletivo das instituições.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MEC quer acabar Prova Brasil e usar Enem na avaliação do ensino médio

Da Agência Brasil

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou na terça (21) que a pasta vai mudar a forma de avaliar a qualidade do ensino médio. A proposta é substituir a Prova Brasil, avaliação que compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O argumento do ministro é que apenas 69 mil estudantes em um universo de 8 milhões participam da Prova Brasil, enquanto o Enem é quase censitário. A mudança já valeria para 2013.

Mercadante se reuniu com os secretários de educação dos estados e, segundo ele, é unânime entre os dirigentes a necessidade de usar o Enem como parâmetro da qualidade. Os resultados do Ideb de 2011, anunciados na semana passada, mostraram uma quase estagnação em relação a 2009 e uma piora da qualidade do ensino em alguns estados.

No entanto, se forem consideradas as notas do Enem obtidas por alunos da rede pública, há uma evolução nesse segmento. Em português, a média dos alunos da rede pública cresceu de 477,9 pontos para 503,7 pontos entre 2009 e 2011. Em matemática a evolução foi de 477,1 pontos para 492,9 pontos no mesmo período de comparação.

O ministro negou que a intenção seja mudar o indicador para melhorar o resultado. Para ele, os resultados do Enem são mais fidedignos porque a amostra de participantes é maior e os alunos fazem a prova com mais comprometimento, já que podem usar os resultados do Enem para ingressar em um curso superior.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

TABLET DO PROGRAMA ALUNO CONECTADO LEVANTA QUESTÕES SOBRE ESTRUTURA DO ENSINO PÚBLICO

Do Mundo Bit
imagem: eremptm.wordpress.com

É o sonho dourado de educadores e alunos do século 21: cada adolescente com seu próprio tablet, carregado com material didático digital, e ainda podendo compartilhar informações, usar dispositivos eletrônicos para ampliar a experiência de ensino e ter acesso instantâneo à informação. Tudo a favor da construção do conhecimento numa sociedade que tem nisso sua maior moeda. É um sonho que pode estar começando a se tornar realidade com a introdução dos tablets híbridos do programa Aluno Conectado, do governo do Estado. A partir deste mês, 152 mil alunos de escolas públicas do 2º e 3º ano do ensino médio receberão o equipamento da Digibras, divisão da CCE, comprados por R$ 629 cada. Mas será que só o equipamento basta para revolucionar a educação no Estado, como deseja o governo? As informações são do Jornal do Commercio.


 

Tudo vai depender do conjunto de softwares que virá embarcado no equipamento?, analisa o professor de química da rede estadual e graduando em ciência da computação Afonso Feitosa. Para ele, é preciso, de cara, deixar mais claro quais serão os dispositivos embutidos nas máquinas para que os professores comecem a planejar a utilização em sala de aula. ?Até agora esses softwares são um mistério. E isso faz toda a diferença, porque um computador, por si só, não muda nada. O que tem que mudar é o uso do equipamento na educação?, afirma


O professor mostra preocupação também com relação à conectividade nas escolas. ?Também não adianta nada ter uma ferramenta dessas e não ter internet na escola. E tem que ser de excelente qualidade. Não há condições de num colégio de 700 alunos, por exemplo, haver uma rede compartilhada de 2 Mbps. Tem que ter pelo menos 30 Mbps?, destaca. Outro ponto levantado pelo professor é a capacitação, que deve ser aprofundada. ?Se for só para dar aula de Powerpoint não adianta. Tem que haver imersão profunda nos softwares educacionais que virão na plataforma?, diz.



Pelo menos no discurso, a Secretaria de Educação de Pernambuco está em sintonia com a preocupação dos professores. Segundo o secretário Anderson Gomes, o tablet virá com um conjunto de 12 softwares educacionais, mais acesso à rede de acompanhamento da Intel, criadora da plataforma educacional usada no equipamento da Digibras. Entre eles, estão kits de ciências que podem ser usados em conjunto com sensores plugados à máquina, como microscópios, medidores de temperatura e acelerômetros. Também está incluído um software de reconhecimento de escrita que reconhece até mesmo operações matemáticas. Segundo Gomes, a expectativa é que todo material didático usado nas escolas seja digital ainda este ano.